Ex-Malhação: Atores botafoguenses Sergio Hondjakoff, o Cabeção, e Daniel Erthal cantam “Dá-Lhe Fogão” em A Fazenda 18 após relembrarem os tempos de arquibancada no Caio Martins (VÍDEO)

Dupla de atores botafoguenses resgatou memórias de arquibancada, citando a Torcida Folgada e lembraram de quando o Glorioso mandava seus jogos no Estádio Caio Martins, em Niterói



Os botafoguenses Sergio Hondjakoff, o cabeção dos tempos de Malhação, e Daniel Erthal após a homenagem ao Botafogo em A Fazenda 18 - Foto Reprodução: RecordPlus


Uma conversa aparentemente descontraída depois do almoço em A Fazenda 18 acabou ganhando um tom especial para os torcedores do Botafogo. Sergio Hondjakoff, o eterno Cabeção de Malhação, e Daniel Erthal, que interpretou o personagem Léo na temporada de 2005 do folhetim juvenil, aproveitaram o momento para falar sobre uma paixão que os dois carregam fora da televisão: o Alvinegro mais tradicional.



Sergio Hondjakoff foi o personagem Arthur Malta (Cabeção) entre 2000 à 2006; Daniel Erthal foi Léo na temporada 2005 de Malhação - Fotos: CEDOC GLOBO e Canal Viva


Botafoguenses, os atores relembraram músicas e manifestações tradicionais da torcida e chegaram a cantar “Dá-lhe Fogão”, fazendo referência ao ambiente das antigas arquibancadas do clube.


A conversa também trouxe uma lembrança afetiva de Hondjakoff relacionada ao Estádio Caio Martins, em Niterói, um dos locais que marcaram a história recente do Botafogo e que permanece na memória de gerações de torcedores.


A participação dos dois no reality da Record acrescenta ainda um ingrediente de nostalgia. Sergio Hondjakoff e Daniel Erthal fizeram parte de diferentes momentos de Malhação e agora dividem o confinamento em A Fazenda 18. A presença dos dois no elenco foi destacada pela imprensa justamente pelo reencontro de nomes conhecidos da consagrada novela juvenil que teve 27 temporadas no ar de 1995 à meados de 2020.


Assista abaixo:

 

Daniel Erthal para Cabeção: Já viu a Folgada do Russão? Essa não vai colar (devido aos palavrões). Cabeção para Erthal: Aí já ouviu tocar aquela assim? Dá-lhe Fogão... tumm tumm tumm Dá Lhe Fogão... Dá-lhe Fogão... tumm tumm tumm Dá Lhe Fogão... (Os 2 se abraçam). 


Sergio Cabeção continua em papo com Daniel Erthal e outros peões ouvindo, se recordando dos tempos de arquibancada em Caio Martins. Mas vamos sério, andava sem, subia dez lances de arquibancada para pegar uma cerveja sem álcool. Meu pai falava assim: que isso, tu tá perdendo o jogo vai ficar dez minutos pra comprar uma cerveja sem álcool quente vai pagar, na época, dez reais uma cerveja sem álcool. Depois ambos botafoguenses se recordaram da final do Cariocão de 2007, cabeção respondeu para Daniel Erthal que foi um dia muito triste.


Cabeção e Erthal lembram a final do Cariocão de 2007

A conversa futebolística entre os dois ex-Malhação também chegou a outro momento marcante — e doloroso — para os botafoguenses: a final do Campeonato Carioca de 2007.


Ao recordarem aquela decisão, Daniel Erthal e Sergio Hondjakoff voltaram a uma partida que permanece na memória da torcida do Botafogo.


Quando Erthal trouxe a lembrança à conversa, Cabeção resumiu seu sentimento sobre aquela ocasião:


“Foi um dia muito triste.”


A frase sintetizou a lembrança de um jogo que ficou marcado negativamente entre os torcedores alvinegros.


A decisão do Carioca de 2007 foi disputada contra o Flamengo. O Botafogo chegou à final depois de uma campanha de destaque e acabou derrotado na decisão, em uma partida que posteriormente passou a integrar a memória dos torcedores como um dos capítulos dolorosos daquela geração. Mas não só de derrotas eles recordaram. 


“Dá-lhe Fogão” resgatou clima das antigas arquibancadas

Durante a conversa, as lembranças dos dois atores ultrapassaram o futebol atual e chegaram ao universo das torcidas que ajudaram a construir a identidade do Botafogo nas arquibancadas.


 

Entre as referências apareceu a Torcida Folgada, associada ao histórico torcedor Russão. O nome é lembrado em relatos sobre a cultura das torcidas alvinegras e sobre uma época em que os cânticos tinham papel central na maneira como os torcedores acompanhavam o time.


Foi nesse contexto de lembranças que Hondjakoff e Erthal emendaram o tradicional “Dá-lhe Fogão”, transportando para dentro do reality um pouco da atmosfera das arquibancadas alvinegras.


Para quem acompanhou o Botafogo em diferentes períodos, a referência ao Caio Martins acrescenta uma dimensão ainda mais nostálgica à conversa.


Cabeção lembra os tempos de Caio Martins

Sergio Hondjakoff chegou a recordar os tempos em que frequentava o Caio Martins, em Niterói/RJ, para acompanhar o Botafogo.


O estádio, localizado no bairro de Icaraí, teve importância significativa na trajetória do clube. Em diferentes períodos, o Botafogo utilizou o local como casa para suas partidas, principalmente durante fases em que o Estádio Nilton Santos não estava disponível.


O Caio Martins ficou marcado por uma característica que até hoje é lembrada pelos torcedores: a proximidade entre arquibancada e gramado.


Era um ambiente diferente dos grandes estádios. A menor distância entre público e jogadores fazia com que os cantos, vaias, comemorações e manifestações da torcida fossem percebidos de maneira muito mais direta.


É justamente esse tipo de memória que aparece quando Hondjakoff fala sobre a antiga experiência de acompanhar o Botafogo em Niterói.


A lembrança do ator conecta sua história pessoal à memória coletiva de uma geração de torcedores que frequentou o estádio.


Torcida Folgada e a memória de Russão

A menção à Torcida Folgada também recupera um capítulo da história das arquibancadas do Botafogo.


Russão é lembrado em relatos sobre a formação e a atuação das torcidas organizadas do clube. Sua trajetória esteve ligada à criação de grupos que tiveram participação importante na cultura das arquibancadas alvinegras.


As músicas entoadas pelas torcidas ajudaram a construir uma identidade própria nos estádios. Muitas delas atravessaram décadas e continuaram sendo lembradas por torcedores mesmo depois de mudanças de estádio, de jogadores e de gerações.


Por isso, o “Dá-lhe Fogão” cantado por dois atores dentro de um reality show acaba funcionando também como uma referência a essa memória coletiva.


Não se trata apenas de uma música cantada durante uma conversa: para os botafoguenses que viveram aquela época, os cânticos remetem a lugares, personagens e experiências específicas das arquibancadas.


Daniel Erthal: de Léo de Malhação ao empreendedorismo


Daniel Erthal, que interpretou Léo em Malhação em 2005, também construiu nos últimos anos uma trajetória que passou pelo empreendedorismo.



Daniel Erthal e torcedores do Botafogo no histórico sábado 30/11/2024 - Foto Reprodução

Em 2024, o ator ganhou enorme repercussão nas redes sociais depois de aparecer trabalhando como vendedor ambulante no Rio de Janeiro. Naquele momento, Erthal decidiu transformar a experiência em uma nova etapa profissional e anunciou a abertura de seu próprio bar.


A reportagem do NaTelinha, publicada em 31 de outubro de 2024, revelou que o ator pretendia inaugurar o estabelecimento justamente a tempo de receber torcedores do Botafogo no dia da final da Libertadores. Erthal afirmou que gostaria de estar na Argentina para acompanhar seu clube, mas que precisava cuidar do novo negócio. 



Daniel Erthal meses depois no bar Ilha da Sede, no Bairro de Botafogo, com a faixa de campeão da Libertadores - Foto Reprodução/Instagram


“Adoraria estar na Argentina vendo meu time jogar, mas agora tenho uma responsabilidade maior”, afirmou Erthal na entrevista reproduzida pelo NaTelinha. 



A ideia era que o estabelecimento se transformasse em ponto de encontro para botafoguenses.


O sábado inesquecível da Libertadores

A decisão aconteceu em 30 de novembro de 2024, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires.


O Botafogo enfrentou o Atlético-MG e venceu por 3 a 1, conquistando pela primeira vez a Libertadores da América. O clube registrou oficialmente a conquista como seu primeiro título continental na competição. 


O roteiro da partida foi dramático. O Botafogo ficou com um jogador a menos ainda no primeiro tempo, mas conseguiu abrir vantagem e administrar o resultado até confirmar a conquista.


Os gols alvinegros foram marcados por Luiz Henrique, Alex Telles, de pênalti, e Júnior Santos. O Atlético-MG descontou com Vargas. 


Enquanto milhares de botafoguenses estavam em Buenos Aires, outros tantos acompanharam a decisão no Rio de Janeiro.


O Estádio Nilton Santos recebeu uma grande concentração de torcedores para acompanhar a final. Segundo o ge, mais de 50 mil alvinegros estiveram na fan fest preparada pelo clube para a decisão. 


Para Daniel Erthal, aquele foi justamente o jogo que ele havia planejado acompanhar na Argentina, mas acabou vivendo de outra maneira por causa de seu projeto empresarial.


Um botafoguense dividido entre o sonho e o negócio

A história contada por Erthal antes da final mostra uma situação curiosa: o ator queria estar no estádio em Buenos Aires, mas precisava escolher entre acompanhar o maior jogo da história internacional do clube ou cuidar de um empreendimento que estava começando.


Na entrevista ao NaTelinha, ele explicou que pretendia deixar seu bar pronto para receber os torcedores no dia da decisão. O investimento anunciado para a abertura do bar Ilha da Sede era de aproximadamente R$ 100 mil. 


A decisão acabou sendo significativa também profissionalmente.


Erthal havia passado a ser reconhecido não apenas como ator, mas também pela transformação de sua experiência como ambulante em uma nova atividade empresarial. Segundo a reportagem, ele pretendia aproveitar o engajamento conquistado nas redes sociais para impulsionar o negócio. 


O futebol, nesse contexto, acabou entrando naturalmente na história.


A coincidência de dois ex-Malhação

A conversa em A Fazenda 18 ganha ainda mais significado por reunir dois atores que ficaram conhecidos em diferentes momentos de Malhação.


Sergio Hondjakoff interpretou Cabeção, personagem que se tornou um dos mais populares da novela e que marcou a carreira do ator.


Daniel Erthal, por sua vez, viveu Léo na temporada de 2005.


A Record identifica Erthal atualmente como ator e empresário e destaca sua passagem por Malhação, além de lembrar que ele ganhou grande repercussão em 2024 ao trabalhar como vendedor ambulante. 


A cobertura da atual temporada também destacou que A Fazenda 18 reúne três nomes que passaram por Malhação: Sergio Hondjakoff (2000-2006), Daniel Erthal (2005) e Jônatas Faro (2008-2009). 


Assim, o encontro entre Cabeção e Léo dentro do reality já teria naturalmente um componente nostálgico. Mas a paixão em comum pelo Botafogo acrescentou outra camada à conversa.


Do Caio Martins ao Monumental de Núñez

A história contada pelos dois atores percorre décadas da relação entre torcedor e clube.


De um lado, está a lembrança de Sergio Hondjakoff das arquibancadas do Caio Martins, em Niterói, e de uma época em que os cânticos das torcidas faziam parte de uma experiência muito próxima do campo.


Do outro, está Daniel Erthal, que em 2024 queria viajar para Buenos Aires para acompanhar o Botafogo na final da Libertadores, mas optou por permanecer no Rio para cuidar de seu empreendimento.


E o desfecho foi histórico.


O Botafogo venceu o Atlético-MG e levantou pela primeira vez a taça da Libertadores. O próprio clube classifica 2024 como um “ano histórico”, destacando também a conquista do Campeonato Brasileiro na mesma temporada. 


Mais de uma década depois de suas passagens pela televisão, os dois atores acabaram levando para A Fazenda 18 uma paixão que não nasceu diante das câmeras.


Uma memória alvinegra dentro de A Fazenda 18

O “Dá-lhe Fogão” cantado por Sergio Hondjakoff e Daniel Erthal pode parecer apenas um momento descontraído entre dois participantes de reality show.


Para os torcedores do Botafogo, entretanto, a cena reúne elementos de diferentes gerações: a memória de Malhação, as antigas arquibancadas do Caio Martins, a Torcida Folgada, os cânticos de estádio e a história recente do clube.


É uma ponte entre o Botafogo de outras décadas e o time que, em 2024, viveu um dos capítulos mais importantes de sua história.


E, para dois atores que ficaram conhecidos interpretando personagens de uma das novelas mais populares da televisão brasileira, o reencontro em A Fazenda 18 ganhou uma trilha sonora bastante alvinegra: “Dá-lhe Fogão!”


Boa sorte aos botafoguenses de A Fazenda 18

Sergio Hondjakoff e Daniel Erthal levaram para o confinamento de A Fazenda 18 uma história que começou muito antes do reality: a paixão pelo Botafogo.


Entre lembranças do Caio Martins, referências à Torcida Folgada, histórias de arquibancada e recordações de jogos históricos, os dois mostraram que o futebol continua sendo uma parte importante de suas memórias pessoais.


Boa sorte aos botafoguenses Sergio Hondjakoff, o Cabeção, e Daniel Erthal, que estão no confinamento rural de A Fazenda 18, da Record.


Que façam um ótimo jogo, consigam chegar à grande final do programa em dezembro e que um dos dois possa conquistar o prêmio de R$ 2,5 milhões.


Dá-lhe Fogão, Cabeção e Daniel Erthal!

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