Pra se livrar do Transfer Ban: Jornalista que cobre o Atlanta United e advogado especializado contam que Botafogo terá que pagar US$30 Milhões de Dólares (R$161,1 Milhões); além do Clube da Geórgia ter direito de um recurso na justiça cível que é irrecorrível


O jornalista Doug Robertson do AJC (The Atlanta Journal Constituition) o jornal da constituição de Atlanta na tradução, livre, trouxe uma nova atualização sobre o Transfer Ban sofrido há 6 dias pelo Botafogo, pelo não pagamento das parcelas totais da compra de Thiago Almada


O Atlanta United provavelmente receberá a maior parte dos US$ 30 milhões (R$161,1 Milhões) que o Botafogo lhe deve pela transferência de Thiago Almada, de acordo com um advogado da cidade de Atlanta, no Estado da Geórgia, EUA, especializado em direito contratual.



O Ator Arnold Schwarzenegger e o advogado Robert D. Adamson Jr. Foto: Arquivo Pessoal/linkedin

O clube da MLS ainda tem um último recurso na justiça cível contra a SAF Botafogo para buscar o pagamento integral dos valores devidos, segundo Robert D. Adamson Jr., advogado com experiência em direito contratual internacional e proprietário de um escritório em Marietta.


O clube recebeu diversos pagamentos substanciais nos últimos meses, totalizando milhões de dólares. Os fundos são internacionais e foram obtidos por meio de processos judiciais, já que as audiências haviam sido marcadas. O Atlanta United e Botafogo estiveram envolvidos no caso referente a Almada, o meio-campista argentino. A sentença foi proferida em 5 de julho de 2024, com um valor estimado em US$ 12 milhões (R$64,4 Milhões) na ocasião.



O Atlanta United teria recebido diversos pagamentos relacionados à transferência, totalizando milhões de dólares, incluindo incentivos e juros. Os pagamentos vieram de múltiplas fontes, inclusive da Espanha. Em Madrid, o Atlético de Madrid e Botafogo estiveram envolvidos na negociação de Almada. Os valores divulgados incluem pagamentos de US$ 5 milhões (R$ 26,6 Milhões), US$ 4 milhões (R$ 21,1 Milhões), US$ 9,2 milhões(R$ 49,4 Milhões), US$ 12 milhões (R$ 64,4 Milhões) e US$ 5,1 milhões (R$27,4 Milhões) ao longo do ano.


A decisão, proferida anteriormente em favor do Atlanta United, é irrecorrível. A decisão foi tomada pelo Tribunal Arbitral do Esporte, com sede na Suíça. O caso envolveu o Botafogo e estava relacionado aos regulamentos da FIFA. A sentença foi finalizada em outubro, após um processo que se estendeu até dezembro de 2025.


Após a decisão, o Botafogo foi afetado durante as janelas de transferências de Janeiro. A FIFA impôs uma proibição ao registro de jogadores, o que impactou as atividades de compra e venda. Uma janela de transferência foi afetada em dezembro, com restrições adicionais posteriormente.


"O que está acontecendo dentro do processo é que eles estão sendo instrumentalizados ao longo do tempo", disse ele. "Isso exige uma abordagem estratégica para o futebol. Do ponto de vista da reputação e dos procedimentos, a forma como isso se desenrola importa."


A via legal não é incomum no futebol, explicou Adams. Não se trata de se recusar a pagar, mas de compreender o processo. Atlanta United e Botafogo recusaram-se a comentar diversas decisões e possíveis ações.


“É muito incomum pensar que um time está vendendo jogadores e, ao mesmo tempo, não consegue comprar outros”, disse Adams. “Por exemplo, um clube não poderia adiar uma compra por causa disso.”


Adams observou que as decisões do CAS e da FIFA frequentemente se baseiam na linguagem contratual, às vezes escondida em cláusulas padronizadas, e os clubes podem acreditar que podem evitar as consequências. O Botafogo, disse ele, tem duas opções restantes.


“Esperar até a janela de transferências é uma verdadeira tática de pressão”, explicou. “Ou você paga ou não paga. Provas podem ser apresentadas e indenizações podem ser solicitadas na justiça cível. As decisões da FIFA e do CAS também podem resultar em proibições de transferência.”


“Os veredictos são reais, mesmo que as pessoas tentem revertê-los”, disse Adamson. “Reconhecer a autoridade do CAS é essencial.”


Ele acrescentou que o direito internacional ainda rege grande parte do processo e, mesmo que a contratação de escritórios de advocacia e o pagamento das despesas sejam dispendiosos, as decisões judiciais ainda podem ser executadas. O Atlanta United está processando o Botafogo na justiça brasileira, o que também pode afetar os recebimentos.


Dentro das próximas semanas, a situação da transferência deverá ficar mais clara, disse ele. O resultado poderá envolver o próximo pagamento de milhões de dólares. Adamson, que tem experiência em direito comercial e internacional e reside em Nova York, observou que o valor total envolvido é de US$ 22,5 milhões (R$120,8 Milhões).


“Acho que quando a janela de transferências abrir, tudo começará a fazer mais sentido”, disse Adamson. “É aí que as coisas realmente acontecem.”


Com informações Doug Roberson do AJC e o advogado Robert D. Adamson Jr.

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