Um pedido de demissão, que nós da Gazeta Botafogo já havíamos antecipado no Twitter/X na última segunda-feira 4/2:
Thairo Arruda já deu a sua opinião sobre a loucura que é Textor pegar um empréstimo, dito como aporte, o que gerou o atrito entre eles. Se o Botafogo Associativo não barrar este loucura de John Textor, Thairo Arruda não será mais CEO do Botafogo. Uma grande baixa administrativa.
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) February 2, 2026
Thairo Arruda não é mais CEO da SAF do Botafogo. O dirigente anunciou a saída nesta sexta-feira (6/2), com um texto político, valorizando a evolução do Botafogo nos últimos quatro anos e sem entrar em polêmicas. Thairo Arruda junto de Danilo Caixeiro (candidato mais provável em ser o seu substituto) apresentaram a SAF Botafogo para John Textor no fim de 2021, até então Textor queria comprar a SAF do América Mineiro.
Segundo o que apuramos, Thairo Arruda e John Textor estavam com relação estremecida por conta do aporte-empréstimo via GDA LUMA e Hutton Capital prometido pelo acionista da SAF, considerado arriscado por ter um juros de 25% ao mês.
Nas últimas semanas, Thairo e Textor, que foram parceiros próximos por quase quatro anos, tiveram diversas discordâncias nos bastidores da administração do Botafogo. O agora ex-CEO se posicionou contra o programador e empréstimo Norte-americano de US$ 25 milhões desejados pelo americano para pagar a dívida com o Atlanta United e retirar o alvinegro do Transfer Ban. Além disso, Thairo também foi contra as vendas de Danilo e Montoro ao Nottingham Forest.
Leia o texto de despedida do Thairo Arruda após pedir demissão da SAF Botafogo:
““Os jogadores vão e vêm…”
Hoje chegou a minha vez de me despedir da estrela mais brilhante do céu, o clube que marcou a minha vida para sempre.
Foram quatro anos intensos, vividos no limite da emoção. Saímos de um começo extremamente difícil, sem estrutura básica para os atletas (chuveiros sem água quente, gelo na caixa d’água, marmita pros atletas… etc), atravessamos retomadas, colapsos, noites sem dormir, decisões duras… Vivemos o melhor ano da história em 2024 e enfrentamos, com coragem, o dramático desafio societário de 2025. Cada fase deixou marcas profundas.
Mas se aprendi algo aqui, é que a Fênix é alvinegra. Cai, sente o golpe, mas sempre se levanta — mais forte. E vai se levantar de novo.
Entreguei a esse clube o melhor de mim. De corpo, alma e coração. Ao longo do caminho, encontrei pessoas que viraram família. Gente que ama esse escudo de forma rara e que continuará lutando todos os dias pelo nosso Fogão.
Levo comigo histórias, aprendizados, cicatrizes e um orgulho imenso. Um dia, talvez eu coloque tudo isso no papel, para contar o que foi viver esse capítulo por dentro.
O projeto segue. O clube é maior do que qualquer pessoa. E a torcida é a alma que move tudo isso. Vocês são a força que empurra, sustenta e faz o clube sobreviver nos momentos mais difíceis.
Por isso, deixo um último pedido, do fundo do coração: continuem. Apoiando e acreditando. Empurrando esse time de guerreiros dentro e fora de campo.
A John Textor: a minha gratidão pelo convite a fazer parte desse projeto
Obrigado, obrigado, obrigado, Botafogo.
