Santi Rodríguez não queria entrar em campo contra o Cruzeiro, disse que só faltava 10 minutos, Marçal e Luís Filipe auxiliar técnico de Franclim Carvalho, interviram, informou Richard Souza (VÍDEO); Meia teve desvalorização de 58% em 1 ano e meio


Santi Rodríguez atuou poucos minutos contra o Cruzeiro e desvalorizou em 58% - Foto: Vítor Silva/Botafogo


A vitória do Botafogo por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, no último domingo (26/7), no Mineirão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi marcada por um episódio que chamou atenção nos bastidores e colocou novamente o meia uruguaio Santiago Rodríguez no centro das discussões.


Segundo relato do repórter Richard Souza, da TV Globo, o jogador demonstrou forte insatisfação ao ser chamado para entrar apenas aos 37 minutos do segundo tempo e, inicialmente, teria ameaçado não entrar em campo.


Assista abaixo: 



De acordo com a informação divulgada pelo jornalista, Santiago fez um gesto de negativo quando recebeu a orientação para substituir um companheiro. A situação só foi contornada após a intervenção do lateral Marçal, que teria empurrado o uruguaio em direção ao gramado e o incentivado a participar da partida.


Mesmo assim, ainda segundo Richard Souza, o camisa alvinegro continuou reclamando da decisão da comissão técnica.


— Por que ele vai me colocar em campo faltando dez minutos? — teria questionado Santiago Rodríguez a Marçal, em referência ao técnico Franclim Carvalho.


Ainda conforme a reportagem da TV Globo, Marçal comunicou a reclamação ao auxiliar técnico Luís Filipe, que precisou conversar diretamente com o jogador antes de sua entrada. O diálogo entre o auxiliar e o atleta teria sido decisivo para convencer Santiago a participar da partida.


Participação discreta


Depois de finalmente entrar em campo, Santiago Rodríguez teve atuação discreta e pouco conseguiu contribuir para o desempenho ofensivo do Botafogo nos minutos finais do confronto.


O episódio acabou roubando parte dos holofotes de uma vitória importante da equipe carioca, que somou mais três pontos na competição nacional.


Investimento milionário aumenta pressão


A situação ganha ainda mais repercussão pelo tamanho do investimento realizado pelo Botafogo para contratar o uruguaio.


Ainda sob a gestão de John Textor e com Alessandro Brito ocupando o cargo de diretor de gestão esportiva, o clube acertou a contratação de Santiago Rodríguez junto ao New York City FC em 22 de fevereiro de 2025, conforme analisado por nós da Gazeta Botafogo, no Twitter/X:



O acordo previa o pagamento de € 14,3 milhões, além de bônus por metas. Na cotação da época, o negócio foi estimado em aproximadamente US$ 15 milhões fixos (cerca de R$ 85,6 milhões), acrescidos de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 11,53 milhões) em bonificações condicionadas ao cumprimento de objetivos estabelecidos entre as partes.


Posteriormente, surgiram informações públicas de que John Textor não teria quitado integralmente os valores previstos no acordo, tema que fez parte de disputas envolvendo o empresário e compromissos financeiros ligados ao grupo.


Queda expressiva no valor de mercado


Além do rendimento abaixo das expectativas dentro de campo, outro dado chama atenção: a desvalorização do atleta no mercado.


Em aproximadamente um ano e meio desde a contratação, o valor de mercado de Santiago Rodríguez passou de € 14,3 milhões — montante investido pelo Botafogo na negociação — para cerca de € 6 milhões, uma redução próxima de 58%.


Embora valor de transferência e valor de mercado sejam indicadores diferentes, a queda reforça a percepção de que o investimento ainda não trouxe o retorno esportivo esperado.


Pressão cresce


Contratado para ser uma das principais referências técnicas do elenco, Santiago Rodríguez ainda busca justificar o alto investimento realizado pelo Botafogo.


O episódio ocorrido no Mineirão, caso confirmado conforme relatado pela TV Globo, tende a aumentar a pressão sobre o jogador, especialmente em um momento em que seu desempenho dentro de campo ainda está distante da expectativa criada quando chegou ao clube.


Agora, além de recuperar seu futebol, o uruguaio também terá de administrar o desgaste provocado pelo episódio dos bastidores, que rapidamente repercutiu entre torcedores e passou a alimentar questionamentos sobre sua postura e seu futuro no Alvinegro.

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