Em coletiva após Botafogo 3 x 1 Corinthians, técnico Franclim Carvalho elogia vitória, e diz que Danilo pediu para não jogar por "que não estava com cabeça" (VÍDEO)


Franclim Carvalho bebendo água antes da coletiva se iniciar - Foto/Reprodução: Botafogo TV


Em jogo marcado pela despedida de Alexander Barboza jogando como jogador do Fogão, no Estádio Nilton Santos e pelo hat-trick de Arthur Cabral, o Botafogo venceu o Corinthians, por 3 a 1, pela 16ª rodada do Brasileirão. O técnico Franclim Carvalho explicou a ausência de Danilo. O volante foi retirado dos relacionados horas antes do jogo.


Assista abaixo:


A diretoria do Botafogo informou que o camisa 8 foi desconvocado por "motivos pessoais". Porém nós da Gazeta Botafogo, apuramos e confirmamos que foi por causa de uma possível venda ao Palmeiras, apesar do Fla, também ter certo interesse e tem a questão de clubes europeus monitorarem e vão buscar a compra do jogador. 




Danilo tem 12 jogos no Brasileirão e, se entrar em campo novamente, não poderá jogar a competição por outra equipe.


— Ontem ele teve uma conversa comigo no treino, deu o ponto de vista dele, eu dei o meu. Foi relacionado. Poderia jogar de início ou não. Hoje de manhã ele disse que não estava com cabeça para participar da partida. Eu, muito sinceramente, comuniquei à diretoria que não queria um jogador que não estivesse com cabeça para participar do jogo. Disse na preleção que o grupo é mais importante que o individual. Vocês sabem da importância do Danilo, mas o coletivo é muito mais importante. Vocês sabem como eu sou. Jogou o Huguinho no lugar dele e para mim ele foi um dos melhores em campo - explicou o treinador.


Além disso, o treinador analisou a atuação do Botafogo e relembrou a eliminação na Copa do Brasil. Franclim projetou mais gols de Cabral e agradeceu a Barboza que está a caminho do Palmeiras e fez a última partida no Nilton Santos neste domingo.


— Foi um jogo muito difícil, sabíamos que íamos enfrentar um adversário com qualidade. Sabíamos que o Corinthians vinha em um bom momento e que seria um jogo difícil. Preparamos o jogo e, depois da última partida, disse que aquele primeiro tempo não era a nossa cara. Esse é o nosso Botafogo, é isso que nós queremos. Às vezes é preciso ser paciente sem a bola, como fomos - disse em coletiva e completou:


— O Cabral estava em uma tarde inspirada. Já disse que ele pode e vai fazer mais gols. Eu falei que ele vai fazer muitos gols conosco. Estou satisfeito com ele, com o Huguinho que só tinha jogado no Estadual. Estou satisfeito com o Barboza, ele é um dos nossos, está em todas as paredes e até o último dia que ele vestir essa camisa, ele vai honrar. Eu fiquei satisfeito com o reconhecimento dos torcedores. Eu quero agradecer ao Barboza por tudo o que ele fez - completou.


O Botafogo volta a campo na quarta-feira, pela Sul-Americana, e enfrenta o Independiente Petrolero pela 5ª rodada da fase de grupos. O confronto será no Paraguai por questões de segurança já que a Bolívia vive uma crise.


Veja outras respostas


Arthur Cabral: qual é a melhor forma dele jogar?


- O Cabral pode jogar sozinho, pode jogar com dois (atacantes)... Está confortável das duas formas. Eu tendo um ponta como o Villalba a direita, deixamos o Kadir na esquerda. Cabral tem conforto no entrelinhas, ele hoje tinha essa liberdade para o Villalba atacar o espaço. Hoje o Cabral fez três gols, é para isso que o atacante vive. Há jogos que ele não faz gols mas é sempre um dos que corre mais, sempre pedimos essa constante pressão. Eu já disse a ele que ele precisa fazer mais (risos). Precisamos desse Cabral e do Cabral que está aqui desde que eu cheguei.


Ausência do Bastos


- Única e exclusivamente pelo limite de estrangeiros. Nada mais.


Como recompôs a equipe após a eliminação


- Todos os dias são de aprendizado. Eu aprendo todos os dias e estou rodeado de pessoas que têm anos de futebol, então aprendo todos os dias. Não é só em jogos, são nos treinos, nas conversas. São duas competições diferentes. Ninguém aqui queria ficar fora da Copa do Braisl, volto a repetir que ali não é a nossa face, fizemos 45 minutos ruins, mas hoje era uma competição completamente diferente, é uma maratona muito longa. Eu procuro não olhar para a classificação nesse momento, está tudo muito embrulhado. Adianta pensar jogo a jogo. Nós não podíamos mostrar o que fizemos na última partida. Essa foi a nossa versão em alguns momentos, e por vezes não. Hoje principalmente fomos mais maduros, mais adultos jogando, mesmo com a molecada lá dentro. Foi um aprendizado hoje, no jogo anterior e serão nos próximos.


Sub-20


- Eu não falei em teste. O que eu disse é que não tenho margem para experimentar. Senão estou com as malas na porta. Estamos em uma equipe de rendimento, é elite, alto nível. Não posso testar. O Allan machucou, o Newton ontem no treino machucou e o Danilo ficou ausente. O Huguinho foi testado no time titular e foi para dentro porque tem crescido. Fiquei muito satisfeito com a resposta ele. Tentei tranquiliza-lo, mas é um menino com personalidade forte. O primeiro lance que disputa no jogo ganha uma dividida na minha frente. Não podemos esquecer que ele tem uma experiência na Bélgica em que fez 18 jogos. Normal que tenha nervosismo, primeiro jogo no Nilton de Brasileiro. Mas respondeu muito bem e fiquei satisfeito. O Kauã é um jogador de características que gostamos de ter. O Junior Santos levou uma porrada no jogo anterior e fez uma fissura. Chamamos o Kauã porque tem características parecidas. Depois o Justino eu já disse. Partiu em desvantagem a Bastos e Barboza porque já conhecia, e ao Ferraresi por ser mais experiente. Trabalhou sempre conosco. Sabemos que pode ser volante ou zagueiro. Tem muita coisa a melhorar. Sei que se tiver dois ou 92 minutos, a resposta vai ser a de hoje. Não estamos em teste, não olhamos para o sub-20 como recurso. Não posso ter 30 jogadores de linha senão não poderei usar jogadores da base. Não me interessa a idade, se estiverem melhor que os outros, vão jogar.


Estilo vertical de ataque


- Já disse que gosto e prefiro que a equipe controle o jogo com a bola, mas não vamos conseguir sempre isso. Ainda mais contra times do Diniz. Não adianta controlar jogos com a bola como controlamos na última partida, que perdemos e não fomos nós mesmos. Eu quero essa agressividade, entrega, organização, foco e a verticalidade de hoje. E obviamente controlar o jogo com a bola. O Villalba jogou naquela posição que normalmente temos um homem de ligação. Ele dá muitos sprints e causa desgaste na zaga adversária. Sabíamos que íamos ter espaço para explorar isso. Não queremos controlar por controlar com a bola. Tivemos menos bola do que gostaríamos, é verdade, mas controlamos o jogo sem a bola e isso que é importante.


Adaptabilidade


- Nós temos uma base estruturada que é maleável. Depende sempre do que o adversário apresenta. Sabemos que esse time tem características diferentes com a bola do que normalmente encontramos. Temos esse ponto de partida e procuramos fazer coisas diferentes de acordo com as características do jogador. Não posso pedir para o Villalba fazer o mesmo que o Montoro. Temos adaptabilidade de acordo com o adversário, mas sem perder a identidade, forma de pensar e modelo. De ser e estar em campo. Sua análise é muito correta porque hoje fizemos duas ou três coisas diferentes.


Ferrarasi


- Desde que cheguei ele está em vantagem porque tem mais minutos. É rendimento, não físico ou técnico. Temos colocado mais vezes. Vamos ver quem vai jogar na quarta-feira. Não sei qual será a dupla. Já disse que dos três podem jogar dois. Agora temos que colocar o Justino nas contas, porque tem crescido. Ele tem um percurso mais longo a concorrer. Não quero que vocês fazem comparação entre o Ferra e o Bastos. Não é justo. Mas se me perguntar se está em vantagem, sim. Porque temos colocado mais vezes em campo.

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