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John Textor junto do amigo grego, assistiu ao Sporting golear o Rio Ave, um dos times que Evangelos Marinakis é dono, na Vila do Conde em Portugal (FOTO: Cabine Desportiva) |
Desde o fim da tarde de ontem sábado, 23 de maio de 2026, mensagens que circulam em grupos de WhatsApp ligados à torcida do Botafogo passaram a alimentar uma nova onda de especulações sobre o futuro da SAF alvinegra. Os textos, compartilhados de forma viral entre torcedores, apontam para uma possível proposta envolvendo o empresário grego Evangelos Marinakis, em parceria com John Textor.
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Mensagem que circula em grupos do WhatsApp/META Inc - Foto Reprodução |
As mensagens afirmam que o investidor americano permaneceria com participação minoritária na SAF, enquanto Marinakis assumiria posição majoritária através de um aporte estimado em cerca de R$ 610 milhões, elevando o valor total da operação para aproximadamente R$ 700 milhões. O conteúdo compartilhado também sustenta que a proposta seria “mais vantajosa” do que a apresentada pelo grupo GDA.
As mensagens reproduzidas nos grupos diziam:
“Os 90 milhões do Textor se mantêm. Porém o grego vem como sócio majoritário, ofertando cerca de 610 milhões de investimento. Com o valor total chegando a 700 milhões, superando a GDA.”
Outra mensagem compartilhada afirmava:
“EXCLUSIVO — O Grego Marinakis irá apresentar uma proposta de compra ao Botafogo. Com o Textor ali participando. Essa é a carta na manga de Textor. Segundo minha fonte, a proposta do Marinakis é mais vantajosa que a GDA. Textor tenta a última cartada e, se cair, vai cair atirando.”
Até o momento, não há confirmação oficial do Botafogo ou dos empresários citados sobre os valores mencionados nas mensagens.
A circulação desses rumores ocorre em meio a um dos períodos mais turbulentos da história recente da SAF botafoguense. Nas últimas semanas, a relação entre o clube social e John Textor se deteriorou rapidamente, principalmente após o empresário ser afastado temporariamente do comando da SAF por decisão arbitral ligada à Fundação Getulio Vargas.
Em abril, o Botafogo admitiu publicamente que vinha conversando com novos investidores após demonstrar insatisfação com o que chamou de “descompromisso” de Textor na condução financeira da SAF.
Paralelamente, bastidores políticos e financeiros passaram a envolver diversos grupos interessados no controle da SAF. O nome da GDA Luma surgiu como favorito em negociações recentes, mas outras alternativas continuaram sendo analisadas internamente pelo clube associativo.
Nos últimos dias, apuramos que houve uma aproximação entre Textor e Marinakis, ambos assistiram o jogo entre Rio Ave x Sporting em 11/5 pelo campeonato português. Além disso, existe a possibilidade de Textor ao lado de investidores ligados à FuboTV para realizar a chama Eagle 2.0, estariam estruturando uma proposta alternativa para retomada do controle da SAF alvinegra.
O empresário grego Evangelos Marinakis já possui forte influência no futebol europeu, sendo associado também, além do Rio Ave, ao controle do Nottingham Forest e do Olympiacos. Seu nome já havia aparecido anteriormente em discussões envolvendo negócios relacionados ao ecossistema de clubes conectado a John Textor.
Entre torcedores do Botafogo, a repercussão é dividida. Parte da torcida vê a possível entrada de Marinakis como uma alternativa de estabilidade financeira em meio à crise. Outra ala teme que o clube continue inserido em uma estrutura internacional de multiclubes marcada por conflitos judiciais, dívidas e incertezas administrativas.
Nas redes sociais, comentários recentes refletem um ambiente de forte polarização. Em comunidades de torcedores, muitos usuários criticam a condução financeira da SAF, enquanto outros defendem que Textor ainda seria capaz de apresentar uma solução de última hora para manter influência no projeto alvinegro.
Além das discussões envolvendo investidores, o clube enfrenta pressão crescente da torcida organizada, que vem cobrando transparência financeira, regularização salarial e maior estabilidade institucional.
Especialistas em governança esportiva alertam que o atual cenário evidencia um problema cada vez mais comum no futebol moderno: a dependência de estruturas empresariais internacionais complexas e de fundos de investimento ligados ao modelo de SAF. Em meio a negociações multilaterais, disputas jurídicas e interesses cruzados, clubes tradicionais acabam expostos a altos níveis de instabilidade política e financeira.
Apuramos que apesar do desgaste político e jurídico vivido por John Textor que está afastado temporariamente em ação do Tribunal Arbitral da FGV, da SAF Botafogo há 1 mês e 1 dia, desde 23 de Abril de 2026, o empresário “ainda não está completamente derrotado”. Isso porque Jordan Fiksenbaum e Kevin Weston seguem formalmente ligados à estrutura da Eagle BidCo, pois continuam como membros do conselho da companhia, que é braço societário considerado estratégico dentro do organograma empresarial da holding de futebol criada por Textor.
Nos corredores de General Severiano, a permanência desses nomes é vista por alguns setores como um indicativo de que ainda existem caminhos societários e financeiros capazes de permitir uma reorganização de última hora envolvendo investidores estrangeiros. Pessoas ligadas às discussões afirmam que qualquer movimentação envolvendo Marinakis dependeria justamente da manutenção dessas conexões dentro da estrutura corporativa da Eagle Football Holdings BidCo. Interlocutores próximos ao processo afirmam que ainda existem receios sobre possíveis manobras societárias e tentativas de rearticulação política envolvendo investidores internacionais.
A permanência de membros ligados à antiga estrutura da Eagle BidCo é vista internamente como um fator de instabilidade, principalmente por grupos que defendem uma ruptura total com o modelo de gestão implementado nos últimos anos. Para esses setores, enquanto aliados estratégicos de Textor continuarem ocupando posições relevantes dentro da cadeia societária, o risco de uma reaproximação ou reorganização empresarial continuará existindo.
Até a publicação desta reportagem, nem o Botafogo, nem representantes de John Textor ou Evangelos Marinakis haviam confirmado oficialmente qualquer proposta envolvendo os valores divulgados nas mensagens compartilhadas no WhatsApp.

