Em longo vídeo de praticamente uma curta-metragem, John Textor envia recado: ¨Sou o dono desse clube, não vou sair até que me arrastem para fora e vamos ganhar mais títulos¨ (VÍDEO); ENTENDA O QUE ACONTECEU NOS BASTIDORES


John Textor em vídeo gravado que foi enviado para a Reunião na Casa do Presidente do Botafogo Associativo, junto de conselheiros - Foto/Reprodução: Instagram John Textor



Em um vídeo de 16 minutos e 42 segundos de duração publicado em 2 partes no perfil do Instagram, que pode ser visto aqui e a segunda parte aqui; na noite desta segunda-feira (1/6), John Textor reafirmou ser dono de 90% das ações da SAF do Botafogo e garantiu que não vai deixar o clube, a menos que seja “arrastado para fora”.


O programador e vislumbrado empresário Norte-americano prometeu que o Botafogo vai conquistar mais títulos, exaltou conquistas da SAF após quatro anos e deixou recados à torcida alvinegra e ao clube associativo, que negocia a venda da SAF.


Assista ao longo vídeo abaixo:



– Sou Botafogo, sou da família, sou o dono desse clube e nunca vou desistir, não vou a lugar nenhum. Eu não vou deixar esse clube até que me arrastem para fora. E nós vamos ganhar mais e mais e mais títulos, posso prometer isso – encerra Textor, mandando uma mensagem também ao clube social:


– Há muita conversa sobre novos investidores, há muita conversa sobre pessoas que estão vindo comprar ações nesse clube. Mas eu preciso deixar isso bem claro. Eu sou o dono do 90% da SAF do Botafogo. Sou parceiro do clube social e estou aqui, junto com o clube social, para apoiar esse clube e todas as ambições dos botafoguenses. Não vamos dividir essa família agora. Eu não vou a lugar nenhum. Eu nunca desisti na minha vida e eu nunca vou desistir desse clube. Vamos manter essa família juntos. Vamos trabalhar juntos. E vamos ganhar títulos novamente.


Leia a íntegra do depoimento de John Textor:

“Bom dia, aqui é John Textor e é ótimo rever vocês novamente. JP me pediu para fazer esse vídeo para conversar com vocês, nossos torcedores, o clube social, todos que têm interesse no Botafogo, sobre o futuro do Botafogo. Quero deixar claro que não estou aqui para me comparar a nenhuma outra proposta, seja ela de um Cavalo de Troia ou de pessoas bem-intencionadas do Texas que queiram investir no nosso clube. Estou aqui hoje como proprietário de 90% das ações da SAF do Botafogo, e isso já está esclarecido, assim como ficará nas jurisdições do Reino Unido, do Brasil e dos Estados Unidos, estou aqui falando com vocês hoje, como sempre estive, como proprietário da SAF Botafogo e como sócio do clube social e de todos os torcedores do nosso amado e glorioso clube.


A primeira coisa que eu gostaria de falar com vocês hoje à noite é sobre o meu amor pelo Botafogo. Só no Brasil isso é questionado, e eu já vi isso na mídia, até mesmo dentro do clube social, por pessoas que talvez tenham segundas intenções. Não acho que alguém realmente se pergunte qual é o meu clube favorito. É óbvio que é Botafogo. Na França, quando ando pelas ruas de Paris ou desço até Saint-Tropez, as pessoas vêm falar comigo com sotaque francês e eu espero que estejam falando de Lyon. Mas não, elas querem saber sobre Botafogo. Todo mundo sabe o que fizemos quando chocamos o mundo. Em Londres, acho que ninguém ganhou tanto em um ano pelo Crystal Palace quanto nós, com a FA Cup e a Community Shield, e esta semana, voltando à Liga Europa. E ainda hoje, quando ando pelas ruas de Londres, as pessoas me perguntam sobre o Botafogo. Na Bélgica, a mesma coisa. Nos Estados Unidos, novamente, é sempre Botafogo. Então, por favor, acredite em mim, esse barulho que estamos ouvindo agora é só barulho. Todo mundo sabe que este é o meu clube do coração, o meu favorito, o glorioso, o mais tradicional.


Então a pergunta é: por quê? Por que eu poderia ter tanto amor por este time? Bem, a diferença é que eu fui convidado para cá. Fui convidado por um país que aprovou uma nova lei. Fui convidado para ser um agente de mudança. Os clubes sociais estavam considerando um novo modelo de gestão e tive a grande sorte de ser um dos primeiros a ser convidado para vir ao Brasil e tentar fazer a diferença. Mas também fui convidado por vocês, do clube social, e pelos torcedores para pegar este clube glorioso e incrível e torná-lo competitivo novamente. Foram vocês que tiveram a coragem de ser um dos primeiros grandes clubes a acolher a SAF e decidir fazer algo a respeito. Bem, quando cheguei, sim, tínhamos uma tradição incrível, um clube incrível, mas tínhamos apenas três jogadores que haviam atuado na Primeira Divisão. Usávamos uma planilha como sistema de contabilidade. Nossas instalações não eram suficientes para a Primeira Divisão. Tivemos um esforço incrível do clube social, da equipe e da comissão técnica para conseguir o acesso e criar essa oportunidade. Mas vamos admitir. Em 2022, nós realmente não tínhamos nada. Os outros clubes em que estive envolvido tinham equipes de gestão e negócios, então não havia muito o que fazer. Mas aqui era um projeto de reconstrução do zero, e a pressão era imensa. Eu sabia que era um projeto grande, mas acho que só entendi de verdade quando cheguei à Europa. Me disseram que a votação estava acontecendo na Assembleia Geral e eu assisti a um vídeo. Todo mundo estava me transmitindo esse vídeo e eu estava sendo guiado pela sala através do celular de alguém. Eu fazia parte daquilo. E vi pessoas festejando nas ruas, a rua dos nossos ídolos, na nossa sede. E foi então que eu não só compreendi a importância do momento, como também soube o que realmente significava ser escolhido e o que isso representava.


Então, quando me perguntam: “Por que este é o meu clube favorito?”, a resposta é: quando você se envolve em algo desde o início, com um time de amigos como Thairo, Danilo, Mazzuco, Brito, Durcesio e toda a ajuda que tivemos no começo, fazer parte disso, participar da mudança do futuro do futebol no Brasil, e principalmente, trazer de volta este clube glorioso, é por isso que este é o meu clube favorito. Eu faço parte dele. Vocês me convidaram para ser da família e agora eu sou da família, e para sempre seremos família.


Tenho muito orgulho do sistema que criamos, que nos ajudou a descobrir jogadores. Muito se fala sobre o sistema multiclubes. Foi bom para nós? Foi ruim? Bem, foi o sistema multiclubes e a forma como criamos caminhos para os jogadores que nos permitiu nos tornarmos campeões. O sistema não foi realmente concebido para ser desmantelado. Eu não previ adequadamente que os parceiros que trouxe para ajudar a tornar tudo isso possível não fossem tão dedicados ao nosso clube quanto eu e você. Esse foi realmente o meu grande erro. E foi essa ambição de conseguir um clube maior e uma academia maior na Europa, e fazer uma aquisição que eu achava ótima para nós. E foi ótima para nós durante vários anos. Mas essa ambição acabou significando que eu tive que trazer parceiros externos. Foi a primeira vez que trouxe capital externo. E você pode olhar o calendário, pode olhar os dias, e os sócios que eu trouxe, eles não vieram a um jogo sequer.


Eu me lembro de uma reunião do conselho em que eu estava falando sobre os sucessos que tivemos em campo e nos negócios, e um dos nossos membros mais importantes do conselho simplesmente disse: “Chega, chega de Botafogo. John, você sempre fala do Botafogo. Vamos continuar com o resto da reunião do conselho.” Bem, fiquei chocado ao ouvir isso porque o Botafogo tem sido o motor de tudo o que fazemos, não só no Brasil, mas em outros lugares e no futebol, não só na nossa empresa, mas no mundo todo. E ouvir isso de um dos nossos diretores me mostrou que realmente convidei os parceiros errados para a nossa família. Por isso, peço sinceras desculpas.


Mas, como eu disse, a experiência é importante, mas o fracasso também é. O fracasso sempre foi meu maior professor. E eu sempre me levanto. Nunca desisto. E foi isso que tivemos que fazer muitas vezes aqui no Brasil. Alguns dos nossos anos mais difíceis foram seguidos por alguns dos nossos maiores sucessos. Ser dono, administrar um clube de futebol, gerir um clube de futebol, saber como criar colaboração dentro do departamento de futebol, muitas vezes perceber que a pessoa mais inteligente no departamento de futebol é aquela com a voz mais baixa, e dar a essa pessoa a voz mais forte na sala para que seu talento, sua visão e tudo o que ela traz para a mesa realmente se destaquem e influenciem todas as nossas decisões. E foi assim que construímos isso de forma magnífica aqui no Brasil, no Botafogo. A colaboração que temos internamente, o amor que existe entre nós. Eu costumava dizer, muito antes dos nossos sucessos, que os títulos são construídos com amor, e foi o amor deste grupo que construímos, da equipe de gestão e de toda a organização e do departamento de futebol, que nos permitiu conquistar esses títulos.


Agora, quando pensamos em outras pessoas que possam querer apoiar o clube, e eu convidei alguns desses investidores para o clube, e agora eles estão discutindo o desejo de fazer mais do que investir, de fato administrar este clube. Essa experiência importa. Por exemplo, vamos pensar em 2023 e no que vivenciamos. O melhor primeiro semestre de qualquer clube, eu acho, na história do Brasil, e o maior colapso do mundo do futebol. 2023 foi tão divertido no começo quanto doloroso no fim. E posso afirmar que, se esses caras de private equity ou de financiamento com opção de compra tivessem vivenciado 2023, voltariam correndo para seus escritórios em Nova York e se arrependeriam amargamente de terem pisado no Brasil. Mas eu não fui embora. Eu não desisti. Fui suspenso dos jogos porque estava brigando demais. Eu não ia desistir. E, no fim das contas, superamos aquele ano e eu era uma das poucas pessoas no mundo, junto com o resto do nosso departamento de futebol, que era muito leal, que sabia, depois daquela experiência, que iríamos vencer novamente. E, com todo o respeito ao clube social e à nossa torcida, acho que provavelmente éramos as poucas pessoas no mundo que realmente acreditavam que, em 2023, ganharíamos um título. Então, quando digo que nunca desisto e continuo lutando e continuarei lutando por vocês pelo resto da minha vida, provamos isso em 2023, porque nos tornamos campeões em 2024. E os problemas que temos agora não são nada comparados aos que enfrentamos naquela época, e vamos voltar a ser campeões.


No âmbito empresarial, precisamos manter as coisas em perspectiva. Fala-se muito sobre a necessidade de atrair novos investidores e pessoas que administrem melhor a empresa. Bem, este negócio foi construído muito bem desde o início. Começamos do zero. US$ 20 milhões, R$ 100 milhões em 2022 e mais de R$ 600 milhões só no ano passado, sem contar as grandes vitórias que conquistamos em campeonatos e outros eventos em 2024. Agora temos rentabilidade operacional. Nossas receitas superam nossas despesas, considerando todas as nossas receitas, o que nos torna uma organização lucrativa. Nossa dívida com jogadores aumentou, é claro, isso porque não recebemos de volta o dinheiro que emprestamos aos nossos parceiros na França. Mas mesmo assim, o valor do nosso elenco supera nossa dívida com os jogadores. E o valor do nosso elenco era o mesmo desde que o clube foi fundado, há muitos anos. E esse valor do elenco não só nos proporciona resultados esportivos, como também resultados financeiros que nos ajudam a sair dessa situação.


Então, agora temos uma reestruturação. Não deveríamos estar aqui, mas é uma oportunidade para reestruturar nossas dívidas e seguir em frente. Mas saiba que a empresa é bem administrada. Temos os sistemas de relatórios. Temos as pessoas. Temos as lideranças de departamento. Temos a marca. Temos a oportunidade, criada a partir da nossa reconstrução e dos nossos títulos, de sermos um negócio de sucesso no futuro.


Agora, quero encerrar com uma história. É uma história de promessas feitas e promessas cumpridas. É a nossa história juntos. Cheguei aqui sozinho em 2022 e fiz uma promessa simples: levaria a beleza do futebol brasileiro e a beleza do Botafogo para o mundo. Fiquei muito comovido. Eu simplesmente achei que era algo que o mundo precisava ver. Prometi trazer a glória de volta a este grande, glorioso e mais tradicional clube. E tenho o prazer de dizer que, após quatro anos e olhando para trás, para tudo o que fizemos, com o amor que tínhamos por vocês, nossos torcedores, e dentro da nossa empresa, do nosso departamento de futebol, do nosso círculo de pessoas muito unido e carinhoso, cumprimos essa promessa.


Agora vou fazer uma nova promessa, e é uma promessa que sei que posso cumprir, não apenas por causa da experiência e dos troféus que conquistamos aqui e em todo o mundo. É porque sei que tenho uma sede insaciável. Tenho me saciado com a glória, os troféus e tudo o que tivemos aqui no Botafogo, mas quero mais. Eu sei que você quer mais. Eu sei o que significa ser Botafogo. Eu sei como você se sente. Vencemos em 2024, mas não foi o suficiente. Um dos anos mais difíceis que tivemos foi apenas um ano depois de conquistarmos os maiores campeonatos dos últimos 120 anos, porque vocês, assim como eu, tinham uma sede insaciável. Não conseguimos parar de ansiar por mais títulos. Transformamos o desespero em ganância, e eu não me importo. Adoro isso. Cheguei aqui como um gringo ingênuo, sem entender por que via tanto amor num dia e tanto ódio no outro, até mesmo nos jogos mais insignificantes, e a raiva e a frustração que eram direcionadas a mim e à nossa equipe. Eu simplesmente não entendia. Mas agora sou totalmente Botafogo. Sou totalmente carioca. Eu amo este país. Eu amo este clube e quero mais. Nossa desesperança é ganância, e eu não me importo com isso. Essas outras pessoas que querem entrar e investir neste clube, vão se surpreender se acham que entendem como é administrar este clube.


Então, eu sou Botafogo. Eu sou da família. Eu sou o dono deste clube. Nunca desisti. Não vou a lugar nenhum. Não vou sair deste clube enquanto não me arrastarem para fora, e vamos ganhar cada vez mais títulos. Posso prometer isso.


Mais uma vez, obrigado por me darem a oportunidade de falar convosco, do clube social, botafoguenses, sobre esta situação em que nos encontramos. Muito se fala sobre a entrada de novos investidores. Fala-se de pessoas que querem comprar ações deste clube. Mas preciso deixar isso bem claro. Eu sou proprietário de 90% da SAF Botafogo. Sou sócio do clube social e estou aqui, juntamente com o clube social, para apoiar este clube e todas as ambições dos botafoguenses. Não vamos dividir esta família agora. Eu não vou a lugar nenhum. Nunca desisto na vida e nunca vou desistir deste clube. Vamos manter esta família unida. Vamos trabalhar juntos e voltaremos a ganhar campeonatos. Tamos juntos.”


O que aconteceu nos bastidores: 


A disputa pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo está em um momento de grande tensão e efervescência nos bastidores. Nesta segunda-feira, 1º de junho de 2024, o empresário Norte-americano John Textor reacendeu o conflito ao cogitar processar Gabriel de Alba, sócio-proprietário do fundo de investimentos GDA Luma, que é atualmente o principal candidato a assumir como novo acionista majoritário do clube.


A Reivindicação Judicial de John Textor

Na semana passada, Textor entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra a Eagle/Ares, empresa que detém a maior parte das ações da SAF do Botafogo. Ele reivindica ser o verdadeiro dono de 90% das ações da SAF e alega que o clube social não tem o direito de negociar tais ações sem o seu consentimento prévio e expresso.


Essa ação judicial representa um movimento claro de Textor para tentar manter seu controle sobre o clube, que ele vinha conduzindo ao longo de 2023. No entanto, o cenário político dentro do Botafogo tem se mostrado cada vez mais desfavorável à sua permanência, especialmente após a entrada do fundo GDA Luma, liderado por Gabriel de Alba.


A Traição e o Conflito com Gabriel de Alba

Fontes próximas ao caso revelam que Textor se sente traído por Gabriel de Alba, apesar de ter sido ele próprio quem introduziu Gabriel nas negociações e na política interna do Botafogo. Esse sentimento de traição está no cerne do conflito atual.


De acordo com pessoas que acompanham o caso de perto, Textor cogita processar Gabriel de Alba, alegando que ele foi usado para facilitar sua entrada no clube, mas que agora Gabriel estaria utilizando manobras e enganos para fortalecer sua posição e assumir o controle da SAF.


O E-mail que Escancarou a Crise

Na última sexta-feira, 29 de maio, John Textor enviou um e-mail para o presidente atual do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, e para o ex-presidente Durcesio Mello, que acabou vazando e intensificou ainda mais a crise. No texto, Textor não menciona diretamente Gabriel de Alba, mas se refere a ele como “um homem que fortaleceu sua posição por meio de enganos”.


Em um trecho importante do e-mail, Textor explica que produziu um vídeo a pedido do clube social para se comunicar com os torcedores, mas deixa claro que não aceitará negociações das suas ações feitas sem seu envolvimento e consentimento. Ele afirma:


“Vou preparar o vídeo que você me pediu, já que sempre gosto de me comunicar com o clube social e com os nossos torcedores. Mas não tolerarei a negociação das minhas ações com um homem que eu apresentei e que fortaleceu sua posição por meio de enganos. Aliás, não posso tolerar negociações das minhas ações com ninguém sem meu envolvimento amigável e meu consentimento.”


Textor encerra o e-mail reafirmando seu compromisso com o Botafogo e seu desejo de continuar lutando pelo clube:


“Quero o melhor para o Botafogo, mas minha história no Botafogo não deveria terminar agora. Assim como conduzi o clube durante 2022, não vou parar de lutar pelo Botafogo até atravessarmos esse episódio e sermos campeões novamente.”


Análise Jurídica: Tese Fraca, Segundo Advogados

Especialistas jurídicos consultados sobre a possibilidade de John Textor processar Gabriel de Alba e impedir o avanço do fundo GDA Luma consideram a tese de Textor fragilizada no campo legal. Eles afirmam que, a não ser que haja uma decisão comprovadamente corrupta, a tentativa de Textor de manter o controle pode não prosperar na Justiça.


Por outro lado, há divergências entre os profissionais consultados. Alguns ressaltam que as negociações internas e os contratos da SAF são complexos, e que o processo pode se estender dependendo da estratégia das partes envolvidas.


Apesar disso, a percepção predominante é de que a narrativa de Textor funciona mais como uma estratégia para ganhar tempo e manter sua influência do que como uma ação com chances concretas de reverter a situação.


O Movimento do Botafogo e o Futuro da SAF

Na noite desta segunda-feira, 1º de junho, foi realizada uma reunião decisiva com mais de 50 conselheiros do Botafogo, convocada pelo presidente João Paulo Magalhães Lins em sua residência. Durante o encontro, a proposta de John Textor para voltar ao comando da SAF foi rejeitada por unanimidade.


Esse posicionamento reforça a intenção do clube de avançar com os novos investidores e encerrar o período de instabilidade causado pelas disputas internas.


Fontes ligadas ao clube indicam que o Botafogo deseja "tratorar" a situação, ou seja, resolver com rapidez e firmeza para que as negociações com a GDA Luma possam ser concluídas e o clube retome seu foco na reconstrução e nas conquistas esportivas.


Contexto e Impactos para o Botafogo

John Textor era o principal controlador da SAF do Botafogo desde 2022, período em que o clube buscava reestruturação e crescimento.

O fundo GDA Luma, liderado por Gabriel de Alba, surge como candidato a assumir o controle da SAF com uma proposta que agrada boa parte do conselho e do clube social.

A disputa jurídica e política entre Textor e Gabriel de Alba cria um ambiente de incerteza, mas o Botafogo demonstra vontade clara de seguir adiante com a nova gestão.

A rejeição da proposta de Textor indica um foco do clube em estabilidade e em evitar novos conflitos internos que possam prejudicar o planejamento esportivo.



A batalha pela SAF do Botafogo pode ser resolvida a qualquer momento. John Textor mantém sua posição de controle e promete lutar até o fim, enquanto Gabriel de Alba e o fundo GDA Luma ganham apoio para assumirem o comando.


O clube, por sua vez, demonstra firmeza em buscar um caminho que garanta estabilidade e permita o foco no futebol e nas conquistas. A próxima fase dessa disputa será decisiva para o futuro do Botafogo em 2024 e além.


Continuaremos acompanhando os desdobramentos dessa intensa disputa que movimenta o futebol brasileiro e a política interna de um dos clubes mais tradicionais do país.

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