A chegada do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 marca não apenas o início de mais um ciclo de entusiasmo entre colecionadores, mas também evidencia mudanças estruturais no futebol global e no cenário econômico que impactam diretamente o consumidor — especialmente no Brasil devido à péssima gestão do governo vigente na área da economia.
Pela primeira vez, o Mundial será realizado em três países-sede — México, Estados Unidos e Canadá — entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026. Essa edição histórica também será a maior dentro de campo, com a expansão de 32 para 48 seleções, o que inevitavelmente se reflete fora dele: o álbum de figurinhas nunca foi tão grande — nem tão caro como agora.
O maior álbum de todos os tempos
Com lançamento oficial marcado para 1º de maio de 2026, a nova coleção apresenta números inéditos. São 112 páginas e um total de 980 cromos, incluindo 68 figurinhas especiais metalizadas. Isso representa quase 300 figurinhas a mais em relação à edição de 2022.
O padrão de distribuição segue semelhante: cada seleção contará com cerca de 20 jogadores, enquanto as figurinhas restantes destacam elementos como estádios, bola oficial, troféu e símbolos do torneio.
Entre os dados principais da coleção:
Total de cromos: 980
Figurinhas especiais: 68
Preço do envelope: R$ 7,00 (com 7 figurinhas)
Álbum brochura: R$ 24,90
Álbum capa dura: R$ 74,90
Versão especial capa dura (prata/dourado): R$ 79,90
Box premium taça: R$ 359,90
Os produtos chegam às bancas, livrarias e mercados a partir de 30 de abril, enquanto a pré-venda já ocorre no site oficial da Panini.
Aparição de Gianni Infantino, Presidente da FIFA na primeira página do Álbum, o primeiro a fazer isto
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Álbum da Copa Do Mundo 2026 Panini - Foto Reprodução CROMO FC/Youtube |
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Gianni Infantino presidente da FIFA, aparece no álbum oficial da Copa Do Mundo de 2026 e envia recado aos colecionadores - Foto Reprodução: CROMO FC/Youtube |
O que disse Infantino:
Prezado(a) fã de futebol,
É com grande prazer que acompanho uma das tradições mais duradouras do nosso esporte: a coleção e troca de figurinhas da Panini. Por gerações, a coleção de figurinhas da Copa do Mundo FIFA™ da Panini tem unido torcedores, despertado entusiasmo ao redor do mundo e criado memórias inesquecíveis após o apito final!
Sua história remonta à Copa do Mundo FIFA™ de 1970, no México, quando a primeira coleção foi produzida. Naquela época, apenas 14 seleções participavam do torneio. A Copa do Mundo FIFA 2026™, por outro lado, contará com um número recorde de 48 seleções, tornando esta edição um verdadeiro item de colecionador. De 11 de junho a 19 de julho de 2026, 104 partidas serão disputadas em 16 cidades-sede no Canadá, México e Estados Unidos, trazendo novos níveis de emoção, paixão, alegria – e algumas lágrimas pelo caminho.
De estrelas consagradas a talentos emergentes, este álbum oferece a oportunidade de descobrir os jogadores que irão encantar o mundo na América do Norte.
Ao optar por colecionar e trocar figurinhas icônicas da Panini, você também estará proporcionando mais oportunidades para jovens praticarem futebol em todo o mundo, já que a FIFA reinveste suas receitas no desenvolvimento do esporte, construindo campos e financiando competições, dando a mais crianças acesso ao jogo que amamos.
Este álbum é mais do que um item de colecionador – é um símbolo da alegria, da paixão e da expectativa que nos une como fãs do futebol.
Aproveite a coleção, aproveite o torneio e que vença a melhor equipe!
Gianni Infantino – Presidente da FIFA
Um hobby cada vez mais caro
Completar o álbum, tradicional objetivo dos colecionadores, exige hoje planejamento financeiro. No cenário mais otimista — sem figurinhas repetidas — o custo mínimo é de R$ 1.004,90. No entanto, esse cenário é considerado praticamente impossível.
Com base no chamado “problema do colecionador de cupons”, o número real de figurinhas necessárias pode chegar a 7.338 unidades, elevando o custo total para até R$ 7.362,90.
A matemática por trás disso é simples: quanto mais figurinhas se adquire, maior a probabilidade de repetição. Sem trocas, o gasto cresce exponencialmente.
A importância das trocas
A troca de figurinhas, prática tradicional entre colecionadores, torna-se ainda mais essencial nesta edição. Os cálculos indicam:
Troca entre 2 pessoas: custo médio de R$ 4.638,90
Troca em grupo de 10 pessoas: cerca de R$ 2.459,90
Ainda assim, há uma percepção de que essa cultura pode ser menos intensa em 2026, em comparação com edições anteriores no período de Copa do Mundo, tais como em:1990, 1994,1998, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022.
Inflação e impacto no Brasil
No Brasil, o lançamento do álbum ocorre em um cenário econômico desafiador. A alta inflação e o aumento generalizado de preços impactam diretamente o poder de compra da população.
O gasto mínimo estimado para completar o álbum representa cerca de 62% do salário mínimo atual — um salto significativo em relação aos 45,2% em 2022, aproximadamente 30% em 2018, e apenas 18,5% em 2014.
Esse encarecimento reflete não apenas o aumento do número de seleções, mas também reajustes ao longo da cadeia produtiva e comercial.
Evolução dos preços ao longo das Copas
A trajetória de preços mostra uma escalada consistente:
2014: álbum R$ 5,90 | pacote R$ 1,00 (5 figurinhas)
2018: álbum R$ 7,90 | pacote R$ 2,00
2022: álbum R$ 12,00 | pacote R$ 4,00
2026: álbum R$ 24,90 | pacote R$ 7,00 (7 figurinhas)
Em termos proporcionais:
Álbum: aumento de aproximadamente 322% desde 2014
Pacotinho: aumento de cerca de 600%
O pacote, portanto, é o item que mais encareceu ao longo das edições.
Seleção brasileira e ausências
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Neymar atuou pela última vez pela Seleção Brasileira em outubro de 2023.NELSON ALMEIDA / AFP |
Se Neymar vai ou não para a Copa do Mundo só será possível saber no dia 18 de maio, quando o técnico Carlo Ancelotti divulgará a lista de convocados da seleção brasileira.
A escolha dos 18 atletas que estampam as figurinhas do Brasil foi produzida por italianos - e não, Carlo Ancelotti não teve nenhuma relação com isso. A seleção foi feita por uma equipe especializada na sede da Panini na Itália, como explica o CEO da empresa no Brasil, Raul Vallecillo.
– Existe um departamento que monitora constantemente as convocações e calcula probabilidades de cada jogador estar na Copa. Claro que há variações, lesões, surpresas, mas a seleção final é baseada nesses critérios – disse o executivo, em entrevista ao ge.
– Trabalhamos com probabilidades baseadas nas convocações mais recentes. Isso permite incluir ou não um jogador. A chance de ele estar no álbum depende diretamente dessas convocações. Se um jogador não vem sendo convocado ou não está performando pela seleção naquele momento, a probabilidade de inclusão diminui – explicou Vallecillo.
A última convocação de Neymar para a Seleção foi em outubro de 2023, justamente quando ele se lesionou, em duelo contra o Uruguai, em Montevidéu.
Se por um lado o álbum não conta com o jogador do Santos, por outro tem Rodrygo, que é desfalque certo, e Estêvão*, cuja convocação está em cheque por conta de uma grave lesão muscular. Isso porque a elaboração dos cromos do Brasil começou ainda em 2025.
– À medida que cada seleção se classificava, as artes foram liberadas para produção – comentou o CEO da Panini.
Entre os destaques esportivos, chama atenção a ausência de Neymar, fora da lista por não ser convocado desde outubro de 2023.
Os jogadores brasileiros presentes no álbum são:
Alisson, Bento, Marquinhos, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Danilo, Wesley, Casemiro, Lucas Paquetá, Bruno Guimarães, Luiz Henrique, Vinícius Jr, Rodrygo, João Pedro, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estêvão*.
Expansão global, impacto local
A ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções é o principal fator por trás do crescimento do álbum. São 310 figurinhas adicionais em relação à edição anterior, justificando parte do aumento de preço.
Ainda assim, quando ajustado pela inflação, o custo total da coleção está cerca de 51% mais alto do que em 2022 — um aumento que vai além da expansão esportiva.
O álbum da Copa do Mundo de 2026 simboliza duas realidades simultâneas: a expansão global do futebol e o encarecimento progressivo de um dos hobbies mais tradicionais do esporte de geração em gerações.
Para muitos brasileiros, completar a coleção continua sendo um sonho — mas agora exige estratégia, disciplina financeira e, mais do que nunca, colaboração entre colecionadores.
O preço do álbum de figurinhas da Copa do Mundo vem aumentando de forma constante ao longo das últimas edições. Em 2014, o álbum custava cerca de R$ 5,90 e o pacotinho com 5 figurinhas saía por R$ 1,00. Já em 2018, o álbum passou para R$ 7,90 e o pacote dobrou para R$ 2,00. Em 2022, o álbum chegou a R$ 12,00 e o pacote subiu para R$ 4,00, mostrando um aumento mais acelerado principalmente no valor dos envelopes.
Na edição mais recente, da Copa do Mundo de 2026, os preços continuaram subindo. O álbum oficial está em torno de R$ 24,90 na versão brochura e R$ 74,90 na capa dura, enquanto o pacotinho passou a custar cerca de R$ 7,00 e agora vem com 7 figurinhas, e não mais 5 como em 2014 e 2018.
Se compararmos diretamente, o aumento entre 2014 e 2026 é bem expressivo:
O álbum saiu de R$ 5,90 para R$ 24,90 (brochura), um aumento de aproximadamente +322%.
O pacotinho saiu de R$ 1,00 para R$ 7,00, um aumento de +600%.
Esse crescimento não é apenas de preço, mas também de conteúdo: o álbum de 2026 é o maior da história, com 980 figurinhas e 48 seleções participantes, o que também ajuda a explicar parte do aumento.
Em resumo, o pacotinho foi o item que mais encareceu proporcionalmente ao longo das Copas, enquanto o álbum teve um aumento mais moderado, mas ainda assim bem acima da inflação do período.
Em um cenário de custos elevados, o velho hábito de trocar figurinhas pode ser a diferença entre um álbum completo e um projeto abandonado no meio do caminho.



