Na estreia do técnico Franclim Carvalho, Botafogo teve um empate amargo em 1 a 1 contra o Caracas com polêmicas da arbitragem, e se complica no GRUPO E da Copa Sul-Americana

 


Santi Rodríguez, Arthur Cabral (autor gol) o controverso árbitro Kevin Ortega e Júnior Santos (Foto Vítor Silva/Botafogo)


29 dias depois da eliminação da Pré-Libertadores, em 10 de Março de 2026 contra o Barcelona de Guayaquil, o Botafogo não jogou bem contra o Caracas, principalmente no primeiro tempo, após o técnico Franclim Carvalho que fez a sua estreia ter mudado taticamente o Botafogo que estava encontrando um 11 inicial ideal, na formação tática do 4-1-4-1 com o técnico interino Rodrigo Dias Bellão, Franclim decidiu resgatar o 4-2-3-1 e tirou Ferraresi, Medina, Edenilson e Villalba, que estavam começando a se entrosarem. Franclim precisa lembrar que não há mais jogadores do nível de 2024. Além disto a arbitragem do árbitro peruano, Kevin Ortega, e do compatriota Joel Alarcón no VAR, mudaram o enredo da partida. Com pênalti anulado pelo VAR, e outro que Wilfred Correa colocou a mão na bola, e não foi marcado. O Botafogo não começou bem na Copa Sul-Americana e ficou apenas no empate em 1 a 1 com o Caracas nesta quinta-feira (9/4), em pleno Estádio Nilton Santos. Arthur Cabral fez o gol alvinegro, no começo do segundo tempo, após entrar no intervalo no lugar de Matheus Martins. Com o empate o Botafogo se complicou no Grupo E da Copa Sul-Americana, pois devido aos problemas fora de campo, atrasos de pagamento do FGTS, direitos de imagem aos jogadores, e agora ao Transfer Ban via CRND, o Racing Club de Avellaneda algoz na final da Recopa Sul-Americana em 27/02/2025, é favorito novamente, no jogo da segunda rodada em 15/4 às 19h no Estádio Presidente Perón, no El Cilindro, onde a torcida do clube argentino sempre lota o Estádio, e faz um caldeirão.


O jogo

Com uma formação ofensiva, porém com um 11 inicial não tem bem escalado, o Botafogo tentou dominar o jogo, como já se esperava, enquanto o Caracas apostava nos contra-ataques. Mas nada estava dando certo, e o Caracas se sentiu a vontade para tentar jogar e conseguir algum ponto.


 

A primeira finalização só ocorreu aos 9 minutos e meio, quando Vitinho finalmente acertou o cruzamento, mas Matheus Martins cabeceou mal.



 

Aos 26 minutos do primeiro tempo, o árbitro Kevin Ortega marcou pênalti por um calço de Fereira em Matheus Martins, mas o VAR Joel Alarcón chamou. Após uma revisão de quase quatro minutos, o juiz decidiu cancelar a marcação, quando o atacante alvinegro já estava posicionado para bater. A alegação foi que Fereira tocou na bola primeiro, antes de atingir Matheus Martins. Essa é o ¨padrão CONMEBOL¨.


 

Depois disto aos 32 minutos da primeira etapa, Vitinho fez um passe pra Júnior Santos, a bola toca na mão de Wilfred Correa, mas o péssimo Joel Alarcón no VAR não chamou para o árbitro Kevin Ortega revisar o lance.


 

Numa jogada de contra-ataque, aos 41 já, o Caracas chegou bem, Figueiroa chutou forte e Raul espalmou para escanteio. Na cobrança de escanteio feita por Covea, Alexander Barboza afastou mal, Wilfred Correa dominou livre dentro da área sem marcação de Bastos e Allan e chutou no canto, com leve desvio em Barboza, não dando qualquer chance de defesa para Raul: 1 a 0 Caracas. No encerramento do primeiro tempo, claro, merecidas vaias.



 

Franclim Carvalho mexeu no intervalo, colocando Arthur Cabral. E a presença do centroavante rapidamente causou impacto. Aos quatro minutos, Álvaro Montoro lançou por cima, Danilo jogou para o meio, Júnior Santos disputou com o goleiro e o zagueiro e a Cabral, espero, aproveitou a sobra e deixou tudo igual no Estádio Nilton Santos: 1 a 1.



 

O Botafogo foi em busca da virada, renovando o fôlego do ataque, e o Caracas se retraía ainda mais. Aos 25 minutos, Danilo fez uma boa finalização e o goleiro Frankarlos Benítez espalmou. Logo depois, Alexander Barboza desarmou lá atrás, puxou o ataque, Arthur Cabral recebeu de Danilo e soltou a bomba de canhota, a bola pegou no trave e saiu.



 

O Caracas passou a jogar com o relógio, abusando dos pedidos de atendimento médico e da cera feita pelo goleiro Frankarlos Benítez, e conseguiu levar o empate até o final, com o Botafogo mal conseguindo concatenar boas jogadas. Nos acréscimos, Raul lançou Kadir Barría que desviou a bola, e foi pra Barrera que chegou a ter a chance de virar, mas chutou fraco em cima do goleiro Frankarlos Benítez.


Uma atuação bem abaixo de Nosso Fogão no primeiro jogo de Franclim Carvalho, resultando em mais vaias da torcida no fim.


Próximos jogos do Botafogo

O Botafogo vira a chave e retorna a campo no domingo (12/4) para receber o Coritiba, às 16h, no Estádio Nilton Santos, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois, o Glorioso volta a jogar pela Copa Sul-Americana, quarta-feira (15/4), contra o Racing, às 19h, com portões fechados no El Cilindro.


FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 1 X 1 CARACAS

Estádio: Nilton Santos

Data-Hora: 9/4/2026 – 19h

Árbitro: Kevin Ortega (PER)

Assistentes: Michael Orué (PER) e José Castillo (PER)

VAR: Joel Alarcón (PER)

Renda e público: R$ 248.107,00 / 10.241 pagantes / 11.931 presentes

Cartões amarelos: Bastos, Jordan Barrera e Alexander Barboza (BOT)

Cartões vermelhos: –

Gols: Wilfred Correa 42’/1ºT (0-1) e Arthur Cabral 4’/2ºT (1-1)


BOTAFOGO: Raul; Vitinho (Mateo Ponte 17’/2ºT), Bastos, Alexander Barboza e Caio Roque (Jhoan Hernández 24’/2ºT); Allan, Danilo e Álvaro Montoro; Santi Rodríguez (Jordan Barrera 17’/2ºT), Júnior Santos (Kadir 34’/2ºT) e Matheus Martins (Arthur Cabral – Intervalo) – Técnico: Franclim Carvalho.


CARACAS: Benítez; Enrique Fereira, Jesús Quintero, Luis Mago e Yéndis; Larotonda, Wilfred Correa (La Mantía 38’/2ºT), Lezama (Chris Martínez 10’/2ºT) e Covea (Uribe 29’/2ºT); Ángel Figueroa (Reinoso 29’/2ºT) e Sebástian González (Adrián Fernández 10’/2ºT) – Técnico: Fernando Aristeguieta.


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