Ex-jogador dos Anos 60, Gerson recorda conquistas do Tricampeonato Mundial pelo Botafogo que a FIFA precisa reconhecer, e revela que Campeonato Carioca e Torneio Rio-São Paulo naquela época tinham mais prestígio que a Libertadores (VÍDEO)


Gerson em entrevista no podcast da Brabo TV - Foto Reprodução: Youtube




Gerson, o niteroiense tricampeão do mundo com a Seleção Brasileira na Copa Do Mundo de 1970, e também de títulos com o Botafogo, revelou em entrevista no formato podcast à Brabo TV, sobre como era a geração de Ouro do Botafogo dos Anos 60 (1961-1969), Gérson de Oliveira Nunes, foi um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, o “Canhotinha de Ouro” por ter um chute implacável com a perna esquerda, carrega uma trajetória que atravessa gerações — dentro e fora de campo. Ele também levanta um debate que segue vivo: o reconhecimento internacional do Botafogo como tricampeão mundial.


Mais tempo como comunicador do que jogador


Um dado curioso ajuda a dimensionar a longevidade de Gerson no futebol: hoje, ele já acumula mais tempo como comentarista esportivo com passagem pela Rádio Globo, Band como comentarista nos Anos 90, e depois regionalmente no Jogo Aberto Rio (2007-2014) e SBT Sports RIO (2014-2018), estando atualmente na Rádio Tupi desde então, Gerson como comentarista já superou o tempo de jogador profissional.



Um dos momentos recentes marcantes de Gerson, foi comemorando o título inédito do Botafogo da Libertadores naquele sábado marcante de 30/11/2025


Ainda assim, sua leitura de jogo segue baseada em uma vivência única — a de quem atuou em altíssimo nível em uma das eras mais ricas do futebol brasileiro.


A carreira nos grandes clubes


Gérson construiu uma carreira sólida vestindo camisas de peso:


Flamengo (1958–1963)

Botafogo (1963–1969)

São Paulo FC (1969–1972)

Fluminense (1972–1974)


Mas foi no Botafogo que ele atingiu o auge técnico e coletivo.



Gerson jogando pelo Botafogo em 1967 - Foto Divulgação/Botafogo


⭐ A “Geração de Ouro” do Botafogo


Entre 1956 e 1970, o Botafogo montou um elenco que marcou época e serviu de base para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo. O destaque para o Botafogo em si, foram os jogadores que marcaram entre 1961 à 1968.


O time reunia talentos extraordinários, como:

Garrincha

Jairzinho

Didi

Nilton Santos

Gérson

Paulo César Caju

Zagallo

Quarentinha

Amarildo

Manga (um dos maiores goleiros da história do clube)


Além de nomes como Roberto Miranda, Rogério Hetmanek, Germano, Rildo, Paulo Henrique Valentim, Carlos Roberto e Sebastião Leônidas.


Era um time que unia técnica, inteligência e protagonismo internacional.


Botafogo tricampeão mundial? O peso da Pequena Taça do Mundo


Um dos pontos mais defendidos por Gerson é o reconhecimento dos 3 títulos mundiais conquistados pelo Botafogo na década de 60 e começo dos anos 70.


O clube venceu três edições do tradicional torneio disputado em Caracas, conhecido como Pequena Taça do Mundo:


🏆 1967

🏆 1968

🏆 1970


As competições reuniam grandes clubes europeus, sul-americanos e até seleções nacionais como a Argentina, Colômbia e a Soviética — algo raro no futebol moderno.


Entre os adversários estavam equipes como Barcelona, Benfica e outros gigantes da época. Em 1967 por exemplo teve Barcelona, Benfica, Peñarol, Seleção da Argentina e a Seleção da União Soviética, onde o Botafogo levou a melhor no Torneio de Caracas, na Venezuela.



O Botafogo é tricampeão mundial. Falta apenas o reconhecimento oficial vindo da FIFA e de seu atual presidente, Gianni Infantino.


O clube já considera essas conquistas como títulos mundiais, mas ainda busca validação formal da entidade máxima do futebol.


Assista aos vídeos abaixo:




O peso dos títulos nacionais na época


Além do sucesso internacional, o Botafogo conquistou:



Gerson erguendo à Taça do Campeonato Carioca de 1967, na época, a competição mais charmosa do Brasil



Bicampeonato Carioca (1967 e 1968) quando Gerson já estava no clube. E antes dele ter vindo em 1963. Com o bicampeonato de 1961 e 1962.


4 Torneios Rio-São Paulo:  1962, *1964, *1966 e 1998

*Gerson jogava pelo Botafogo.



Naquele período, o cenário do futebol era bem diferente do atual.



Segundo Gerson:


O Campeonato Carioca era um dos torneios mais fortes do país

O Torneio Rio-São Paulo reunia a elite do futebol brasileiro

A Libertadores ainda era incipiente e pouco valorizada pelos clubes brasileiros, além de ser mais difícil do que é nos dias atuais. Quem comandava a Libertadores nos anos 60 foi o Independiente.


Por que o Botafogo não ganhou mais Libertadores na Geração de Ouro?


A pergunta é recorrente — e a resposta, direta.


De acordo com Gérson:


Nos anos 60, estaduais e o Rio-São Paulo tinham mais prestígio do que a Libertadores.


Outros fatores também pesavam:


Calendário apertado

Prioridade para competições nacionais

Excursões internacionais valorizadas

Menor interesse institucional no torneio continental


Gerson e o tricampeonato mundial com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970



Gerson na final da Copa Do Mundo de 1970 contra a Itália 



Ele foi peça-chave na conquista da Copa do Mundo de 1970, considerada por muitos a maior seleção da história.


Ao lado de nomes como:


Pelé

Jairzinho

Tostão

Rivelino


Gerson comandou o meio-campo com classe e inteligência, sendo fundamental no tricampeonato mundial do Brasil.


Assista a entrevista no podcast Brabo TV abaixo:



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