Ministério Público Financeiro da França, analisará denúncias criminais contra Michele Kang na Eagle Group que administra o Lyon, em caso de conselho paralelo


Michelle Kang em 2025 - Foto Reprodução: Icon Sport


Uma nova frente de investigação pode se abrir no futebol europeu. Denúncias criminais contra Michele Kang serão analisadas pelo Parquet National Financier (Ministério Público Financeiro Nacional), responsável por casos de alta complexidade financeira na França. As acusações constam em uma série de documentos apresentados nesta sexta-feira 17/4 e giram em torno da disputa pelo controle da Eagle Football Group, a empresa que administra o Olympique Lyonnais e é presidida por Kang da qual John Textor foi afastado em 30 de Junho de 2025.


Foto/Reprodução do Documento


De acordo as informações vindo da França, entre as alegações estão “corrupção privada, abuso de poderes sociais, apresentação de contas inexatas e divulgação de informações falsas ou enganosas”. As possíveis penalidades são severas, podendo chegar a até 20 anos de prisão, além de multa estimada em €100 milhões (cerca de R$586 milhões).


Os documentos também indicam que Michele Kang teria firmado, em julho de 2025, um acordo de governança paralelo com a Ares Management e Christopher Mallon, sem o conhecimento do conselho de administração ou do mercado. Esse arranjo teria garantido sua permanência como diretora-geral até 2027, ao mesmo tempo em que concedeu à Ares poder de veto sobre decisões estratégicas — esvaziando, na prática, a autoridade formal do conselho.


O Botafogo aparece como um dos pontos mais sensíveis da denúncia. Segundo as informações, o Eagle Football Group teria omitido uma dívida de aproximadamente €104 milhões (R$ 611,5 milhões) com o clube carioca. Em contrapartida, teria registrado nas contas um suposto crédito de €124,2 milhões (R$ 729,1 milhões) ao Botafogo, baseado em transferências de jogadores descritas como “criações contábeis” ou “operações imaginárias”, que nunca teriam sido efetivamente propostas ou autorizadas.


Esse cenário ajuda a explicar por que a SAF do Botafogo decidiu entrar com uma ação judicial contra o Lyon, ampliando o conflito para além do campo esportivo.


Informações vindo da França, relembram que a Autorité des Marchés Financiers (AMF) - Autoridade dos Mercados Financeiros na tradução livre. Já havia aberto uma investigação envolvendo Michele Kang em março. O suposto acordo paralelo — que incluiria a Ares, Christopher Mallon e a própria executiva Michele Kang — estão no centro dessa apuração.


O caso segue em desenvolvimento e pode ter desdobramentos relevantes tanto no ambiente financeiro quanto no futebol internacional.

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