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John Textor no Estádio Nilton Santos e último logo da OI empresa brasileira de telefonia que faliu após recuperação financeira - Foto: Wagner Mayer/Getty Images |
Há cerca de quase 1 mês atrás, ainda como dono da SAF do Botafogo, John Textor fez questão de diferenciar, em entrevista à ESPN em 31 de Março de 2026, o que acontecia no clube de General Severiano do que se passou com o Vasco e a 777 Partners. “Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo”, afirmou o programador e empresário Norte-americano na ocasião.
Mas na manifestação apresentada à Justiça do Rio de Janeiro na última segunda-feira (27/4), que resultou na decisão que tirou os poderes políticos da Eagle Bidco no comando da SAF alvinegra, o Botafogo citou justamente o Vasco como exemplo, na tentativa de nomear Durcesio de Mello como gestor.
Os representantes da SAF do Botafogo argumentaram que a Justiça deveria tomar caminho similar ao que aconteceu no Vasco, no qual, após o afastamento da 777, quem assumiu o controle do clube cruzmaltino foi Pedrinho, então presidente do associativo.
O Botafogo usou, inclusive, outro exemplo, o do Grupo Oi, que teve falência decretada em novembro de 2025, mas tem desde então um mesmo gestor sendo mantido como interventor, Bruno Rezende.
“Vale destacar que, em situações semelhantes, nos casos do Grupo Oi e do Vasco da Gama, nos quais se impôs o afastamento de sócios e administradores, esse Tribunal de Justiça optou por manter na condução dos negócios diretores e administradores que já tinham conhecimento das operações das empresas recuperandas, justamente por reconhecer que estes teriam melhores condições de adotar as medidas necessárias à preservação da empresa”, argumentou o Botafogo SAF.
Ex-presidente do Botafogo associativo, Durcesio foi bastante elogiado no documento, na tentativa de convencer a Justiça a referendar o pedido, afastando a Eagle e oficializando o dirigente como gestor.
“O SR. Durcésio é pessoa amável, que trata a todos com respeito e carinho, o que não se confunde com amizade”, afirma trecho do documento obtido pelo ESPN.com.br.
Na última terça, a Justiça, em decisão do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do TJ-RJ, deferiu pedido do Botafogo, tirando os poderes de voto da Eagle na SAF e mantendo Durcesio como administrador do futebol.
O Botafogo celebrou a decisão em comunicado oficial. “A decisão representa um passo fundamental para conter iniciativas que vinham gerando insegurança jurídica e operacional, inclusive com impactos diretos na capacidade da SAF de atrair investimentos, concluir negociações estratégicas e honrar compromissos essenciais, como o pagamento de atletas, funcionários e prestadores de serviços.”
“A SAF Botafogo reitera que permanece em plena atividade, disputando todas as competições e conduzindo normalmente suas operações, agora sob um ambiente de maior estabilidade e segurança institucional”, complementa a nota.
