Botafogo reencontrará Racing, tendo apenas 8 jogadores que foram vice-campeões da Recopa Sul-Americana de 2025


Santiago Quirós e Savarino no jogo de ida da final da Recopa Sul-Americana em 20/02/2025 - Foto: Juan Mabromata/AFP



Após o empate por 2 a 2 diante do Coritiba no Estádio Nilton Santos, no último domingo (12/4), o Botafogo volta a campo nesta quarta-feira (15/4), às 19h, para encarar o Racing Club, no Estádio Presidente Perón, conhecido como El Cilindro, localizado no bairro de Avellaneda, na cidade de Buenos Aires, na Argentina. O confronto é válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana 2026, válida pelo GRUPO E.


Em busca da primeira vitória na competição continental, o Botafogo reencontra o Racing, adversário na final da Recopa Sul-Americana de 2025, conquistada pelos argentinos. Desde então, as duas equipes passaram por mudanças significativas em seus elencos, especialmente o time carioca. Dos 27 jogadores relacionados para a partida, apenas oito permanecem no clube em relação àquela decisão.


Entre os atletas do Botafogo que estiveram nas finais da Recopa e podem enfrentar novamente o Racing estão o goleiro Léo Linck; os defensores Vitinho, Alexander Barboza, Alex Telles e Mateo Ponte; os meio-campistas Allan e Newton; além do atacante Matheus Martins.


Por outro lado, 19 jogadores que fizeram parte daquele elenco já deixaram o clube. Desses, oito seguem atuando no futebol brasileiro: Marlon Freitas (Palmeiras), Jefferson Savarino (Fluminense), Cuiabano (Vasco), Patrick de Paula (Remo), Vitinho Lopes (Atlético-GO), Kayke (Fortaleza), Yarlen (América-MG) e Artur (São Paulo).


Outros 11 ex-atletas do Botafogo atuam no exterior, como John Victor, Igor Jesus e Jair Cunha (Nottingham Forest, da Inglaterra), Danilo Barbosa (Al-Ula, da Arábia Saudita), Serafim (Al Dhafra, dos Emirados Árabes Unidos), Kauê Rodrigues (Porto, de Portugal), Rafael Lobato (Rio Ave, de Portugal), Rwan Cruz (Ludogorets, da Bulgária), Gregore (Al Rayyan, do Catar), David Ricardo (Dínamo de Moscou, da Rússia) e Jeffinho (Liaoning Tieren, da China).


Em relação à comissão técnica, Cláudio Caçapa, que comandou a equipe na derrota por 2 a 0 na Argentina, atualmente está no Confiança-SE. Já Carlos Leiria, que esteve à frente do time no revés por 2 a 0 no Rio de Janeiro, hoje dirige a equipe sub-20 do Itaquaquecetuba Athletico.


Do lado do Racing, o clube argentino conta com 14 remanescentes da equipe campeã da Recopa sobre o Botafogo, incluindo nomes como Marco Di Cesare, Nazareno Colombo, Gastón Martirena, Bruno Zuculini, Gabriel Rojas, Adrián Martínez, Facundo Cambeses, Matías Zaracho e o técnico Gustavo Costas.


Por outro lado, 11 jogadores deixaram o Racing desde então. Entre eles estão Gabriel Arias (Newell’s Old Boys), Santiago Quirós e Martín Barrios (Platense), Juan Nardoni (Grêmio), Luciano Vietto (San Lorenzo), Maxi Salas (River Plate), Germán Conti (Gimnasia), Facundo Mura (Inter Miami), Agustín Almendra (Necaxa), Ramiro Degregorio (Liverpool-URU) e Adrián Balboa (Nizhny Novgorod).


Clima de festa e clássico quente em Avellaneda


A prévia do confronto no El Cilindro foi marcada por uma grande festa da torcida do Racing. O clube aproveitou a ocasião para apresentar seu novo uniforme, com a marca Pipe, em um ambiente de arquibancadas lotadas para receber um rival de peso, o River Plate, em mais um capítulo de um dos clássicos mais tradicionais do futebol argentino.


As expectativas dos torcedores da “Academia” aumentaram ainda mais com a participação do ator Guilherme Francella, responsável por narrar o vídeo de lançamento da nova camisa feita pela Nike. O estádio viveu um espetáculo à parte: luzes apagadas e acesas, sinalizadores e muita vibração deram o tom de uma noite que prometia emoção.



Dentro de campo, porém, o jogo teve menos brilho técnico e mais tensão, discussões e lances polêmicos. E quem acabou comemorando foi o River Plate, que venceu por 2 a 0, chegou à quinta vitória consecutiva no Torneio Apertura e garantiu vaga nos playoffs pelo título.


O Racing, comandado por Gustavo Costas, até começou melhor, com pressão intensa e criando as primeiras oportunidades, especialmente com Santiago Solari, que desperdiçou uma grande chance. No entanto, erros defensivos foram decisivos: Marcos Rojo falhou de forma grave, permitindo que Facundo Colidio abrisse o placar.


A rivalidade já conhecida ganhou ainda mais ingredientes com episódios recentes entre os clubes. Jogadores como Marcos Acuña e Maxi Salas foram vaiados, enquanto nomes como Juanfer Quintero, Aníbal Moreno e o técnico Chacho Coudet foram aplaudidos — este último, inclusive, homenageado por sua passagem vitoriosa pelo clube em 2019.


Mesmo com bons momentos e intensidade, o Racing voltou a pecar nas finalizações. Adrián “Maravilla” Martínez, por exemplo, teve chance clara, mas desperdiçou. Já o River mostrou eficiência: aproveitou suas oportunidades e controlou melhor o jogo.


Na segunda etapa, a situação ficou ainda mais complicada para o time da casa após a expulsão de Marcos Rojo, que cometeu falta dura em Martínez Quarta. Com um jogador a mais, o River ganhou segurança e ampliou o placar nos acréscimos, com Driussi, após mais uma falha defensiva.


O resultado deixou o Racing novamente pressionado em clássicos, enquanto Gustavo Costas demonstrou preocupação com os erros recorrentes em momentos decisivos. Do outro lado, Coudet tem motivos para comemorar: sua equipe vive boa fase, com uma sequência positiva e ataque eficiente.


Assim, o River chega embalado para o Superclássico do próximo domingo, no Monumental, enquanto o Racing tenta virar a chave para o compromisso diante do Botafogo pela Sul-Americana.

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