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| John Textor em frente da Churrascaria Palace - Foto/Reprodução: Danteskoo/Twitter/X |
🚨🚨🚨Aos amigos botafoguenses e que gostam de uma boa fofoca :
— Danteskoo (@Danteskoo) April 27, 2026
Relatos dão conta que John Textor saiu bastante alterado e nervoso ao celular após um almoço na Churrascaria palace. Não era reclamando do preço do rodízio, aparentemente...
Aparentemente mais calmo no momento pic.twitter.com/ZUGA47NQsx
— Danteskoo (@Danteskoo) April 27, 2026
Em meio a um momento decisivo para a estrutura de poder da SAF do Botafogo, o empresário americano John Textor protagonizou uma cena que rapidamente repercutiu nos bastidores do clube e do mercado esportivo. Segundo relatos, Textor almoçou na tradicional Churrascaria Palace, localizada no bairro nobre de Copacabana, e deixou o local bastante alterado, falando ao telefone de forma visivelmente nervosa.
Testemunhas afirmam que o comportamento do dirigente não tinha relação com o estabelecimento — conhecido por seu alto padrão —, mas sim com questões corporativas sensíveis. A principal hipótese levantada é de que Textor estaria discutindo com advogados sobre a não realização de uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária), considerada crucial no atual contexto de governança da SAF.
Momentos depois, ainda ao telefone, o tom do empresário teria se suavizado. Interlocutores próximos avaliam que ele pode ter passado a conversar com Jordan Fiksenbaum ou Kevin Weston, ambos membros do conselho da Eagle BidCo. Os dois executivos foram figuras-chave ao votarem favoravelmente ao empréstimo firmado com a GDA LUMA no início de fevereiro de 2026 — operação que hoje volta ao centro das discussões internas.
Disputa de poder e incerteza institucional
Nos bastidores do Botafogo de Futebol e Regatas, o ambiente é descrito como fragmentado e altamente estratégico. Há, basicamente, duas correntes principais de interpretação sobre os próximos passos:
Cenário 1: afastamento real de Textor
Parte dos interlocutores acredita que a GDA LUMA ou outros investidores poderão assumir um papel determinante nos próximos dias, especialmente diante da possibilidade concreta de um afastamento total de Textor da operação da SAF. Esse movimento poderia representar uma mudança estrutural significativa no comando do clube.
Cenário 2: movimento tático de poder
Outra ala vê a situação como uma possível manobra estratégica: Textor poderia simular um afastamento, transferindo poder temporariamente à GDA LUMA, para depois retornar em um momento mais favorável, com maior controle consolidado.
Pressão sobre a diretoria e corrida contra o tempo
Independentemente da leitura, há um ponto de consenso: a Eagle Football Holdings, estrutura que orbita os interesses de Textor, está mobilizada para promover mudanças antes da data considerada decisiva — 29 de abril.
O principal alvo imediato seria Durcesio Mello, atual diretor-geral da SAF temporário que foi colocada sem análise e permissão, Ares e Eagle dizem que medida foi para agradar Textor. A expectativa é de que haja uma tentativa de isolamento antes dessa data, abrindo espaço para a nomeação de um CEO independente — figura vista como essencial para garantir estabilidade administrativa em caso de saída definitiva de Textor, na quarta-feira 29/4.
Um momento crítico para o futuro do clube
A combinação de tensões internas, disputas societárias e decisões financeiras coloca o Botafogo em um dos momentos mais delicados desde a implementação do modelo SAF. O desfecho dos próximos dias poderá redefinir não apenas a governança do clube, mas também seu posicionamento estratégico dentro e fora de campo.
Enquanto isso, episódios como o ocorrido na zona sul do Rio servem como termômetro de um ambiente que está longe de ser tranquilo — e que segue em ebulição às vésperas de uma decisão que promete ser determinante. As próximas 36 horas não vão ser amenas, mas sim bem quentes, tal como esta segunda-feira que fez bastante calor, na cidade do Rio De Janeiro e em grande parte da região sudeste, do Brasil.
