Bloomberg: O Império da Eagle Holdings de John Textor em ruptura



O jornalista Fareed Sahloul de origem árabe, com ascendência Síria e Libanesa, com cidadania britânica, para o Bloomberg fez uma matéria especial sob a ruptura da águia, num trocadilho com a ruptura da Eagle Holdings Football de John Textor. Eagle é Águia na tradução do Inglês para o Português. Os problemas que afetarão toda a gestão e que prejudicou o império construído por John Textor em 2021.


Olá, aqui é o Fareed Sahloul em Londres, onde uma longa batalha sobre o futuro do investidor da Eagle Football parece estar chegando ao seu fim.


Águia Cortada


Um grupo de investidores Norte-americanos que buscava serem pioneiros em um novo modelo de propriedade de clubes de futebol na Europa e na América Do Sul, descobriram que o trabalho em equipe nem sempre, de fato, faz o sonho funcionar no esporte.


John Textor, Josh Wander, Josh Harris e Paul Conway passaram grande parte dos últimos cinco anos comprando, separadamente, times ao redor do mundo para construir seus próprios grupos multiclubes, às vezes se aconselhando mutuamente ao longo do caminho.


A lógica era simples: montar um conjunto de equipes que compartilhassem talentos e conhecimento, reduzindo custos e aumentando lucros e competitividade. Embora tenha havido alguns sucessos ao longo do percurso, a realidade da gestão de clubes de futebol parece ter custado a cada um mais do que esperavam.


No fim da semana passada, administradores (Cork Gully) foram nomeados para a Eagle Football Holdings Bidco Ltd., a holding britânica do grupo de Textor que possui clubes como o Lyon, na França. A credora da Eagle, a Ares, vinha disputando com Textor por causa de grandes dívidas não pagas, e parece que a gigante de investimentos finalmente perdeu a paciência. Isso significa que os ativos da Eagle, que também incluem o clube brasileiro Botafogo e o belga RWD Molenbeek (RWDM Brussels), podem acabar sendo vendidos para quitar empréstimos.


Textor está reagindo ao que chama de comportamento “predatório” por parte da Ares, mas o empresário Norte-americano agora terá que ceder o controle da Eagle enquanto os administradores avaliam se o negócio é viável ou se precisa ser encerrado. É possível ler mais sobre as complexidades desse embate específico em outros materiais.


Textor não está sozinho entre seus pares: a empresa de Wander, 777 Partners, teve que ceder o controle dos clubes que possuía aos credores em 2024; e Conway passou um período preso na Espanha no ano passado enquanto lutava contra a extradição para a Bélgica, onde enfrenta acusações de fraude relacionadas ao seu investimento no clube local KV Oostende. Conway nega qualquer irregularidade.


A propriedade multiclubes não é, por si só, fadada ao fracasso — especialmente quando há muito dinheiro envolvido. O gigante da Premier League inglesa, Manchester City, faz parte de um grupo apoiado por investidores ricos dos Emirados. Os donos do Chelsea, ligados a fundos de private equity (capital privado), adotaram a estrutura e já gastaram mais de US$ 1 bilhão (R$5,25 bilhões). E os bilionários por trás do Arsenal estão explorando a compra de mais equipes.


Ainda assim, nem todos estão convencidos. O Fenway Sports Group, proprietário do atual campeão da Premier League, o Liverpool, descartou recentemente iniciar um negócio multiclubes devido aos riscos associados ao modelo.


Em um momento em que financistas Norte-americanos estão investindo quantias cada vez maiores no esporte mais popular do mundo, as iniciativas de Textor, Wander e Conway servem como um lembrete dos perigos de tentar alcançar simultaneamente sucesso dentro de campo e financeiro em um jogo que às vezes entrega um — mas raramente ambos. — Fareed Sahloul.


Com informações Bloomberg

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