O ambiente fora de campo voltou a ganhar destaque no Botafogo. Mesmo após a conquista da Taça Rio de 2026, duas situações importantes envolvendo jogadores experientes do elenco chamaram atenção: as negociações de renovação do zagueiro Alexander Barboza e do lateral Alex Telles estão paralisadas.
O caso levanta um debate recorrente entre torcedores: enquanto atletas fundamentais ainda não têm seu futuro garantido, o clube mantém altos salários com jogadores que não têm apresentado desempenho regular.
Barboza revela negociação travada: “Preciso de segurança”
Após a vitória por 3 a 1 sobre o Bangu que garantiu a Taça Rio, Barboza falou abertamente sobre sua situação contratual. O zagueiro afirmou que as conversas com o clube não avançaram e que aguarda maior segurança para estender o vínculo.
Assista ao vídeo abaixo:
Os olhos são a janela da alma. Além disto, não havendo projeto esportivo, o Alexander Barboza não vai renovar o contrato. Para quem não sabia, ele era muito amigo do Savarino, e ambos foram os únicos jogadores do elenco que criticaram JT no início da temporada de 2025. https://t.co/FQS6jmzoB8
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) March 8, 2026
Segundo o defensor, os termos principais já foram discutidos, mas ainda não houve avanço definitivo.
“Está tudo parado. Já falei o que eu quero para renovar… preciso de segurança”, afirmou o jogador.
O contrato do argentino vai até dezembro de 2026. Caso não haja acordo até o meio do ano, ele poderá assinar um pré-contrato com outro clube a partir de julho, saindo de graça ao fim da temporada.
Barboza é um dos líderes do elenco e esteve presente nas conquistas históricas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro de 2024, tornando-se peça importante no sistema defensivo alvinegro.
Alex Telles também vive situação indefinida
Outro jogador importante que vive indefinição é Alex Telles.
As conversas entre o lateral e o clube também estão paradas, e a diretoria sequer formalizou uma proposta oficial de renovação até o momento.
Assim como Barboza, o contrato de Telles vai até dezembro de 2026. Caso não haja avanço nas negociações, ele também poderá assinar pré-contrato com outro clube a partir de julho.
Dentro do elenco, o lateral é considerado uma liderança e um dos atletas mais identificados com o projeto recente do clube.
O contraste com a folha salarial
Enquanto negociações com jogadores importantes travam, outro ponto chama atenção: a folha salarial do clube.
Três jogadores do elenco recebem salários muito altos, mas ainda não conseguiram apresentar um rendimento consistente:
Joaquín Correa — R$ 1,6 milhão por mês
Artur Victor — R$ 1,3 milhão por mês
Arthur Cabral — R$ 1,4 milhão por mês
Somados, os três custam ao clube R$ 4,4 milhões mensais apenas em salários.
O valor levanta questionamentos sobre gestão de elenco e prioridades financeiras, principalmente quando comparado à situação de atletas que têm maior protagonismo dentro de campo, tais como Alexander Barboza e Alex Telles.
Debate entre torcida e planejamento do clube
A paralisação nas negociações de renovação de peças importantes pode virar um problema estratégico para o Botafogo ao longo da temporada.
Isso porque:
jogadores podem assinar pré-contrato em julho de 2026
o clube corre risco de perder atletas sem compensação financeira
líderes do elenco ainda não têm futuro definido
Ao mesmo tempo, a existência de contratos pesados para jogadores com rendimento irregular aumenta a pressão sobre a diretoria e sobre o planejamento financeiro do clube.

