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| Gonçalves - Foto Reprodução/Instagram |
Marcelo Gonçalves, ex-jogador e campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995, comentou sobre a situação vivida pela SAF do clube, que entrou com pedido de recuperação judicial na terça-feira (21/4). Em vídeo publicado em sua rede social, o ex-zagueiro criticou a condução de John Textor, responsável pelo futebol alvinegro, e afirmou que ex-funcionários credores podem ser prejudicados no processo.
Assista ao vídeo abaixo:
— Então ele fez tudo, ao que parece, de forma planejada: investiu, contratou jogadores, conquistou títulos, tivemos um dos melhores anos da história. A gente tem que ser grato a ele, mas vou falar uma coisa para vocês: é uma covardia a recuperação judicial com funcionários que estão há anos, mais de 10 esperando para receber. Agora, com esse processo, eles podem ter que abrir mão de até 70% desse valor. Muitos passaram uma década fazendo planos para quando recebessem esse dinheiro, e a recuperação judicial acaba atingindo justamente esses trabalhadores que ficaram anos sem receber e precisaram entrar na Justiça — iniciou Gonçalves.
Entre 2015 e 2016, o ex-jogador foi diretor executivo do Avaí Futebol Clube, que viveu situação semelhante. Ele relatou que levou muitos anos para receber o que lhe era devido e que acabou ficando com apenas cerca de 30% do valor, dando sequência ao desabafo.
Durante um processo de recuperação judicial, as partes podem renegociar valores e prazos de pagamento, que dependem da aprovação da Assembleia de Credores e da homologação da Justiça. Assim, a redução de até 70% não é uma regra fixa, mas uma possibilidade que varia conforme cada caso.
— Eu falo isso porque é realmente frustrante. Eu passei por isso no Avaí, no meu último trabalho como executivo. Levei quase 10 anos e receberia agora, mas veio a recuperação judicial e tive que abrir mão de grande parte do valor. Ainda vou precisar esperar mais dois anos para começar a receber, de forma parcelada. É isso que pode acontecer com funcionários do Botafogo que estão nessa fila há anos, que precisaram fazer empréstimos, usar cartão de crédito quando o salário não saía — concluiu em vídeo postado no perfil do seu Instagram.
