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Durcesio Mello Andrade e John Charles Textor posando para foto da estátua do mascote Bira em meados de 2023 - Foto: Wallace Lima/Botafogo |
O Botafogo de Futebol e Regatas, por meio de representantes do clube associativo, se pronunciou sobre as informações de que estaria buscando receber parte dos recursos que poderão chegar ao empresário John Textor através da GDA Luma, empresa ligada à estrutura societária da SAF alvinegra.
Em declarações concedidas ao “Canal do Anderson Motta” e ao “Canal do Manel”, dirigentes do chamado Botafogo Social não negaram a existência de um entendimento relacionado aos valores, mas afirmaram que a iniciativa está fundamentada em uma dívida que, segundo o associativo, ultrapassa os R$ 700 milhões, por leniência durante a gestão do Presidente até então, Durcesio Mello Andrade, que foi descoberto pela GDA Luma como um agente duplo.
De acordo com a versão apresentada pelo clube social, o montante corresponde a obrigações financeiras assumidas no contexto da aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) por Textor, em 2022. Os representantes argumentam que parte dos compromissos previstos no contrato original ainda não teria sido integralmente quitada.
“O que existe é uma dívida expressiva do investidor com o clube associativo”, afirmou um dos representantes ouvidos pelos canais especializados. Segundo essa interpretação, qualquer negociação envolvendo recursos oriundos da estrutura societária da SAF deveria considerar os créditos que o Botafogo Social afirma possuir.
Informação: Textor deixou R$ 700M de dívida com o Botafogo Social
— 𝕮𝖆𝖓𝖆𝖑 𝖉𝖔 𝕸𝖆𝖓𝖊𝖑 🔥 𝕭𝖔𝖙𝖆𝖋𝖔𝖌𝖔 (@CanalDoManel_) June 10, 2026
R$ 50M de empréstimo em nome do associativo feito pelo Textor não pagos
Deste empréstimo apenas 60% foi pago
Não há dinheiro da GDA sendo negociado para o Social, o que há é um acordo coletivo que visará quitar… pic.twitter.com/tmbbdyKGB0
Informação:
— Anderson (Canal do Anderson Motta ) (@amsfjb) June 10, 2026
Em contato com o Social referente a notícia sobre o valor da compra da GDA, uma parte indo ao o social, obtive essa resposta:
“ O John Textor(EAGLE) deve cerca de 700 M ao clube associativo, A Eagle não cumpriu o acordo de Acionistas deixando de pagar impostos e…
– O John Textor (Eagle Football) deve cerca de R$700 Milhões ao clube associativo. A Eagle não cumpriu o Acordo de Acionistas deixando de pagar impostos e tributos, inclusive as CNDs que impossibilitam o basquete a ter um patrocínio estatal. O Textor pegou um empréstimo de 50M de reais em nome do associativo e não pagou, alguns direitos de imagens de jogadores atrasados o associativo que pagou, e nesse acordo coletivo estão incluindo aportes que o social não recebeu neste período. Então, o Botafogo está fazendo um acordo no qual vai receber o que tem de direito. O que o social vai receber não chega a 10% do que a Eagle lhe deve – explicou o Botafogo social, ao “Canal do Anderson Motta”.
O “Canal do Manel” informou que John Textor pagou apenas 60% de um empréstimo de R$ 50 milhões tomado em nome do associativo e que “não há dinheiro da GDA sendo negociado para o social, o que há é um acordo coletivo que visará quitar débitos dessa natureza, especialmente débitos tributários não cumpridos pela antiga gestão da SAF“.
Entenda o caso
A discussão ganhou força após a divulgação de informações indicando que o clube associativo estaria tentando assegurar participação em eventuais recursos provenientes da GDA Luma, empresa que aparece vinculada às operações societárias relacionadas à SAF do Botafogo.
Diante da repercussão, o associativo buscou esclarecer que não se trata, segundo sua versão, de uma tentativa de interferir em negociações privadas, mas sim de garantir o recebimento de valores que entende serem devidos ao clube original.
Os dirigentes citaram a existência de um “acordo coletivo”, mecanismo que teria sido estruturado para disciplinar a destinação de recursos e proteger interesses financeiros do Botafogo de Futebol e Regatas diante de eventuais movimentações societárias futuras.
Divergência de interpretações
O episódio evidencia mais um capítulo das discussões sobre os direitos e obrigações existentes entre o clube associativo e a SAF desde a chegada de John Textor ao comando do futebol alvinegro.
Enquanto representantes do Botafogo Social sustentam que há uma dívida acumulada próxima de R$ 700 milhões, ainda não houve manifestação pública detalhada por parte de Textor sobre os números apresentados ou sobre a interpretação defendida pelo associativo.
Especialistas em governança esportiva observam que divergências desse tipo não são incomuns em processos de transição para o modelo SAF, especialmente quando contratos de aquisição preveem investimentos futuros, assunção de passivos e metas financeiras de longo prazo.
Impacto institucional
Apesar do embate financeiro, o caso não afeta diretamente a operação esportiva da equipe profissional, que continua sendo administrada pela SAF. Entretanto, a controvérsia reacende o debate sobre a relação entre clubes associativos e investidores privados no futebol brasileiro.
O Botafogo foi um dos pioneiros na adoção do modelo SAF entre os grandes clubes do país, movimento que permitiu a reestruturação financeira e o aumento dos investimentos no futebol. Ao mesmo tempo, a separação entre associativo e empresa continua gerando discussões sobre responsabilidades contratuais e distribuição de receitas.
Nos próximos meses, a tendência é que novas informações sobre o acordo citado pelo associativo e sobre os valores reivindicados venham à tona, à medida que as partes avancem nas tratativas ou apresentem posicionamentos oficiais sobre o tema.
