Com time reserva e uma atuação pífia, o Botafogo empatou em 0 a 0 numa partida de dar sono neste sábado (28/2), no Estádio Nilton Santos, e confirmou a vaga na final da Taça Rio. O Glorioso havia vencido o primeiro jogo, em Bacaxá, por 2 a 0.
Na decisão da competição, que de nada vale para o Glorioso, o adversário será o Bangu, em jogo único, no próximo fim de semana, no Estádio Nilton Santos. Agora, o que realmente importa: na terça-feira, o Fogão visita o Barcelona-EQU pela última etapa da chamada pré-Libertadores.
O jogo
Com vantagem no agregado e um time desfigurado, o Botafogo terminou o primeiro tempo com 74% de posse de bola, mas só foi dar o primeiro chute na direção do gol aos 31, com Arthur Cabral. O centroavante, uma das poucas peças principais que começaram jogando, irritou com uma certa dose de displicência em algumas decisões.
A verdade é que o primeiro tempo foi um grande deserto de futebol, com muitos toques entre os zagueiros e o Boavista só esperando atrás. Foi um remédio e tanto para quem sofre de insônia. O Botafogo ainda fez uma jogadinha interessante aos 33, pelo lado direito, com Artur rolando para Joaquín Correa jogar a bola lá na estação de trem do Engenho de Dentro.
O Boavista voltou do intervalo marcando alto e buscando mais o ataque, já que precisava de dois gols para levar aos pênaltis. Essa pressão surtiu efeito: aos sete, o Botafogo saiu jogando errado, os visitantes recuperaram a bola no ataque, a jogada se desenrolou e Berê chutou com desvio, para fora, com relativo perigo.
Aos 25 minutos do segundo tempo, o árbitro João Marcos Gonçalves Fernandes marcou pênalti para o Boavista, de Kadu em Berê, mas o VAR apontou impedimento na origem do lance e a marcação foi cancelada. A torcida do Botafogo começou a mostrar sua insatisfação a cada passe para trás ou para o lado, improdutivo. Realmente, sair de casa para ver aquilo não foi legal.
Depois disso não teve mais nada de interessante, uma das piores partidas do Botafogo dos últimos 26 anos, sem medo de errar. Faltou vontade, animação, coragem e finalizações para os jogadores que entraram em campo.
Próximos jogos
A final da Taça Rio contra o Bangu será em jogo único no próximo fim de semana, no Nilton Santos, com data e horário a serem definidos pela Ferj. O Botafogo agora se prepara para o duelo com o Barcelona-EQU na terça-feira (3/3), em Guayaquil, pela partida de ida da terceira fase preliminar da Libertadores
FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 0 X 0 BOAVISTA
Estádio: Nilton Santos
Data-Hora: 28/2/2026 – 19h30
Árbitro: João Marcos Gonçalves Fernandes (RJ)
Assistentes: Wallace Muller Barros Santos (RJ) e Marcelo Araújo Ossimo (RJ)
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)
Renda e público: R$ 54.408,00 / 2.695 pagantes / 3.696 presentes
Cartões amarelos: Arthur Novaes (BOT); Luis Henrique e Bruno Jesus (BVT)
Cartões vermelhos: –
Gols: –
BOTAFOGO: Raul; Kadu, Ythallo, Justino e Gabriel Abdias; Edenílson, Arthur Novaes (Álvaro Montoro 35’/2ºT) e Caio Valle (Jordan Barrera 35’/2ºT); Artur (Lucas Villalba 29’/2ºT), Joaquín Correa (Nathan Fernandes 29’/2ºT) e Arthur Cabral (Arthur Izaque 39’/2ºT) – Técnico: Martín Anselmi.
BOAVISTA: Lucas Maticoli; Igor França, Bruno Jesus, André Rodrigues e Titto; Ryan Couto, Fernando Santana (Sandrinho 31’/2ºT) e Cesinha (Luis Henrique – Intervalo); Isael (Brunão 39’/2ºT), Berê (Khawhan 31’/2ºT) e Lucas Silva (Misael Xavier 41’/2ºT) – Técnico: Gilson Kleina.
