Auxiliar técnico do Botafogo, Pablo de Muner, em coletiva de imprensa considera injusta eliminação do Botafogo na Pré-Libertadores para o Barcelona De Guayaquil: ¨Um Golpe Duro¨ (VÍDEO)

 
Pablo de Muner - Foto Reprodução: Botafogo TV/Youtube



Com a expulsão do técnico Martín Anselmi, coube ao auxiliar Pablo de Muner analisar a precoce eliminação do Botafogo da Libertadores. Em jogo sem inspiração, a equipe alvinegra foi derrotada por 1 a 0 pelo Barcelona de Guayaquil, nesta terça-feira, no estádio Nilton Santos, na volta da terceira fase da pré-Libertadores.


Assista abaixo:


- Há que assumir a responsabilidade. Um golpe muito duro para todos. Agradeço à torcida pelo apoio, foi extraordinária. É futebol. Tínhamos mérito para vencer, mas não conseguimos. Algo nos faltou e vamos buscar isso. Estamos buscando desde o primeiro dia. Temos que assumir o golpe, a responsabilidade e melhorar.


O desempenho ruim do time em campo se refletiu na área técnica. Martín Anselmi teve episódios de tensão ao longo da partida. Chegou a ter uma forte discussão com a comissão técnica do Barcelona no primeiro tempo e, no fim do jogo, acabou expulso por reclamação, após o árbitro não considerar pênalti em Barboza em disputa na área do Barcelona.


Com a expulsão, o técnico deixou a beira do campo e não pôde participar da entrevista coletiva ao fim do jogo.


O Botafogo teve domínio da posse de bola durante toda a partida e criou algumas chances de perigo. Ao todo, somou 19 finalizações, contra 8 do Barcelona. Para a comissão técnica, ficou a sensação de placar injusto.


- É difícil gerar chances com muita gente na defesa. Mas geramos, algumas claras, outras nem tanto. Buscamos todas as variações possíveis para chegar pelos lados ou pelo centro. A diferença está em que eles tiveram uma oportunidade e conseguiram. Nós tivemos muitas, mas não fizemos. Me parece que hoje foi injusto o resultado. É a sensação que tivemos do jogo.


Com a eliminação da Libertadores, sobra para o Botafogo uma vaga na Sul-Americana. A equipe volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Flamengo, no estádio Nilton Santos. Diante do rival, o time vai tentar virar a página da Libertadores e buscar combustível por um desfecho melhor na temporada.


Veja outras respostas do auxiliar:

Improvisações


- Nós buscamos variantes. Sabíamos que depois do gol eles iriam esperar muito mais atrás do que imaginávamos no começo. Então gente muito fina para poder construir, finalizar, chegar no último terço com opções. Tivemos nossas chances e lamentavelmente não aproveitamos. Tem a ver com isso, juntar gente de pé bom além do posicional. Creio que conseguimos porque todos os movimentos que fizemos foram positivos. Mas quando não encontra o gol, é difícil. Creio que eles finalizaram só uma vez no nosso arco, fizeram o gol e saíram em vantagem. Buscamos, mas não fomos efetivos.


Sul-Americana prioridade?


- Estamos no Botafogo, sabemos que aqui tem que ser protagonista, buscar todos os torneios e todas as frentes, buscar o máximo. Isso que vamos tentar. Nosso objetivo era hoje classificar. Bom, agora temos a Sul-Americana e apontaremos para a Sul-Americana e os torneios que temos pela frente, preparando da melhor maneira. E também aproveitando os jogadores que vamos ter nas posições, que são vários.


Como reanimar o elenco?


- A vida é a mesma. Obviamente o golpe é duríssimo. O que nos resta? Levantar e seguir. Essa é a realidade. Futebol tem essas coisas, hoje cabe a nós viver isso. Estamos dispostos a enfrentá-la e sair (dessa situação), e melhorar tudo que fizemos até agora.


Nathan e Caio Valle


- Caio é um dos tantos jovens que desde que chegamos ganharam um lugar, foram uma surpresa muito boa. Sacar o Montoro e colocar o Caio era uma substituição arriscada, nós sabíamos, mas precisávamos de fôlego, e o garoto teve isso, teve responsabilidade, pedia a bola, alguns passes errou e voltou a pedir (a bola). É a classe de jogadores que necessitamos. É um garoto que, junto com o outro, tem um futuro enorme. E um pouco da ambição do nosso corpo técnico é potencializar jogadores e dar possibilidades. No contexto que estávamos, acreditamos que eles buscaram, brigaram, e por isso tiveram os minutos que tiveram hoje.


Arbitragem


- O árbitro, não há que pôr desculpas. Nós, repito, tanto no Equador como aqui fizemos uma boa série, por distintos motivos não passamos, isso nos dói. Mas fizemos todos os esforços que estavam ao alcance, hoje se notou até a última bola. E assumir a responsabilidade. Sem desculpas. Dominar no peito e seguir adiante.

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