Na coletiva Martín Anselmi valoriza classificação do Botafogo contra o Nacional Potosí, elogiando Danilo: ¨Faz a diferença¨ (VÍDEO)

  
Martín Anselmi - Foto Reprodução/Botafogo TV


O Botafogo venceu o Nacional de Potosí por 2 a 0 - gols de Alex Telles e Danilo, um em cada tempo -, nesta noite de quarta-feira, no estádio Nilton Santos, e segue na Libertadores da América de 2026. No placar agregado: 2 a 1 para os brasileiros.


Classificado, o Botafogo agora enfrenta o Barcelona, do Equador, na terceira fase da competição, a última antes da fase de grupos. O jogo de ida é na semana que vem, em Guayaquil.


Anselmi, em Botafogo 2 x 0 Nacional de Potosí: treinador gostou mais da produção da equipe no primeiro tempo — Foto: André Durão


Diante de mais de 28 mil pessoas, o Botafogo fez ótimo primeiro tempo, mas caiu na segunda etapa, como reconheceu o treinador Martín Anselmi. O técnico disse que ainda ia avaliar melhor a metade final do seu time e também opinou que o Alvinegro poderia ter vencido com mais facilidade.


Assista abaixo:


- Acho que não foi em todo o segundo tempo (a reação adversária). Começamos bem, tivemos chances de fazer o terceiro gol e tentamos defender com a bola. Depois eles cresceram e não soubemos tirar a bola deles. Tentamos saindo com três, depois com um a mais no meio-campo. Acumulamos muita gente na última linha e isso provoca confusão. Eu queria pressionar e tirar a bola, mas na Libertadores há muito tensão, coisas acumuladas - analisou


- Acho que tínhamos que ganhar e às vezes não se pode fazer tudo o que quer. Os jogadores terminaram muito cansados, fizeram muito esforço. O importante era virar o placar. Acho que deveríamos ter marcado mais um no primeiro tempo. No segundo tempo eles souberam jogar, não sei se chegaram tanto, mas chegaram.

O treinador elogiou bastante a perfomance de Danilo, meia alvinegro que fez o segundo gol. Mas fez questão de valorizar o elenco. Ele aposta numa competição interna para fazer o time crescer em 2026.


- Não posso falar só de Danilo. Obviamente que quando você tem jogadores da qualidade do Danilo dentro de campo, faz diferença. Como também temos muitos jogadores, como Chris Ramos e Marçal, que ainda não conseguiram ter essa sequência, mas fizeram muita falta neste jogo. Danilo é um jogador top, faz diferença, mas também tem elenco atrás dele que o acompanha e faz todo o trabalho para que ele possa fazer sua tarefa. Somos uma equipe e quanto mais jogadores tivermos, melhor. Isso significa que vai provocar competição interna, o que é saudável e melhora jogadores - disse o técnico Martín Anselmi.


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- Não temos nenhum jogador titular no Botafogo. O Léo Linck foi alguns dias antes para a Bolívia na semana passada e acho que merecia outra chance hoje. O Raul também foi bem contra o Boavista e também merecia uma oportunidade. Mas as coisas podem mudar, eles têm que competir.


Sentimento de estrear na Libertadores

- Acho que o futebol brasileiro não deixa muito espaço para o sentimento. Amanhã eu já tenho outro sentimento. Vamos celebrar, é um pequeno presente para nossa torcida, que nos acompanhou e nos deu seu apoio. E também é um presente para nós, que vínhamos trabalhando e nos esforçando para conseguir uma recompensa. Hoje tivemos essa recompensa, só nós sabemos como foi toda essa sequência, como foi o trabalho interno no clube e como foi a viagem para a Bolívia, não é fácil jogar lá. Meu sentimento... obviamente estou feliz porque conseguimos lutar e virar. Mas também, nesse perfeccionismo com o qual trabalho, que talvez não seja bom, acho que temos muita coisa para melhorar. Meu sentimento é pensar nas coisas que temos que fazer para seguir melhorando.


Esquema tático e posição de Mateo Ponte

- Nós construímos hoje com três, mas no primeiro tempo defendemos com quatro. Ponte jogou como lateral. Se eu coloco um zagueiro a mais, não posso defender com quatro jogadores. E eu queria defender assim. No primeiro tempo defendemos no 4-3-1, 4-4-2 por vezes. Se eu coloco o Justino ou o Ythallo, não consigo defender dessa forma. Meu rabalho como treinador é ter todas as possibilidades. Eu gosto muito de analisar o rival. Mas, nesse caso, não tenho muita informação do rival, não estão jogando ainda o Campeonato Boliviano, eles tinham vantagem em casa. Eu achava que eles iam jogar com cinco atrás e atacar com quatro, tinha que estar preparado para qualquer mudança que iam fazer. A versatilidade que me dá o Mateo nesse caso, além de ser um jogador importante... Nós também estamos preparados para uma construção com dois, dependendo da pressão do Potosí. Todas essas coisas eu penso quando armo uma escalação. Se você me pergunta: por que escolhi construir a três no início do jogo? Porque queria ter o controle do jogo, o jogo é muito longo. Eu sabia que se construísse com dois jogadores e perdesse a bola, a transição deles ia criar espaço. Tenho que analisar tudo. Eu queria ter o controle do jogo para fazer um jogo de ter a bola e causar danos. É muito mais amplo. De outra parte, o Justino e o Ythallo são jogadores jovens, estão aqui para evoluir e nos dar um suporte. Minha tarefa é ajudar. O Justino jogou, ele gostou, teve sua estreia na Libertadores. Então, calma! São jovens, mas acredito muito neles. Se não eu não colocaria o Justino hoje.


Posicionamento de Alex Telles

- Fico feliz por ele, jogar ali não é fácil. Tem que fazer muito esforço, estou conversando muito com ele. Para jogar nessa posição precisa de muita força. Eu achava que com essa linha de cinco eu queria jogar com Vitinho e Telles, mas também com o Ponte pelo meio. Mas também que Montoro e Barrera saltem dúvida nos zagueiros se devem sair ou não, que abram espaço. Depois mudou, fizemos outra linha, com diferença de altura na linha. Defensivamente ele foi muito bem, o Vitinho também. Estou contente, está fazendo um bom trabalho. Depois jovens muito bons também. Às vezes podemos jogador com dois, com o Villalba como extremo, por exemplo.


O que fazer para Matheus Martins melhorar no terço final?

- Tem que estar tranquilo. Ele ataca bem a profundidade, mas tem que saber que tem que defender e fez um bom trabalho. Não é fácil atacar uma linha de cinco e ele soube os momentos certos para isso. Os gols vão chegar. São situações diferentes o jogo contra o Flamengo, o jogo da Bolívia, hoje... Mas ele está fazendo as coisas para conseguir fazer os gols e como todo centroavante um dia o gol chega.


Vitinho: algum trabalho ofensivo específico com ele?

- Primeiramente, acho que o Vitinho é um jogador muito inteligente. Gosto de conversar com ele, gosto de falar de futebol. Ele gosta do jogo. Para mim, é sempre bom ter jogadores que gostam de falar do jogo. Ele ataca muito bem a profundidade, por vezes fica chateado porque a bola não chega. Ele quer que chegue mais. Nós trabalhamos muito no vídeo para que os companheiros olhem o Vitinho quando ataca a profundidade. Ele tme que entender que às vezes vai se esforçar, não vai receber a bola e tem que seguir. Falei na pergunta anterior, tanto ele quanto o Telles estão evoluindo nessa posição. Para mim não é nenhuma surpresa o que o Vitinho pode fazer na direita. Pode defender, pode atacar, pode passar, pode cruzar. Para mim, é um jogador muito importante. Hoje ninguém falou do Newton, mas acho que ele é um jogador que não mede esforços, que faz um trabalho invisível, que rouba as bolas. Tem que falar de Danilo, de Bastos... Temos que falar de todo o elenco, não só de um jogador. Para um jogador fazer alguma coisa, precisa dos seus companheiros. Para o Vitinho fazer bem as coisas, ele precisa dos companheiros.

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