Após ter sido campeão russo pelo Zenit, ex-Botafogo, Luiz Henrique é convocado pela Seleção Brasileira e terá que enfrentar EGO do líder da ¨panelinha¨ Neymar

 


Luiz Henrique enquanto Carlo Ancelotti o observa - Foto: Juan Mabromata/AFP


Mais um título na carreira de Luiz Henrique. O craque foi campeão russo no domingo que passou 17/5, com vitória por 1 a 0 com gol do título marcado de pênalti por Aleksandr Sobolev sobre o Rostov, terminando a competição dois pontos à frente do Krasnodar.



Na comemoração, Luiz Henrique utilizou a máscara do Pantera Negra, comemoração eternizada por ele na vitória do Botafogo por 2 a 0 sobre o Flamengo, em clássico do Campeonato Brasileiro 2024.


Rei da América naquele ano, Luiz Henrique foi campeão da Libertadores e do Brasileirão. Nesta segunda-feira, o craque será convocado para disputar a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira.



Assista abaixo:











Luiz Henrique vai disputar a Copa do Mundo pela primeira vez. O nome do ponta-direita e atacante do Zenit está entre os 26 lidos por Carlo Ancelotti na convocação final para o Mundial de 2026 em evento realizado pela CBF nesta segunda-feira (18/5) no Museu do Amanhã no Rio de Janeiro.


Veja a comemoração da família do jogador, e ele durante voo com a esposa




Revelado pelo Fluminense, Luiz Henrique teve uma passagem rápida pelo Real Betis, antes de conquistar a Libertadores e o Brasileirão pelo Botafogo em 2024.


Hoje no Zenit, da Rússia, o ponta canhoto vem se tornando um "trunfo" do técnico Carlo Ancelotti na Amarelinha. Luiz Henrique tem 13 jogos pela Seleção Brasileira, foi titular em quatro deles, marcou dois gols e deu três assistências.



"Moleque de Xerém"

Luiz Henrique começou nas categorias de base do Fluminense. O "moleque de Xerém" — como são chamados os jogadores formados pelo Tricolor — fez parte da chamada "Geração de Ouro" do clube, que também contou com as revelações João Pedro e Marcos Paulo.


Nascido em Petrópolis, região serrada do Rio de Janeiro, Luiz Henrique chegou a cogitar deixar o futebol e focar no judô pela distância de Xerém, local de treinos da base do clube. Mas acabou seguindo o sonho e, em 2020, chegou ao profissional.


Sua estreia no time principal do Fluminense foi em agosto, contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, sob comando de Odair Hellmann. Na temporada seguinte, se firmou entre os titulares.


Em 2021, disputou 55 jogos pelo Tricolor, marcou sete gols e seu cinco assistências.


Ida à Europa

O bom desempenho do jovem de 21 anos despertou o interesse de gigantes europeus, como Real Madrid e Barcelona. O que surpreendeu ainda mais os torcedores do Fluminense quando foi anunciada a venda da joia da base ao Real Betis, em março de 2022, por modestos 13 milhões de euros, cerca de R$ 70 milhões na cotação da época.


O desfecho da negociação foi divulgado pouco depois da excelente partida do atacante contra o Olimpia pela pré-Libertadores, em que fez um gol e deu uma assistência, o que gerou revolta de torcedores e obrigou o presidente Mário Bittencourt a se explicar.


"O clube precisa passar por um momento de reconstrução, com medidas, às vezes que nos entristece, impopulares, para que possamos seguir em frente, em razão do passado que interfere no nosso dia a dia", declarou o mandatário em coletiva.


Passagem pelo Betis

Mesmo com a torcida contrariada, a venda ao clube espanhol foi concluída e Luiz Henrique foi anunciado como novo reforço do Betis em julho de 2022.


Na Espanha, ficou uma temporada e meia, atuando como ponta. Em 2022-23, foram 43 jogos, três gols e sete assistências, sendo decisivo inclusive contra gigantes europeus como o Barcelona. Na temporada seguinte, disputou 21 jogos, foi titular em 11 deles, marcou um gol e deu três assistências.


Camisa 7 no Glorioso


Luiz Henrique erguendo o troféu da Libertadores 2024, quando jogava pelo Botafogo, naquele Sábado inesquecível de 30 de Novembro no Mâs Monumental - Foto: Vítor Silva/Botafogo


As boas atuações não passaram despercebidas pelo mercado. Em fevereiro de 2024, o Botafogo anunciou a contratação de Luiz Henrique que se tornou a contratação mais cara da história do futebol brasileiro naquele momento. A operação girou em torno de 20 milhões de euros, R$ 106 milhões na cotação da época.


Luiz Henrique chegou usando o número 99, mas em pouco tempo assumiu a lendária camisa 7 do Glorioso, e, com ela, fez história.


O atacante brilhou nas conquistas do Campeonato Brasileiro e da inédita Libertadores, inclusive marcando na final da competição continental contra o Atlético-MG.


O Pantera Negra, como também é conhecido, ganhou os corações dos torcedores botafoguenses dentro e fora dos gramados, conquistando um rápida identificação com o clube. Pelo Botafogo, o atacante disputou 55 jogos, marcou 12 gols e deu cinco assistências.



Mas nem tudo será flores para o Luiz Henrique, haverá EGO de Neymar, relembre o caso


                                           


A Seleção Brasileira voltou a ser palco de debates intensos nas redes sociais após a repercussão de uma entrevista do ponta-direita e atacante Luiz Henrique, ex-Botafogo e atualmente no Zenit, concedida à CazéTV em 17 de junho de 2025.


Durante a conversa, ao cruz-maltino Lucas Pedrosa, Luiz Henrique foi questionado sobre qual seria o melhor caminho para a Seleção: montar a equipe em torno de Neymar ou apostar em um modelo mais coletivo para encerrar o jejum brasileiro em Copas do Mundo.


O atacante fez elogios ao camisa 10, mas também apresentou uma observação considerada por muitos como uma crítica construtiva:


“Eu acho que o Neymar é um jogadoraço, joga muito, tem muito talento, mas eu acho que ele tem que ajudar também. (...) Ajudar um pouquinho também, marcar, correr pra todo mundo.”


A declaração rapidamente viralizou e dividiu opiniões entre torcedores, comentaristas e ex-jogadores.


Resposta imediata nas redes sociais


Poucas horas depois, Neymar respondeu diretamente em uma publicação no Instagram da CazéTV. O craque comentou apenas:




“Ah pronto!”


A reação, acompanhada de emojis de risada e ironia, foi interpretada por parte do público como um sinal de incômodo diante das críticas feitas por Luiz Henrique.


Nas redes sociais, muitos usuários passaram a questionar a postura do jogador em relação a opiniões divergentes. Parte dos comentários defendia Neymar, lembrando sua longa trajetória como principal nome da Seleção nos últimos anos. Outra parcela, porém, enxergou na resposta um comportamento defensivo diante de uma crítica considerada moderada e até legítima dentro do ambiente esportivo.


“Seleção Panelinha” vira tendência entre torcedores


Com a repercussão do episódio, expressões como “Seleção Panelinha” ao invés de Seleção Canarinha, ganharam força em plataformas como Twitter/X, Instagram e Reddit. Usuários passaram a discutir a influência de lideranças históricas dentro do elenco brasileiro e o espaço dado a jogadores mais jovens ou críticos ao modelo atual da Brasileira.


Convocação de Neymar também gera especulações


Outro tema que passou a circular nas redes envolve a permanência de Neymar no centro do projeto esportivo da Seleção Brasileira. Internautas levantaram especulações — sem apresentação de provas — de que patrocinadores ligados à Confederação Brasileira de Futebol poderiam preferir a presença do camisa 10 por razões comerciais e de marketing.


Entre os nomes mais citados pelos torcedores nas discussões online aparecem marcas tradicionais associadas à Seleção, como Guaraná Antarctica, Itaú Unibanco e Vivo.


O debate sobre Neymar dentro de campo


A fala de Luiz Henrique tocou justamente em um ponto recorrente nas discussões sobre Neymar: sua participação sem a bola e o equilíbrio entre talento individual e intensidade coletiva.


Para muitos torcedores, o atacante segue sendo o jogador brasileiro mais talentoso de sua geração. Para outros, o futebol moderno exige maior comprometimento defensivo até mesmo das principais estrelas — exatamente o ponto levantado pelo ex-jogador do Botafogo.


A discussão também expõe o desafio da nova comissão técnica da Seleção: encontrar um equilíbrio entre o peso histórico de Neymar e a necessidade de renovação competitiva visando a próxima Copa do Mundo.


Repercussão segue dividindo opiniões


Enquanto defensores de Neymar argumentam que o camisa 10 já carregou a Seleção durante anos praticamente sozinho, críticos afirmam que o ambiente ao redor do jogador frequentemente se torna excessivamente protegido contra questionamentos.


O episódio envolvendo Luiz Henrique acabou simbolizando esse choque de visões: de um lado, a reverência ao principal astro brasileiro da última década; do outro, a cobrança por uma Seleção mais coletiva, intensa e menos dependente de individualidades.


E, mais uma vez, Neymar voltou ao centro da maior discussão do futebol brasileiro. Para muitos foi o jeito de Carlo Ancelotti amenizar os problemas vindouros, pois fez a ¨vontade do povo¨ de convocar Neymar, dando errado, o roteiro tá pronto, e ainda vão acrescentar que ele chegou tarde na reformulação, pois antes teve Ramon Menezes, Dorival Jr e Fernando Diniz. A CBF também renovou contrato de Carlo Michelangelo Ancelotti até 2030. Confirmando que o projeto é de longo prazo, Neymar foi convocado para vender produtos, num circo feita pela CBF, para anunciar uma simples lista de 26 jogadores à imprensa, no Museu do Amanhã.

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