O presidente do Botafogo Associativo, João Paulo Magalhães Lins, permanece nos Estados Unidos da América e só retornará ao Brasil quando todas as definições envolvendo a transição da Nova SAF estiverem completamente finalizadas. As negociações envolvem uma complexa rede de investidores e grupos financeiros, incluindo a GDA Luma que será a nova administradora do Botafogo, a Ares Management (maior credora na Eagle BidCo), a Cork Gully LLP (administradora judicial na EFH BidCo) e a Eagle Football Group que está o Olympique Lyonnais, além de Michele Kang e o CEO do clube francês, Michael Gerlinger, figura importante, pois foi diretor-geral da Eagle Football Holdings em 2024.
A GDA Luma de Gabriel de Alba e de um de seus parceiros de negócios, Marcelo Claure, irá assumir o controle da SAF do Botafogo. No entanto, o ponto mais sensível neste momento é a equalização financeira junto aos credores. Para isso, foram acionadas estruturas especializadas, incluindo a Cork Gully, a Ares e representantes ligados ao grupo Eagle, responsável pela administração do Olympique Lyonnais. Conforme nós da Gazeta Botafogo apuramos nesses últimos 3 dias.
A negociação chega à sua fase final após a saída de cena de John Textor, figura central no modelo anterior de gestão temerária. Com isso, abriu o caminho para uma reconfiguração completa da estrutura societária.
A primeira reunião oficial desta nova etapa ocorreu no domingo, 14 de junho em Miami/Flórida, marcando o início do processo de transição. O encontro teve como foco alinhar diretrizes operacionais e iniciar a reorganização financeira — considerada o ponto-chave para destravar o acordo definitivo.
O objetivo é claro: permitir que o Botafogo deixe a estrutura da Eagle BidCo e finalize sua vinculação com a GDA Luma. Paralelamente, o Lyon também deve sair da holding atual, sendo adquirido pela Ares em parceria com Michele Kang, redesenhando o mapa de controle dos clubes envolvidos.
As negociações ocorrem sob forte rigor técnico e jurídico. Após os impactos financeiros negativos herdados do período de gestão compartilhada na ERA Textor — marcado por um caixa único que afetou tanto Botafogo quanto Lyon —, todas as partes optaram por conduzir o processo com total transparência. Contadores independentes e de confiança dos grupos envolvidos foram mobilizados para garantir a lisura e a precisão dos números apresentados.
Todos os nomes envolvidos nessas negociações trabalham com um objetivo em comum: concluir integralmente o processo o mais tardar até julho de 2026, estabelecendo um novo ciclo de estabilidade e governança para o clube carioca.
Depois de uma longa e complexa “novela” nos bastidores do futebol internacional, o desfecho parece finalmente próximo, são as últimas semanas desta trama que não foi boa para ninguém — com implicações profundas não apenas para o Botafogo, mas para todo o ecossistema de clubes conectados por investimentos globais, até então feitos por John Textor que se perdeu ne metade do percurso após ter feito amizade com o controverso Marinakis.
