![]() |
John Textor fora do CT Lonier, em entrevista à Camila Barbieri para o Seleção SporTV - Foto Reprodução/SporTV |
O ainda dono da SAF do Botafogo, John Textor, foi ao treino do Alvinegro nesta manhã na zona oeste do Rio de Janeiro, em Vargem Pequena, bairro que está localizado o Espaço CT Lonier.
Assista ao vídeo abaixo:
John Textor alegou ter soluções para "resolver" os problemas financeiros da SAF Botafogo em reunião com os líderes do clube ontem; por volta das 13h40 da tarde, desta quinta-feira, em entrevista para Camila Barbieri, fora do CT Lonier.
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) April 23, 2026
🎥 Seleção | SporTV pic.twitter.com/DxMyqCWJlJ
Rodrigo Coutinho diz que John Textor não tem mais credibilidade nenhuma, pois foi o próprio JT que criou este problema na disputa com a Ares Management Corporation. JT se coloca como uma solução de um problema que ele mesmo criou. pic.twitter.com/mLmw8AgEVP
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) April 23, 2026
– Eu vim falar com o time. Me reuni com os capitães ontem, o que é sempre bom. Um ótimo grupo de líderes. Eles trouxeram para mim as preocupações do grupo. Eu consegui finalizar minha mensagem para todo o time hoje. Então tivemos uma longa conversa. Esses processos podem ser muito confusos. Eles escutam muita coisa na imprensa. Quase tudo na imprensa, é desconhecido, é anônimo. E isso não vai parar – afirmou Textor, ao SporTV.
– É por isso que eu chamei a reunião dos acionistas. Todo mundo tem que entrar sob a luz do sol e dizer o que eles vão fazer para ajudar esse clube. Eu tenho o meu conjunto de ideias. Eu vim aqui com a confiança dos fãs e nós criamos um campeão. Parece que devemos fazer isso. Porque eu acho que sou o único que está oferecendo soluções financeiras agora – completou.
– Peço que os acionistas parem de falar nos bastidores, parem de falar com os advogados. Vão para a reunião. O clube precisa de dinheiro, então coloque suas propostas, coloque o dinheiro. Eu fiz minha proposta, US$ 25 milhões do meu próprio capital. Eu estou tentando há algumas semanas que isso seja aceito pelos acionistas. Precisa de mais capital, então eu tenho parceiros que querem colocar o dinheiro ao meu lado – garantiu Textor.
– Nós tivemos uma boa decisão do juiz (na cautelar). Mas o clube precisa de capitalização, como quando eu cheguei no início. Eu não tinha restrições sobre o que eu poderia colocar, eu não tinha restrições sobre os jogadores que eu poderia assinar, e nós conseguimos pegar um clube de segunda divisão para nos tornar campeões da América do Sul com nossa própria independência. Conseguindo fazer essas decisões sem obstrução – citou.
– Se ninguém mais está colocando dinheiro, e eu, legalmente, não estou permitido a colocar dinheiro, a recuperação pré-judicial nos permite ir a um juiz e dizer, “OK, o dinheiro fala, o dinheiro está aqui para resolver os problemas”. Eu disse na noite anterior que eu estou aberto a alguém fazer uma oferta de investimento. Mas não há outro investidor, não estão encontrando – completou.
Segundo a ESPN, Textor esclareceu pontos sobre a recuperação judicial e garantiu aos jogadores o pagamento em dia dos salários.
Durante a conversa, John Textor apresentou detalhes do requerimento e abriu espaço para os atletas fazerem perguntas, caso tivessem dúvidas ou observações.
Recuperação judicial
A entrevista também teve como tema a recuperação judicial, processo iniciado pelo Alvinegro nesta semana. Textor disse que espera ter aprovação em assembleia do clube para aportar dinheiro no Botafogo e afirmou que é o único, neste momento, com essa disposição. Novo encontro será realizado no dia 27/4. Quando Textor espera obter apoio.
— Peço que os acionistas parem de falar nos bastidores, parem de falar com os advogados. Vão para a reunião. O clube precisa de dinheiro, então coloque suas propostas, coloque o dinheiro. Eu fiz minha proposta, US$ 25 milhões do meu próprio capital. Eu estou tentando há algumas semanas que isso seja aceito pelos acionistas. Precisa de mais capital, então eu tenho parceiros que querem colocar o dinheiro ao meu lado.
— Nós tivemos uma boa decisão do juiz (na cautelar). Mas o clube precisa de capitalização, como quando eu cheguei no início. Eu não tinha restrições sobre o que eu poderia colocar, eu não tinha restrições sobre os jogadores que eu poderia assinar, e nós conseguimos pegar um clube de segunda divisão para nos tornar campeões da América do Sul com nossa própria independência. Conseguindo fazer essas decisões sem obstrução — comentou o americano.
O dono da SAF do Botafogo enfrenta série de ações judiciais em meio à rede multiclubes criada nos últimos anos. Para ele, a relação com o clube social do Botafogo está melhorando. Ele espera ter apoio na próxima assembleia. Mais tardar, ele espera conseguir aprovar o aporte de capital na Justiça brasileira, acrescentou.
— Se ninguém mais está colocando dinheiro, e eu, legalmente, não estou permitindo colocar dinheiro, a recuperação pré-judicial nos permite ir a um juiz e dizer, "ok, o dinheiro fala, o dinheiro está aqui para resolver os problemas". Eu disse na noite anterior que eu estou aberto a alguém fazer uma oferta de investimento. Mas não há outro investidor, não estão encontrando — reforçou o dirigente.
De acordo com o protocolo, o Glorioso tem um passivo total superior a R$ 2,5 bilhões, sendo cerca de R$ 400 milhões só em dívidas tributárias.
Desse montante, R$ 1,4 bilhão é referente a dívidas "já vencidas ou com vencimento próximo, até o fim do ano de 2026", segundo os documentos apresentados à Justiça.
A situação é tão preocupante que o Botafogo admite que, com o acúmulo de cobranças, não há recursos para quitar nem mesmo a folha sarial do mês de maio.
"As dívidas se avolumam diariamente, seja com fornecedores, outras entidades desportivas e mesmo com funcionários, de modo que não há recursos necessários para o pagamento integral da folha salarial do próximo mês", escreveram os advogados da SAF, que salientam que as execuções podem "inviabilizar a atividade" do clube.
"Diante de inúmeros débitos vencidos ou com vencimento próximos, os ativos da SAF Botafogo suportarão incontáveis ataques de credores, o que poderá resultar em um esvaziamento patrimonial e de fluxo de caixa que inviabilize o exercício da atividade empresarial", ressaltaram.
No pedido, o Glorioso ainda diz que fechou no vermelho em seus três últimos balanços, sendo:
2023: R$ 56 milhões
2024: R$ 300 milhões
2025: R$ 287 milhões
Isso fez com que o patrimônio líquido da SAF chegasse a R$ 427,2 milhões negativos, "se deteriorando de forma acelerada nos últimos três exercícios". Veja abaixo:
2023: -R$ 28,8 milhões
2024: -R$ 174,2 milhões
2025: -R$ 427,2 milhões
"Isso demonstra que as dívidas da SAF Botafogo superam o valor de todos os seus ativos", apontaram os advogados.
