Textor ressurge em General Severiano e no Evento da Conmebol Libertadores Experience, falando em “voltar para casa” e recoloca disputa pelo controle da SAF do Botafogo contra a credora GDA LUMA e clube social no centro do debate até AGE de 24/9

Ex-controlador da SAF visita General Severiano, e participou da Libertadores Experience e afirma que pretende continuar a batalha judicial para recuperar o controle do futebol alvinegro; enquanto isso, movimento envolvendo GDA Luma avança para uma nova etapa



John Textor na taça gigante da Libertadores no Evento da Conmebol Libertadores Experience na Enseada de Botafogo - Foto Reprodução: Stories Instagram de John Textor



A disputa pelo controle da SAF do Botafogo ganhou um novo capítulo neste sábado (19/9). John Charles Textor de 60 anos, ex-controlador da SAF alvinegra, reapareceu publicamente no Rio de Janeiro e visitou a sede de General Severiano, em uma movimentação que recoloca o empresário norte-americano no centro da disputa societária que envolve o clube social, a Eagle Football e a GDA Luma, ligada ao empresário mexicano Gabriel de Alba de 53 anos.



Foto Reprodução/Instagram





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Textor publicou imagens e vídeos da visita em seu perfil oficial do Instagram, e resumiu o sentimento em uma frase: “Ainda me sinto em casa!”




Segundo o ge, Textor esteve em General Severiano, cumprimentou sócios e torcedores e acompanhou uma partida de futsal. O empresário agradeceu publicamente ao presidente João Paulo Magalhães Lins pela recepção, embora, de acordo com a apuração do veículo, os dois não tenham se encontrado pessoalmente durante a visita e tenham trocado mensagens respeitosas. 


“Maravilhoso vir ao nosso grande clube hoje e ser tão bem recebido pelo presidente JP e pelo clube social”, escreveu Textor, ao elogiar as melhorias realizadas nas instalações de General Severiano nos últimos dois anos.


A visita ocorreu no mesmo fim de semana em que o empresário também participou da Libertadores Experience, evento organizado pela Conmebol na Enseada de Botafogo, no bairro de mesmo nome do clube e que faz jus ao Navio Português Galeão Botafogo.


Textor afirma que continua sendo o dono

Em entrevista ao ge durante o evento, Textor voltou a sustentar sua tese central na disputa judicial: segundo ele, a operação pela qual suas ações foram transferidas para a Eagle seria inválida.


“É uma decisão dos Estados Unidos, mas sou o proprietário aqui no Brasil”, afirmou o empresário ao veículo, acrescentando que acredita que a Justiça brasileira reconhecerá sua posição ao final do processo. 


Textor também afirmou que gostaria de retomar o diálogo com o clube social e classificou a disputa como uma questão que deveria ser resolvida entre as partes.


“Eu gostaria de continuar o diálogo com o clube social. Eu não deveria ter que ir à Justiça”, declarou.


A declaração representa uma mudança de tom em relação a momentos anteriores da disputa, nos quais o empresário fez críticas mais duras à condução do futebol pelo clube associativo.


A disputa societária chega a um ponto decisivo

O reaparecimento de Textor ocorre justamente às vésperas de uma Assembleia Geral Extraordinária da SAF, convocada para a próxima quinta-feira (24/9).


A reunião deverá discutir um aumento do capital social por meio da emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias da Classe B, ao preço de R$ 0,01 por ação. De acordo com o ge, a aprovação poderá iniciar um processo de diluição da participação da Eagle. 


Atualmente, segundo a estrutura descrita pelo ge, o clube social possui 51% das ações da SAF, enquanto a Eagle Bidco detém 49%. A Eagle, porém, não exerce atualmente direitos políticos no cotidiano da SAF por determinação da Justiça do Rio. 


O movimento é considerado uma etapa importante para uma possível transferência do controle para a GDA Luma, empresa ligada a Gabriel de Alba.


É justamente nesse ponto que as diferentes linhas de informação sobre os bastidores do Botafogo passaram a se cruzar.


A promessa de Gabriel de Alba e o novo cenário

Alguns integrantes da mídia independente ligada ao Botafogo vinham sustentando que Gabriel de Alba retornaria ao Rio para concluir a assinatura de um contrato vinculante relacionado à GDA Luma dentro de aproximadamente três semanas.


O cenário, entretanto, ganhou outra configuração com o retorno de Textor à cena pública.


Há também registros anteriores de que a GDA Luma está diretamente envolvida na estrutura financeira da SAF. Reportagem do ge publicada em fevereiro informou que a empresa estava associada a uma promessa de aporte para o Botafogo e que Gabriel de Alba era apontado como um dos investidores envolvidos. 


Em junho, o UOL também informou que parte de um empréstimo de US$ 25 milhões concedido pela GDA Luma à SAF havia sido direcionada à SAF Botafogo USA, empresa nos Estados Unidos controlada por Textor. 


Paralelamente, documentos e reportagens publicados ao longo de 2026 passaram a apontar para uma estrutura na qual a GDA Luma poderia assumir participação majoritária na SAF.


Uma reportagem publicada em julho pelo GDA relatou que o clube social acionou mecanismo que alterou a composição acionária para 51% do associativo e 49% da Eagle, abrindo caminho, segundo a própria estrutura apresentada, para uma operação envolvendo a GDA Luma. 


O ge informou, por sua vez, que o novo acordo de acionistas da SAF estava sendo preparado pelos advogados do Botafogo e de Gabriel de Alba. 


Textor volta a falar de Tite

Outro assunto abordado pelo empresário durante sua passagem pelo Rio foi a contratação de Tite.


O técnico foi contratado pelo Botafogo nesta semana e assumiu o comando da equipe em meio à crise esportiva e administrativa do clube. O interesse em Tite, entretanto, não começou com a atual administração: o treinador já havia sido procurado durante a gestão de Textor. 


Questionado sobre a possibilidade de voltar a controlar a SAF, Textor afirmou que manteria Tite no cargo.


O empresário disse que, embora o estilo de jogo do treinador não correspondesse integralmente ao modelo que ele buscava anteriormente, considera que Tite pode oferecer estrutura e consistência ao time.


A declaração foi dada no contexto de sua defesa pública da possibilidade de retornar ao comando do futebol alvinegro.


O conflito agora envolve três frentes

A disputa pela SAF do Botafogo passou a reunir, na prática, três frentes principais.


De um lado está John Textor, que tenta obter na Justiça o reconhecimento de que continua sendo o proprietário das ações que foram transferidas para a Eagle.


De outro está o Botafogo associativo, presidido por João Paulo Magalhães Lins, que atualmente exerce o controle da SAF e conduz as medidas societárias destinadas a reorganizar a empresa.


E, no terceiro eixo, aparece a GDA Luma, de Gabriel de Alba, credora da SAF e apontada como potencial futura controladora dentro da estrutura negociada com o clube social.


A própria Justiça brasileira continua sendo decisiva para determinar os efeitos das decisões internacionais obtidas por Textor. O ge registrou que o empresário conseguiu decisões favoráveis recentes na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas que o desfecho relacionado à propriedade da SAF continua ligado ao processo brasileiro. 


Assista abaixo:



– Em primeiro lugar, não é uma decisão minha agora, como sabem, mas tentei muito contratá-lo há muito tempo. André Rizek disse algo recentemente que é bastante preciso quando falou sobre o estilo de jogo que buscávamos no Botafogo, mas na época em que conversei com Tite, achei-o encantador, maravilhoso, tão fácil de admirá-lo e respeitá-lo por causa de suas conquistas. Acho que, junto com seu filho, que considero um gênio absoluto, um técnico em desenvolvimento, estava ansioso para trabalhar com ele como um time – disse Textor.


– Talvez o estilo de jogo dele em diferentes situações não tenha se encaixado exatamente com o que gostaríamos, mas agora o que buscamos é estrutura e consistência, e voltar a ter uma mentalidade vencedora. Ele certamente é o técnico certo para nos manter na Série A e para nos fazer subir na tabela. Se eu voltar a assumir o controle, por mais que eu quisesse contratá-lo naquela época, com certeza o manteria agora – completou.



 – É uma decisão dos Estados Unidos, mas sou o proprietário aqui no Brasil. O contrato pelo qual vendi minhas ações para a Eagle foi firmado nos Estados Unidos e é nulo tanto nos Estados Unidos quanto aqui no Brasil. Levará algum tempo para que o processo judicial seja concluído aqui. Talvez se resolva aqui no Rio, talvez tenha que chegar a Brasília, mas no fim das contas, eu sou o dono. É muito frustrante estar fora do clube agora – disse, ao “GE”.


– Acho que não é só um teste para o Botafogo, é um teste para o futebol brasileiro. Fui convidado para investir não só na equipe, mas neste país. Acho que queremos incentivar esse investimento, tanto dentro do país quanto de fontes externas, para fortalecer o futebol brasileiro, o melhor futebol do mundo. Não podemos permitir que essas situações em que regras locais e a influência de clubes sociais, esses modelos antigos que levaram à criação e aprovação da Lei da SAF, continuem. Temos que proteger isso – continuou.


– Claro que digo isso de forma egoísta, porque meu interesse é o meu amor por este clube, mas acho que há muito mais em jogo do que apenas Botafogo. Acredito que, no fim das contas, os tribunais chegarão às decisões corretas. Eu sou o dono. Esta é uma briga de família entre mim e a Eagle. Sempre foi assim, isso já passou. Não acho que os clubes sociais devam se aproveitar da situação de forma oportunista. É hora de voltarmos ao caminho dos títulos, precisamos ser campeões – completou.




O FACE TO FACE “cara a cara” que pode definir a próxima etapa


Nos bastidores, do Botafogo afirmam que a reaparição de Textor poderá ser acompanhada de uma nova rodada de conversas com a direção do clube social segundo apurou a Gazeta Botafogo.


A expectativa relatada é de que o empresário conceda novas entrevistas à imprensa esportiva e busque um encontro direto com o presidente do Botafogo Social João Paulo Magalhães Lins e Eduardo Hahn Iglesias atual CEO da SAF Botafogo, que está sem dono, pois a GDA LUMA de Gabriel de Alba, como não assinou o contrato é credora, e o empresário mexicano é apenas um mecenas, um dono decorativo.



 Textor voltou ao palco que marcou sua passagem pelo Botafogo: General Severiano. E fez questão de registrar publicamente que ainda considera o clube sua casa.


A frase publicada pelo empresário — “Ainda me sinto em casa!” — ganha peso adicional diante de uma disputa que deixou de ser apenas uma discussão sobre gestão esportiva e passou a envolver ações, contratos, recuperação judicial, decisões internacionais e uma possível mudança de controle da SAF.


Quinta-feira pode ser o próximo ponto de inflexão

A Assembleia Geral Extraordinária marcada para 24 de setembro surge, portanto, como um dos próximos acontecimentos relevantes da disputa.


A proposta de aumento de capital poderá alterar novamente a estrutura acionária da SAF e, segundo o ge, faz parte do caminho estudado para uma futura transferência do controle à GDA Luma. 


Ao mesmo tempo, Textor continua afirmando que a transferência de suas ações para a Eagle é inválida e que pretende recuperar o controle do futebol do Botafogo por meio dos tribunais.


Com a GDA Luma aguardando a evolução da estrutura societária, o clube social tentando consolidar o controle e Textor voltando pessoalmente ao Rio para defender sua posição, a disputa pela SAF entra em uma fase na qual as próximas decisões societárias e judiciais poderão redefinir novamente o mapa de poder do Botafogo.


Por enquanto, uma coisa mudou: John Textor voltou a aparecer fisicamente no clube que afirma continuar considerando seu.

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