Depois da final da Libertadores, daquele sábado 30 de Novembro de 2024, onde marcou a conquista do Botafogo, após a excelente gestão de Michael Gerlinger, ex-diretor esportivo do Bayern De Munique, e na ocasião como diretor-geral da Eagle Football Holdings, atualmente ele está como CEO do Lyon. Depois de entre vindas e idas, mentiras, poucas verdades, insolvência financeira e tentativa de recuperação judicial sem consultar outros acionistas, finalmente o sabotador da SAF Botafogo, de 2025 pra cá, foi afastado do comando do clube, trata-se de John Charles Textor, programador e empresário Norte-americano, oriundo da cidade de Kirksville do Estado de Missouri, e radicado nas cidades de West Palm Beach e Miami, na Flórida. Textor aumentou de mais a aposta, e foi afastado numa noite que ele nem sequer esperava. Uma noite feliz para os verdadeiros botafoguenses.
🚨l EXCLUSIVA: JOHN TEXTOR CAIU! DECISÃO DO ARBITRAL AFASTA O AMERICANO DO COMANDO DA SAF BOTAFOGO
— 𝕮𝖆𝖓𝖆𝖑 𝖉𝖔 𝕸𝖆𝖓𝖊𝖑 🔥 𝕭𝖔𝖙𝖆𝖋𝖔𝖌𝖔 (@CanalDoManel_) April 23, 2026
Mais detalhes em instantes
Assista ao vídeo abaixo:
O Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas decidiu, nesta quinta-feira (23 de abril), afastar de forma imediata o programador e empresário Norte-americano John Textor do comando da SAF do Botafogo de Futebol e Regatas. A medida, de caráter provisório, atende a um pedido da Eagle Football Holdings Bidco — sócia majoritária da SAF — e será reavaliada no dia 29 de abril, após manifestação das partes.
A decisão representa o ponto mais crítico de uma disputa societária que vinha se intensificando nas últimas semanas e que agora escancara falhas graves de governança, conflitos de interesse e uma batalha direta pelo controle do clube.
Queda sustentada por liminar chega ao fim
Até então, Textor permanecia no comando da SAF amparado por uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Mesmo sob contestação da Eagle Bidco e do clube social, o empresário tentava consolidar sua posição com movimentos considerados controversos pelos demais acionistas.
Entre eles, a tentativa de aportar US$ 25 milhões na SAF em troca da emissão de novas ações — proposta rejeitada tanto pela Eagle quanto pelo Botafogo social. A holding, que tem a Ares Management como credora, viu risco direto ao equilíbrio societário.
Tribunal aponta risco de danos irreparáveis
No documento que fundamenta o afastamento, o Tribunal Arbitral é categórico ao afirmar que as decisões tomadas sob a gestão de Textor “têm o poder de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo”.
A corte também destaca que as medidas adotadas até então “não foram suficientes para conter novas decisões da SAF”, muitas delas tomadas de forma unilateral pelo empresário, “ao arrepio da prévia consulta e deliberação dos acionistas”.
Diante disso, determinou:
“O afastamento automático e imediato do Sr. John Charles Textor da administração da SAF Botafogo”, em caráter conservatório.
Recuperação judicial: o estopim da ruptura
O principal gatilho para a decisão foi a medida precautelar adotada na última terça-feira, quando a SAF deu entrada em um pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio.
A iniciativa ocorreu sem aprovação em assembleia de acionistas — o que, segundo o Tribunal, configura violação direta das regras de governança.
No procedimento arbitral, assinado pela presidente Adriana Braghetta e pelos coárbitros Alina de Miranda Valverde Terra e Lauro da Gama e Souza Júnior, consta que:
“O ajuizamento da medida cautelar preparatória de recuperação pela SAF Botafogo, sem deliberação em assembleia de acionistas, viola frontalmente as regras de governança”, além de desrespeitar “à expressa ordem emitida por este Tribunal Arbitral”.
Fontes ligadas à Eagle indicaram ainda que o movimento violou a jurisdição arbitral, o que acelerou a reação do tribunal.
Decisões acumuladas e suspeitas de conflito de interesse
O Tribunal Arbitral também deixou claro que não se trata de um ato isolado. Entre os elementos considerados está a celebração de um acordo de compra e venda (SPA) que poderia transferir a SAF para uma empresa sediada nas Ilhas Cayman.
Na assinatura do contrato, em 26 de janeiro, Textor teria representado simultaneamente três partes:
a SAF do Botafogo
a Eagle Bidco (subsidiária na Inglaterra, atualmente sob administração judicial da Cork Gully)
a Eagle Football Group (empresa nas Ilhas Cayman)
Segundo o documento, isso ocorreu “mesmo ciente das discussões vigentes sobre sua atuação como administrador da Companhia”, levantando questionamentos sobre conflito de interesses e conduta irregular.
Relatos ainda apontam que Textor teria tentado ludibriar credores e atuado de forma considerada fraudulenta, com indícios de insolvência premeditada — fatores que agravaram sua situação no processo.
Assembleia frustrada e tentativa de manutenção no poder
Em meio à crise, Textor convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), inicialmente realizada no dia 21 de abril, mas sem quórum — apenas ele e representantes da Eagle compareceram.
Uma nova convocação estava marcada para o dia 27, mas foi cancelada após a decisão do Tribunal Arbitral.
Mesmo diante da iminência de afastamento, o empresário recorreu novamente ao TJ-RJ na tentativa de se manter no cargo, evidenciando a disputa em múltiplas frentes — judicial e arbitral.
Movimento arriscado que saiu pela culatra
A estratégia de entrar com o pedido de recuperação judicial, vista como tentativa de ganhar tempo e reorganizar financeiramente a SAF, acabou tendo efeito oposto.
O Tribunal interpretou a medida como uma violação grave e deliberada das regras, acelerando o afastamento de Textor. A iniciativa, que poderia ser uma manobra de proteção, tornou-se um dos principais argumentos para sua remoção.
Quem assume e o que vem pela frente
Com o afastamento, o controle da SAF passa temporariamente à Eagle Football Holdings Bidco, que já iniciou conversas com o clube social para definir o futuro da operação.
Entre os cenários em discussão está a busca por um novo comprador para a SAF.
A decisão do Tribunal Arbitral será reavaliada no dia 29 de abril, quando as partes apresentarão suas manifestações. Até lá, o ambiente segue de incerteza. Mas a expectativa da Ares, Cork Gully e Eagle é a SAF Botafogo já ter um novo comprador/investidores, para agilizar o processo total de afastamento. Que nos bastidores para muitos Textor não conseguirá reverter, tal como fora no Lyon em 30 de Junho de 2025.
Um divisor de águas para o Botafogo
A crise atual marca um momento decisivo na história recente do Botafogo. O modelo de SAF, que prometia estabilidade e profissionalização, enfrenta agora seu teste mais duro.
A saída de Textor — ainda que provisória — representa não apenas uma mudança de comando, mas a abertura de um novo capítulo, com impactos diretos no futuro institucional, financeiro e esportivo do clube.
O desfecho, nos próximos dias, definirá não apenas quem controla a SAF, mas também qual será o rumo do Botafogo em meio a uma das maiores turbulências de sua história recente.
Leia o que o Tribunal da FGV relatou:
"Nesses termos, o Tribunal Arbitral, a título meramente conservatório, DETERMINA o afastamento automático e imediato do Sr. John Charles Textor da administração da SAF Botafogo, o que será objeto de reanálise após a apresentação da manifestação da Companhia prevista para 29/04/2026. Nessa linha, o Tribunal Arbitral também DETERMINA o cancelamento da AGE, designada por segunda convocação para 27/04/2026, até ulterior convocação pela nova gestão da Companhia".
Procurada, a SAF do Botafogo não se manifestou.
O Tribunal Arbitral da FGV é um meio privado e confidencial de resolução de conflitos, escolhido pelas partes para decidir a disputa societária entre John Textor e investidores/credores na SAF do Botafogo. Decisões deste tribunal são definitivas, com força de sentença judicial.
