John Elkann da Dinastia Agnelli, que é dono da Juventus, da Ferrari, Jeep, Fiat através da Stellantis; e CEO da Exor, possui patrimônio Super Bilionário, sendo um dos interessados em comprar a SAF Botafogo


John Elkann próximo do Trading Floor (chão de negociação/pregão) da Scuderia Ferrari na Bolsa de Valores de Nova York a NYSE, em Wall Street, Manhattan | Foto: Andrew Burton/Getty Images



John Phillip Jacob Elkann, nascido em 1 de Abril de 1976 na cidade de Nova York, EUA, é filho do casal Alain Elkann e Margherita Agnelli, depois da separação dos pais, Elkann passou tempo com a mãe Margherita filha de Gianni Agnelli, pai da mãe de John Elkann, e avô daquele que seria o herdeiro da dinastia da tradicional família italiana da cidade de Turim.


Era 6 de Dezembro de 2024, quando John Elkann, assumiu o volante da direção da Jeep e da proprietária da Fiat, a Stellantis, após a demissão de seu CEO, é o herdeiro discreto, mas firme, de uma dinastia italiana associada à Juventus, à Ferrari e em algumas ações da revista Britânica The Economist.


Um líder em movimento

No dia seguinte à saída de Tavares, Elkann já estava a caminho dos Estados Unidos, de avião — seu país natal e historicamente um dos mercados mais estratégicos para o grupo. O gesto foi simbólico: ação imediata diante de um cenário preocupante.



Conglomerado de marcas da Stellantis - Foto/Reprodução



As concessionárias enfrentam dificuldades tanto na América quanto na Europa, refletindo um cenário mais amplo de pressão na mudança sobre a indústria automotiva. A Stellantis, formada pela fusão entre a Fiat Chrysler Automobiles e a PSA Group em 2021, reúne 15 marcas — incluindo Jeep, FiatRam, Dodge, Abarth, Chrysler, Citroën, DS Automobiles, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Vauxhal, RAM e Alfa Romeo — e agora enfrenta desafios estruturais em escala global.



John Elkann - Foto/Divulgação: Exor

A holding familiar Exor, sediada e constituída em Amsterdã e que administra o conglomerado, detém 14,2% da Stellantis, consolidando o poder de Elkann como principal acionista e figura decisiva na condução da empresa. A Exor NV tem John Elkann como CEO, Benoît Ribadeau-Dumas como (CCO) diretor de empresas, Suzanne Heywood (COO) diretora de operações e Guido De Boer como diretor financeiro. A família Agnelli, é dona majoritária com 56,93% da holding através da empresa privada Giovanni Agnelli BV, que leva o nome do Tataravô de John Elkann, e avô de Gianni Agnelli. A empresa existe desde 1927.



Giovanni Agnelli, tataravô de John Elkann e Avô de Gianni Agnelli - Foto: Getty Images



Assumindo um comitê executivo interino, Elkann foi direto ao justificar a mudança:


“Para o bem da empresa, chegamos ao ponto em que nossos caminhos tiveram que se separar.”


Segundo ele, a decisão do conselho foi unânime — um indicativo claro da gravidade da situação interna.



Gianni Agnelli - Foto Reprodução/FIAT


Nascido em Nova York, Elkann não parecia destinado desde o início a liderar o império familiar. Neto de Gianni Agnelli — o homem que transformou a Fiat em símbolo europeu —, John teve uma formação internacional, com infância entre Reino Unido e Brasil; Elkann obteve um bacharelado científico em uma escola em Paris na França, antes de estudar engenharia em Turim, onde se formou através de uma educação sólida, obtendo diplomas em Engenharia de Gestão Industrial no Politecnico di Torino e em Administração de Empresas pela Universidade de Turim. Sua formação combinada com a experiência prática dentro do grupo Fiat proporcionou-lhe uma compreensão abrangente dos desafios e oportunidades enfrentados pelo negócio.


O ponto de virada veio em 1997, com a morte prematura de seu primo Giovanni Alberto Agnelli, originalmente escolhido como sucessor. Aos 21 anos, Elkann foi alçado ao conselho da Fiat — um movimento que mudaria sua trajetória para sempre.


Sua formação foi prática: estágios na Magneti Marelli, experiência em linhas de montagem na Polônia e atuação em vendas na França. Esse percurso moldou um executivo que conhece a indústria de dentro para fora.


Forjado na crise


Marella Caracciolo Agnelli e John Elkann no dia do funeral de Gianni Agnelli, 26 de janeiro de 2003. Eric VANDEVILLE/Getty Images



A morte de Gianni Agnelli em 2003 e de Umberto Agnelli em 2004 acelerou sua ascensão. Sob a presidência de Luca Cordero di Montezemolo, Elkann tornou-se número dois do grupo.


Mas foi ao lado de Sergio Marchionne que consolidou sua visão estratégica. Marchionne resgatou a Fiat de uma crise profunda no início dos anos 2000 e se tornou mentor de Elkann até sua morte em 2018.


Em 2009, ambos lideraram a aquisição de participação na Chrysler, criando a base do que viria a ser um gigante global. Um ano depois, Elkann assumiu a presidência.


Sua atuação nas negociações internacionais revelou um perfil firme: interrompeu tratativas com a PSA em duas ocasiões e chegou a explorar uma fusão com a Renault, sempre priorizando os interesses estratégicos da Fiat.


Esse estilo lhe rendeu um apelido na imprensa italiana: “Jaki, o Conquistador.”



Lapo Elkann - Foto: Filippo Monteforte/Getty Images


Diferente de seu irmão Lapo Elkann, conhecido por sua presença midiática, John Elkann construiu sua reputação longe dos holofotes.


Descrito como reservado, mas extremamente determinado, ele ganhou reconhecimento por sua capacidade de liderança firme e pragmática. Segundo especialistas, sua consolidação como líder veio após sair da sombra de Marchionne.


Giuseppe Berta, historiador da indústria automotiva, destacou que Elkann conseguiu não apenas preservar, mas expandir o legado dos Agnelli.


Desafios pessoais e corporativos



Ginevra, John e Lapo Elkann - Foto Reprodução/Vogue Itália

Apesar do sucesso, Elkann enfrenta turbulências fora do mundo corporativo. Ele está sob investigação em Turim em meio a uma disputa de herança com sua mãe, Margherita Agnelli — um lembrete de que até mesmo as maiores dinastias enfrentam conflitos internos junto de seus irmãos Ginevra, e Lapo. No centro da disputa está a sucessão de Marella Caracciolo, viúva do advogado Gianni Agnelli e mãe de Margherita Agnelli: uma história entrelaçada com o controverso acordo de 2004 assinado na Suíça, com o qual Margherita recebeu um pacote máximo de cerca de 1,3 bilhão de euros entre dinheiro, imóveis e obras de arte, mas renunciando a novas reivindicações sobre os bens do pai e sobre as ações do cofre da família. Posteriormente, Margherita Agnelli deixou de considerar o acordo adequado e, por esse motivo, desde 2007 ela está em litígios com seus filhos.


Margherita Elkann - Foto Reprodução


E agora uma nova decisão vem da Suíça. O Tribunal Civil de Thun, de fato, declarou "inadmissível" a ação movida por John, Lapo e Ginevra Elkann para estabelecer se sua avó Marella Caracciolo Agnelli havia mantido, na Suíça, até os últimos anos de sua vida, seu "centro de interesses", ou seja, a residência real e o local onde sua vida pessoal e patrimonial realmente estava enraizada. Os três irmãos, em outras palavras, pediram a um juiz suíço que reconhecesse que a avó Marella realmente morava na Suíça, para fortalecer a tese de que os tribunais suíços deveriam ter voz na sucessão. Mas o tribunal em Thun não aceitou o pedido e, acima de tudo, não entrou no mérito do caso: decidiu não examinar o caso. Informou a Vanity Fair da Itália.


Leone Elkann, Oceano Elkann e Vita Elkann com os pais John Elkann e Lavinia Borromeo; John Elkann e Vita com as camisas de Juventus em 2015 - Foto Reprodução


Pai de três filhos e entusiasta de futebol e vela, Elkann atribui seu sucesso a um “caráter equilibrado” — uma qualidade que será testada ao máximo no cenário atual.


Um momento decisivo




A Stellantis entra em uma fase crítica, pressionada por mudanças tecnológicas, transição para veículos elétricos e instabilidade nos mercados globais. A liderança de Elkann, agora mais direta do que nunca, será determinante para definir o futuro do grupo.


Mais do que um executivo, ele representa a continuidade de uma linhagem que moldou a indústria automotiva europeia por décadas. A questão agora não é apenas preservar esse legado — mas adaptá-lo a um mundo em rápida transformação.



O volante está em suas mãos. O caminho à frente, porém, permanecia até então incerto. É neste cenário que surge a possibilidade de Elkann de resgatar os tempos de infância, fazendo investimentos no Brasil.




Visão e inovação

Como líder, John Elkann demonstrou uma habilidade excepcional para antecipar as tendências do mercado e adaptar-se às mudanças no cenário global. Ele liderou a Fiat durante períodos turbulentos da indústria automobilística, buscando incessantemente inovação e eficiência para manter a competitividade da empresa. Sua visão para o futuro da mobilidade, incluindo a expansão para veículos elétricos e tecnologias de condução autônoma, tem sido fundamental para posicionar a Fiat como uma força líder na próxima era da indústria automobilística. Aos 21 anos, em 2007, Elkann já ocupava um assento no conselho da Fiat, enfrentando crises financeiras que ameaçavam a sobrevivência da empresa. Sua habilidade em negociar com bancos e injetar capital da família foram fundamentais para resgatar a Fiat. 


Responsabilidade social e sustentabilidade

Além de seus feitos empresariais, John Elkann também é reconhecido por seu compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade. Ele tem liderado iniciativas dentro do grupo Fiat para reduzir a pegada ambiental e promover práticas de negócios éticas. Sua visão vai além do lucro a curto prazo, buscando criar valor de longo prazo para as gerações futuras, tanto dentro quanto fora do mundo dos negócios.


O futuro da Stellantis sob a liderança de Elkann ainda está em construção. Com uma abordagem que combina tradição e inovação, ele procura não apenas um novo CEO para a empresa, mas alguém que compartilhe sua visão de reinvenção e capacidade de enfrentar desafios com criatividade.



O patrimônio de 2,5 bilhões de dólares


A fortuna de John Elkann, avaliada em 2,5 bilhões de dólares (R$ 12,5 bilhões), é um reflexo não apenas da herança que ele recebeu, mas também de sua própria contribuição para o crescimento e o sucesso contínuo do império Agnelli. Sua liderança visionária e seu compromisso com a excelência empresarial consolidaram seu lugar entre os mais ricos e influentes do mundo. No entanto, para Elkann, o verdadeiro valor de sua fortuna reside não apenas em sua magnitude, mas em sua capacidade de impactar positivamente o mundo ao seu redor, mantendo vivo o legado do avô, Gianni Agnelli e pavimentando o caminho para um futuro ainda mais próspero.


John Elkann, atualmente com 50 anos, é um dos principais herdeiros da dinastia Agnelli, família historicamente ligada à Fiat e ao controle de parte importante da indústria italiana. Hoje, ele é chairman da Stellantis e CEO da Exor, holding da família que reúne participações em organizações como Ferrari, Juventus, The Economist e outros ativos globais.


Na prática, Elkann é o executivo que lidera a estrutura central do império empresarial dos Agnelli. A biografia oficial da Stellantis destaca que ele assumiu a presidência da companhia em 2021, já havia presidido a Fiat desde 2010 e também comanda a Ferrari desde 2018. O grupo Exor, que ele consolidou como plataforma de investimentos, é hoje o maior acionista de companhias como Ferrari, Philips, CNH e da própria Stellantis.


Além do setor automotivo, Elkann mantém influência em mídia, esporte e investimentos de longo prazo. Pela Exor, a família Agnelli controla a Juventus, e o próprio John Elkann também participa de conselhos e instituições internacionais. A biografia oficial da Stellantis ainda o coloca como membro do conselho da Meta, administrador do Museu de Arte Moderna de Nova York e presidente da Agnelli Foundation.


Sobre a fortuna, a revista "Forbes" lista John Elkann entre os bilionários de 2026 e o descreve como herdeiro e principal executivo da Exor, com riqueza associada à Fiat e a investimentos.


O Futuro de Elkann será também comandando a SAF Botafogo?


O nome do empresário ítalo-estadunidense John Elkann passou a circular nos bastidores do Botafogo como um dos interessados na SAF do clube. A situação surge em meio à crise da Eagle Football Holdings, grupo ligado a John Textor, e ao movimento de mercado aberto após a colocação de ativos como o Botafogo à venda. O site italiano "Tuttosport" confirmou à nossa matéria de 2 de Abril, citando também que Elkann está entre os pretendentes na compra do Botafogo.


Os clubes do grupo Eagle Holdings BidCo (Botafogo, Lyon-FRA e RWDM Brussels-BEL) foram colocados à venda em anúncio publicado no jornal inglês Financial Times em 10/4, pela Cork Gully, administradora da Eagle Football Holdings BidCo, recebendo manifestações de interesse sobre ativos do grupo. Isso abriu espaço para novas especulações envolvendo investidores internacionais e grupos financeiros.


Nos bastidores, o mercado vê o Botafogo como um ativo que pode passar por reestruturação, e o perfil de Elkann se encaixa nesse tipo de operação pelo tamanho do grupo empresarial ao qual está ligado. O empresário bilionário ítalo-estadunidense é um nome com capacidade de participar de uma reorganização e, eventualmente, repassar o ativo no futuro, dentro de um modelo mais financeiro do que afetivo. Já que inicialmente Elkann está interessado no Botafogo, para aumentar as vendas de carros elétricos do conglomerado da Stellantis.


A também super bilionária EXOR 




A Exor, holding da família Agnelli, encerrou 2025 com um Valor Patrimonial Bruto (NAV) de €37,1 bilhões (R$ 231,5 bilhões). O NAV por ação caiu para €164,4 (R$ 1.025,86), impactado por desafios em grandes participações, mas manteve um balanço sólido com baixo endividamento (6,9% empréstimo/valor) e forte liquidez. O portfólio inclui Ferrari, Stellantis, CNH Industrial, Lingotto, Juventus FC e Veículos/Mídia.


NAV= Net Asset Value (Valor Patrimonial Líquido)


O Perfil da EXOR é ter ambição aliada com Humildade.


Expansão da Stellantis no Brasil, encantamento com o Botafogo na Copa do Mundo De Clubes; e jovens sul-americanos para Juventus


Elkann parece mirar novas frentes estratégicas — incluindo o futebol sul-americano. Informações indicam que ele já teria realizado uma pré-análise para a possível aquisição da SAF do Botafogo de Futebol e Regatas.


A ideia seria transformar o tradicional clube do Rio de Janeiro em um celeiro de talentos sul-americanos, integrando-o a uma estrutura mais ampla ligada à Juventus FC. Esse modelo seguiria uma lógica já explorada por grandes grupos europeus: desenvolver jovens promessas em mercados emergentes e aproveitá-las no futebol de elite europeu.


Esse movimento não surge do nada. Elkann já vinha sondando o mercado brasileiro, inclusive por meio de contatos com a Sociedade Esportiva Palmeiras — clube que teve relações comerciais com a Fiat em anos anteriores.



Igor Jesus marcou o gol da vitória épica do Botafogo contra o PSG em 19/06/2025 -  Foto: Stu Forster/Getty Images


O interesse ganhou força após a Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025, quando Elkann passou a monitorar mais de perto o Botafogo. Um momento decisivo teria sido a vitória marcante do clube carioca sobre o Paris Saint-Germain, no Rose Bowl, em 19 de junho de 2025, pela segunda rodada do Grupo B.


A atuação do time, a intensidade, a organização e talento — teria impressionado o empresário.


Dentro dessa estratégia, a eventual aquisição do Botafogo como equipe seria mais um dos investimentos mais estruturados e direcionados por parte da propriedade da Juventus além de uma ajuda na reconstrução do futebol italiano e da Seleção da Itália, pois jogadores italianos neste cenário poderia vir para o Botafogo e se desenvolver, aproveitando o fator Carlo Ancelotti, como técnico da Seleção Brasileira. No entanto, há uma visão mais ampla em discussão: uma gestão bilateral, que vá além do modelo tradicional de clube-satélite, poderia tornar o projeto mais sustentável e atraente esportivamente, tanto para Botafogo quanto para a Juventus. A Stellantis tem focado nesses modelos de carros elétricos: Fiat 500e, Citroën Ami, Peugeot e-208 e Leapmotor T03. A ideia é fazer tais carros se popularizarem no Brasil, superando a montadora chinesa BYD.


Se algum dia o interesse de John Elkann no Botafogo sair do campo da especulação e virar negociação concreta, o clube estaria diante de um nome ligado a uma das famílias empresariais mais poderosas da Europa.


Além de John Elkann, a lista de investidores na SAF Botafogo, sem John Textor, inclui grupos de investimento de destaque, como Gerry Cardinale (da RedBird Capital Partners), Apollo Global Management, Sheikh Moe Al Thani, a Iconic Sports de Jamie Dinan, Alexander Knaster e Edward Eisler. O processo de venda também atrai olhares do mercado brasileiro, com nomes como o de Juca Abdalla, proprietário do Banco Clássico, e figuras próximas ao Banco BTG Pactual sendo também citados como possíveis investidores interessados na compra da SAF Botafogo.

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