Honda e Loco Abreu, ex-jogadores do Botafogo, querem ser treinadores respectivamente do Japão e Uruguai


Honda e Loco Abreu - Fotos: Getty Images e Walter Miguel Solis Ruiz


Ex-astro da seleção japonesa, com passagens por Botafogo e AC Milan, critica permanência de Hajime Moriyasu e diz estar pronto para assumir o comando técnico da equipe nacional em um momento de reconstrução.


A eliminação do Japão diante do Brasil na Copa do Mundo de 2026 provocou forte repercussão no futebol japonês e abriu um debate sobre o futuro da seleção. Um dos principais nomes da história recente do país, Keisuke Honda surpreendeu ao usar as redes sociais para se oferecer como treinador da equipe nacional, ao mesmo tempo em que criticou a possível permanência do atual comandante, Hajime Moriyasu.


Conhecido pela personalidade forte dentro e fora dos gramados, Honda afirmou que aceitaria assumir a seleção mesmo sem experiência consolidada no cargo e sugeriu que a Federação Japonesa de Futebol o colocasse à prova.


"Me testem. Se não funcionar, podem me demitir sem problemas."


A declaração rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e entre veículos esportivos, alimentando as discussões sobre uma possível renovação no comando técnico do Japão após mais uma campanha encerrada antes das fases decisivas do Mundial.


Eliminação para o Brasil aumenta pressão


A seleção japonesa foi derrotada pelo Brasil por 2 a 1 na fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026, resultado que encerrou a participação dos asiáticos no torneio.


Mesmo apresentando momentos de organização tática e competitividade, o Japão não conseguiu conter a qualidade técnica brasileira e acabou sofrendo a virada, dando adeus ao sonho de avançar às oitavas de final.


A derrota intensificou as críticas ao trabalho de Hajime Moriyasu, que já vinha sendo questionado por parte da imprensa e dos torcedores japoneses em relação às escolhas táticas e à evolução da equipe.


Segundo informações divulgadas pela imprensa japonesa, a Federação ainda estudaria oferecer uma extensão contratual ao treinador, possibilidade que desagradou Honda.


Honda critica permanência de Moriyasu


Em publicação no Twitter/X, o ex-meia demonstrou insatisfação com a possibilidade de continuidade do atual treinador.


 

Tradução: "Acho que vai haver opiniões a favor e contra, mas vou dizer mesmo assim... Vi a notícia de que estão oferecendo a Hajime Moriyasu um contrato de um ano para continuar, mas, se for uma oferta de transição porque não há candidatos viáveis para o próximo treinador, então me testem por um ano. Se perdermos a Copa da Ásia, podem me demitir sem discussão. Eu topo esse desafio".


Sem citar detalhes táticos específicos, Honda deixou claro que acredita ser o momento ideal para uma mudança de ciclo e defendeu uma nova liderança para conduzir a próxima geração de jogadores japoneses.


Na sequência, foi além e colocou seu próprio nome à disposição da Federação.


Segundo ele, caso o país esteja procurando alguém para liderar uma fase de transição até encontrar um treinador definitivo, ele estaria disposto a assumir imediatamente.


A mensagem chamou atenção justamente pelo tom direto e pela confiança demonstrada pelo ex-jogador, que afirmou não ter receio de ser avaliado pelos resultados.


Uma das maiores referências do futebol japonês


Keisuke Honda é considerado um dos jogadores mais importantes da história da seleção japonesa.


Destaque em três Copas do Mundo, o ex-meia construiu uma carreira internacional marcada por passagens por clubes tradicionais, especialmente o AC Milan, além de experiências em diferentes continentes.


No futebol brasileiro, defendeu o Botafogo em 2020, período em que rapidamente conquistou a simpatia da torcida pela liderança, profissionalismo e forte presença nas redes sociais.


Mesmo com uma passagem curta pelo clube carioca, Honda permaneceu bastante ligado ao futebol brasileiro e frequentemente comenta jogos e acontecimentos envolvendo a Seleção Brasileira.


Participação como comentarista viralizou


Durante a Copa do Mundo de 2026, Honda também participou de transmissões internacionais como comentarista.


Suas reações espontâneas, análises bem-humoradas e comentários sinceros repercutiram amplamente nas redes sociais, tornando diversos trechos de suas participações virais entre torcedores ao redor do mundo.


A popularidade conquistada durante o torneio reforçou ainda mais sua imagem como uma personalidade influente do futebol japonês.


Brasil segue vivo na Copa, devido ao gol de Gabriel Martinelli


Com a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, a Seleção Brasileira garantiu classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo.


O próximo compromisso será diante da Noruega, seleção liderada pelo atacante Erling Haaland, que avançou após derrotar a Costa do Marfim por 2 a 1.


A partida está marcada para domingo (5/7), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey, cidade localizada à 17km de distância da região metropolitana da cidade de Nova York, separadas pelo Rio Hudson.


Futuro indefinido no Japão


Enquanto o Brasil continua sua caminhada rumo ao título mundial, o Japão inicia um período de reflexão sobre o futuro de sua seleção.


A manifestação pública de Keisuke Honda adiciona um novo elemento ao debate sobre quem deverá conduzir a equipe no próximo ciclo internacional.


Embora não haja qualquer indicação oficial de que a Federação Japonesa esteja considerando seu nome, a declaração do ex-jogador demonstra disposição para assumir um dos maiores desafios de sua carreira, agora à beira do campo.


Se a entidade decidir promover uma mudança de comando, Honda poderá deixar de ser apenas um dos maiores ídolos da história do futebol japonês para tentar escrever um novo capítulo, desta vez como treinador da seleção nacional.


Após fracasso na Copa do Mundo, Uruguai busca novo técnico e Loco Abreu desponta como favorito para comandar a reconstrução da Celeste


A eliminação precoce do Uruguai na Copa do Mundo de 2026 desencadeou uma profunda reformulação no futebol do país. Após uma campanha abaixo das expectativas e a queda ainda na fase de grupos, Marcelo Bielsa deixou o comando da seleção, abrindo caminho para uma nova era na Celeste. Entre os nomes avaliados pela Associação Uruguaia de Futebol (AUF), o favorito para assumir o cargo é Sebastián "Loco" Abreu, de acordo com informações divulgadas pelo jornal espanhol As.


Aos 49 anos, o ex-atacante, um dos maiores ídolos da história recente da seleção uruguaia e com passagem marcante pelo Botafogo, vive um momento de consolidação como treinador. Atualmente no comando do Club Tijuana, do México, Abreu reúne apoio interno dentro da AUF para liderar o processo de reconstrução da equipe nacional.


Fim do ciclo de Marcelo Bielsa


A mudança no comando técnico ocorreu logo após a eliminação uruguaia do Mundial. Marcelo Bielsa apresentou sua renúncia depois da derrota por 1 a 0 para a Espanha, resultado que decretou o encerramento da participação da seleção na competição.


A campanha esteve muito distante do desempenho esperado para uma das seleções mais tradicionais do futebol sul-americano. Em três partidas, o Uruguai conquistou apenas dois dos nove pontos possíveis, empatando por 1 a 1 com a Arábia Saudita, ficando no 2 a 2 diante de Cabo Verde e encerrando sua trajetória com a derrota para os espanhóis.


O desempenho irregular gerou forte pressão sobre a comissão técnica e culminou no encerramento antecipado do trabalho de Bielsa, que havia assumido a missão de renovar a equipe após o ciclo anterior.


"El Loco" pode substituir outro "El Loco"


A possível chegada de Sebastián Abreu cria uma coincidência curiosa no futebol uruguaio: a saída de "El Loco" Marcelo Bielsa pode dar lugar a outro "El Loco", apelido que acompanha o ex-centroavante desde os tempos de jogador.


Conhecido pela personalidade irreverente e pelo perfil de liderança dentro de campo, Abreu construiu uma das carreiras mais incomuns do futebol mundial. Como atleta, defendeu 32 clubes em 11 países diferentes, tornando-se uma figura reconhecida internacionalmente e um dos maiores ídolos da história do Botafogo.


Pela seleção uruguaia, disputou diversas competições internacionais e entrou para a memória dos torcedores ao converter a famosa cobrança de cavadinha nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, contra Gana, classificando a Celeste para as semifinais.


Carreira como treinador ganha força


Após encerrar a carreira como jogador, Abreu iniciou sua trajetória como técnico na temporada 2018/19, assumindo o Santa Tecla, de El Salvador. Logo em sua primeira experiência conquistou o título da copa nacional, resultado que impulsionou sua carreira à beira do gramado.


Desde então, acumulou experiências em diferentes mercados do continente. Passou por Boston River, Always Ready, Paysandu-URU, Universidad César Vallejo, Dorados e atualmente dirige o Club Tijuana, do futebol mexicano.


O treinador também teve uma breve passagem pelo futebol brasileiro, comandando o Rio Branco-ES, ampliando seu conhecimento sobre diferentes estilos de jogo e ambientes competitivos na América Latina.


Convite recusado em 2024 e mudança de cenário


Esta não é a primeira vez que o nome de Loco Abreu aparece nos planos da Associação Uruguaia de Futebol.


Em 2024, ele foi procurado para assumir a seleção uruguaia Sub-20, mas recusou o convite. Na ocasião, afirmou que ainda não se considerava suficientemente preparado para assumir uma responsabilidade daquele tamanho.


Dois anos depois, o cenário mudou significativamente.


Após acumular novas experiências como treinador, Loco Abreu declarou, em entrevista concedida em 2025, que já se sente pronto para comandar a seleção principal do Uruguai, demonstrando confiança no amadurecimento de sua carreira técnica.


Interesse é mútuo


A possibilidade de um acordo também é favorecida por uma cláusula contratual existente no vínculo entre Loco Abreu e o Club Tijuana.


O contrato prevê a liberação sem qualquer compensação financeira caso o treinador receba um convite oficial da seleção uruguaia ou do Nacional, um dos clubes mais tradicionais do país.


Em entrevistas anteriores, Loco Abreu reforçou diversas vezes seu compromisso com o futebol uruguaio. Em uma das declarações mais conhecidas, utilizou versos da canção tradicional "A Don José" para afirmar que jamais daria as costas ao seu país caso fosse convocado para assumir a equipe nacional.


Reconstrução da Celeste


Internamente, dirigentes da AUF avaliam que o perfil de Loco Abreu pode ser determinante para iniciar um novo ciclo na seleção.


Além da experiência adquirida em diferentes países, o ex-atacante é visto como uma liderança capaz de aproximar jogadores, comissão técnica e torcedores em um momento de reconstrução após a frustrante campanha na Copa do Mundo.


Sua identificação com a camisa celeste, aliada ao respeito conquistado durante a carreira como atleta e ao crescimento como treinador, faz dele o principal candidato para conduzir o Uruguai nos próximos desafios internacionais.


Caso a negociação seja concretizada, Loco Abreu assumirá a missão de renovar uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial, buscando recolocar o Uruguai entre os protagonistas do cenário internacional e iniciar um novo capítulo na história da Celeste após o encerramento do ciclo comandado por Marcelo Bielsa.

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