Abriram os olhos, finalmente! Associativo diz que John Textor não tem condições de administrar a SAF Botafogo; Há temor de novo Transfer Ban por dívidas com ex-clubes de Luiz Henrique, Jordan Barrera e Montoro

 


 Foto: Vítor Silva/Botafogo


Além de agravar a situação financeira — que já era delicada — do Botafogo, a eliminação da equipe na Pré-Libertadores 2026 esgotou a paciência da ala associativa do Botafogo, com John Charles Textor. Há, no alto escalão do clube social, o entendimento de que o empresário americano não é mais capaz de, sozinho, administrar a SAF alvinegra.


Mais do que o fracasso esportivo pela queda na principal competição do ano antes mesmo da fase de grupos da Copa Libertadores da América, existe insegurança também no aspecto financeiro. 



Luiz Henrique, Jordan Barrera e Álvaro Montoro - Foto Reprodução


Fontes ouvidas pelo jornal O GLOBO, indicam que há, internamente, o receio de que o orçamento para a temporada não seja cumprido e de que seja possível o surgimento de um novo Transfer Ban. Recentemente, Real Betis Balompié, Junior De Barranquilla e Vélez Sarsfield externaram insatisfação por atrasos em pagamentos envolvendo as negociações de Luiz Henrique, Jordan Barrera e Álvaro Montoro, respectivamente. Além disso, a SAF precisará pagar nos próximos dias uma parcela de aproximadamente US$ 5 milhões (R$ 25,8 milhões) pelo acordo com o Atlanta United FC referente à dívida pela contratação de Thiago Almada.


Guerra fria


Como de praxe, a ala social cita a gratidão a Textor por avanços como a evolução no CT Lonier, melhorias na área administrativa e no aumento de receitas, além dos títulos conquistados em 2024. Por outro lado, a diretoria do associativo já fala abertamente no desejo pela saída do empresário para a chegada de um novo investidor — nesse cenário, Textor teria que aceitar vender suas ações, algo que ele sequer cogita — ou, ao menos, permitir a entrada de um sócio que ajude na questão financeira. Informação essa que foi noticiada exclusivamente por Rafael Marques da ESPN.


No momento, há uma espécie de guerra fria nos bastidores. De um lado, Textor tenta emplacar a narrativa de que a ala social, representada pelo presidente João Paulo Magalhães Lins, tem barrado a entrada de novos recursos para arcar com as obrigações financeiras do Botafogo. Do outro, existe a crença de que o empresário Norte-americano pode ser retirado do comando em breve por decisão da arbitragem da Fundação Getulio Vargas, que decidirá o rumo da disputa judicial entre as partes e a Eagle Football Holdings, representada por advogados contratados pela Ares Management, empresa credora e considerada uma das principais opositoras de Textor dentro da rede multiclubes.


Entre os jogadores, a insatisfação também é cada vez mais palpável. Bons exemplos são as declarações do capitão Alex Telles e do zagueiro Alexander Barboza após a derrota para o Barcelona Sporting Club, do Equador. Os dois são considerados alguns dos principais líderes do elenco.


— Muitas vezes nós, jogadores, damos a cara. Somos nós que vamos jogar, dar nosso melhor, mas o clube não é feito só de jogadores. Coloco a mão no fogo por esse grupo. A gente não merecia isso (a eliminação precoce na Libertadores). O futebol não atura desaforo, e o nosso grupo nunca desafiou o futebol. Mas ele não é feito só de atletas, é feito de muita coisa — disse Telles.


— É difícil falar agora as coisas que estou pensando, porque acabamos de ser eliminados. São muitas emoções juntas. Provavelmente, se falar alguma coisa, vou me arrepender. Prefiro pensar um pouco e seguir. Daqui a pouco há outra partida importante, contra o Clube de Regatas do Flamengo, um clássico. Não posso dizer mais — falou Barboza.


Seca de gols


Neste início de ano de 2026, o Botafogo chegou a atrasar pagamentos de direitos de imagem e depósitos do Fundo de Garantia (FGTS) dos atletas. Um dos poucos destaques da equipe na temporada, o volante Danilo Barbosa chegou a analisar, junto de seu estafe, a possibilidade de buscar uma rescisão contratual unilateral, o que fez o clube correr para regularizar os valores em débito.


Outro problema é que, dentro de campo, os atletas também não vivem boa fase, como mostra a seca de gols dos atacantes. Considerando apenas os jogadores do elenco principal — ou seja, sem os jovens das divisões de base — o técnico Martín Anselmi tem seis opções disponíveis: Arthur Cabral, Artur, Joaquín Correa, Lucas Villalba, Matheus Martins e Nathan Fernandes.


Juntos, os seis somam apenas seis gols e quatro assistências em 2.840 minutos em campo. Para se ter ideia, sete dos 20 times que disputam o Campeonato Brasileiro Série A têm ao menos um jogador que já balançou as redes seis vezes ou mais na temporada.


Com informações O GLOBO

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