Documento revela que 90% das ações da SAF do Botafogo, antes de John Textor, foram dadas como garantia à GDA Luma
Um documento oficial, especificamente o livro de registro das ações da SAF do Botafogo, revelou que 90% das ações que pertenciam a John Textor foram dadas como garantia à GDA Luma na ocasião de um empréstimo no valor de US$ 25 milhões de dólares (cerca de R$128 milhões na cotação da época).
A operação foi formalizada em 2 de fevereiro de 2026. Apesar disso, o empresário norte-americano John Textor afirma que ainda detém 90% da SAF do Botafogo. Ele tem declarado publicamente que o acordo atualmente em negociação entre o clube social, o grupo Eagle/Ares e a GDA é ilegal.
“90.000 ações ordinárias de classe B emitidas pela Companhia (Ações Empenhadas) bem como quaisquer Ações Adicionais e todos os Direitos Relacionados às Ações Adicionais (cada um conforme definido no Contrato de Penhor em Segundo Grau) em relação às Ações Empenhadas e às Ações Adicionais foram empenhadas à GDA Luma Onshore Holdco LLC (Parte Garantida), conforme estabelecido no Contrato de Empréstimo, datado de 2 de fevereiro de 2026, celebrado por e entre, dentre outras partes, a Companhia, o Empenhante e a Parte Garantida (Contrato de Empréstimo), nos termos do Contrato de Penhor de Ações de Segundo Grau datado de 2 de fevereiro de 2026, arquivado na sede da Companhia (Contrato de Penhor de Segundo Grau)“, é o que consta no Registro de Ações.
o presidente do Botafogo social, João Paulo Magalhães Lins, afirmou que a GDA já tinha o direito às ações por conta do empréstimo e que, agora, está buscando “melhorar as conversas” com o fundo de propriedade do empresário mexicano Gabriel de Alba.
– O Livro de Registro das ações, está claro, ele sendo controlador tirou as ações do próprio nome dele e colocou no nome da Eagle. Em fevereiro/2026 ele empenhou todas as ações em nome da GDA, ele próprio já tinha feito a GDA dona do Botafogo. O que nós estamos conseguindo fazer é melhorar as conversas com a GDA – afirmou João Paulo.

