Um dos possíveis novos investidores da SAF Botafogo; John Elkann quer união e paixão atreladas em reconstrução da Ferrari, na Fórmula 1 em 2026, após temporada frustrante de 2025


John Philip Jacob Elkann - Foto Divulgação/Ferrari 



John Elkann é um dos 6 investidores interessados em comprar a SAF Botafogo, após a gestão temerária de John Textor, desde o modelo de caixa único entre o Nosso Fogão e o Olympique Lyonnais, clube da cidade de Lyon, em Ródano-Alpes, na França. Até transferências fantasmas de jogadores valiosos do Botafogo que seriam do OL, e que foram para o Nottingham Forest e até o Fluminense. Textor implodiu a Eagle Holdings BidCo Limited com um monte de dívidas, que têm além do Botafogo, Lyon, e RWDM Brussels, por intermédio da Ares Management Corporation, maior credora desta holding, eles conseguiram o aval da legislação inglesa, e colocaram a Cork Gully para assumir o negócio através de recuperação, que no caso será vendendo os 3 clubes, e entre eles está o Botafogo, há 1 semana atrás em 10/4, acontecia o anúncio de venda, no Financial Times.


A movimentação de John Elkann para redefinir os rumos da Ferrari não é apenas uma reação a um resultado decepcionante de 2025 — é uma tentativa clara de reestruturação estratégica com implicações que vão além das pistas. O que se vê é uma liderança pressionada, reagindo com firmeza e impondo disciplina após um ciclo de frustração competitiva na Fórmula 1.


Assista ao vídeo de John Elkann em entrevista à imprensa, em 11/11/2025:


O que disse Elkann: O Brasil (prêmio de interlagos em São Paulo/SP) foi uma grande decepção e, se olharmos o campeonato de Fórmula 1, podemos dizer que, por um lado, temos (Ferrari) nossos mecânicos que estão de fato vencendo o campeonato com o desempenho que tiveram nos pit stops e em tudo o que foi feito. Se olharmos para os nossos engenheiros, não há dúvida de que o carro melhorou. Se olharmos o resto, não está à altura e certamente temos pilotos (Charles Leclerc e Lewis Hamilton) que são importantes, que devem se concentrarem em dirigir, que falem menos, e ainda temos corridas importantes pela frente — não é impossível alcançar o segundo lugar. Este é o convite mais importante: desde Bahrein, é a demonstração de que, quando a Ferrari é uma equipe, nós vencemos. Sim.


O que John Elkann CEO da Exor pensa sobre a Ferrari?


O que ele disse à Nicolai Tangen, CEO do Norges Bank: 

Nicolai: Eu consigo perceber que, quando você fala da Ferrari, você sorri de forma diferente de quando falamos de algumas outras empresas aqui. 


John Elkann: A Ferrari é uma empresa muito especial, vai além de ser apenas ótima. 


Nicolai: Então, o que a torna tão especial?

John Elkann: A Ferrari é sobre paixão, e também existe um espírito competitivo dentro do mundo das corridas. Vencemos em Mônaco há apenas uma semana, com Charles Leclerc, que é de Mônaco, ganhando pela primeira vez em seu país. E Mônaco é uma corrida realmente importante — são momentos de alegria incrível.



Na reunião anual de acionistas em Amsterdã, Elkann deixou claro que 2026 não será apenas mais uma temporada — será um ponto de reinício estrutural. Após um 2025 em que a Ferrari terminou apenas em quarto no Mundial de Construtores, o recado foi direto:


“Estamos enfrentando isso com unidade e determinação, focados no trabalho necessário para voltar mais fortes.”


A fala não foi retórica. Dentro da governança corporativa da Ferrari, esse tipo de declaração funciona como ordem estratégica.


E o diagnóstico é duro: uma equipe com orçamento bilionário, mais de mil funcionários e dois pilotos de elite — Lewis Hamilton e Charles Leclerc — não pode aceitar inconsistência, falhas estratégicas e problemas de confiabilidade como os vistos em 2025.


“Falar menos”: disciplina ou tensão interna?


A frase polêmica de Elkann no fim de 2025 — mandando os pilotos “falarem menos” — gerou críticas externas. Mas sob a ótica atual, ela revela algo maior: uma mudança de cultura.


Não se trata apenas de comunicação, mas de controle:


Redução de ruído externo

Centralização de decisões

Foco total em execução


Em linguagem corporativa: Elkann está tentando transformar a Ferrari em uma máquina mais eficiente, sendo menos emocional, mais técnica.


O modelo vencedor: o sucesso do carro de corrida 499P


A referência central de Elkann vem do endurance. A Ferrari dominou o FIA WEC com o hipercarro 499P, incluindo vitórias consecutivas em Le Mans.


O próprio presidente fez questão de marcar presença em Imola:


“John Elkann quis fortemente estar presente. Em Imola, o presidente da Ferrari visitou a equipe que no ano passado subiu ao topo do mundo com a 499P. Um gesto que vale mais do que mil palavras — sinal de que o projeto hypercar é mais central do que nunca para Maranello.”


Esse programa virou o “manual interno” da Ferrari:


Estrutura enxuta

Liderança técnica clara

Integração total entre áreas

Pouco ruído público


Mensagem implícita: a Fórmula 1 precisa copiar esse modelo.


A era moderna da Fórmula 1 traz mudanças profundas:


Motores com divisão 50% combustão / 50% elétrica

Combustíveis 100% sustentáveis

Aerodinâmica ativa

Fim do MGU-H


Historicamente, esse tipo de mudança redefine hierarquias. Para a Ferrari, é a melhor chance em quase duas décadas de voltar ao topo.


Mas Elkann deixou claro: só talento não basta.


Ele destacou quatro pilares de “unidade”:


Integração técnica (simulação vs pista)

Alinhamento piloto–engenharia

Sinergia motor–chassi

Disciplina estratégica nas corridas


Hamilton x Leclerc: ativo ou risco?


A dupla é uma das mais fortes da história recente:


7 títulos mundiais de Hamilton 

100+ vitórias

Mais de 200 pódios


Mas também representa um desafio clássico: dois líderes em um único projeto.


A diretriz de Elkann indica o modelo:


Divergência interna: permitida

Exposição pública: proibida


É uma abordagem semelhante a outras equipes que enfrentaram conflitos internos no passado — com resultados mistos.


A Ferrari começou a temporada com três pódios consecutivos. Ainda assim, enfrenta limitações:


Mercedes lidera com folga

Problemas de velocidade em reta

Dependência de erros rivais


Mesmo assim, há sinais positivos:


Hamilton adaptado ao novo carro

Primeiro pódio com a Ferrari

Leclerc consistente no top 5


Atualmente, a equipe ocupa o segundo lugar no campeonato de construtores.


O fator industrial: EXOR e o efeito rede


Aqui entra um elemento pouco discutido — mas potencialmente explosivo.


A Ferrari faz parte do grupo EXOR, que controla:


Stellantis

Fiat

Marcas esportivas e industriais globais


Se Elkann avançar em uma eventual aquisição da SAF do Botafogo, abrirá um cenário interessante:


Possível sinergia esportiva:

Branding global integrado (Ferrari + futebol)

Expansão de mercado na América Latina

Aumento da venda de carros elétricos da Stellantis em competição com a BYD

Ativações comerciais cruzadas

Plataforma de marketing esportivo unificada

Botafogo e Juventus como clube irmãos, se for bilateral será sensacional, não sendo apenas uma relação de clube-satélite.


Na lógica da EXOR, isso não seria apenas esporte — seria estratégia de influência e posicionamento global esportiva em várias categorias.


Ferrari em modo reconstrução total


O discurso de Elkann não deixa espaço para dúvida: a Ferrari está em reformulação.


Não é apenas sobre ganhar corridas. É sobre:


Reorganizar processos

Reforçar liderança

Alinhar cultura

Recuperar credibilidade


A mensagem final é clara — e dura:


A Ferrari não vê 2026 como evolução.

Vê como obrigação de retorno ao topo.


E, se a doutrina de “unidade e determinação” funcionar, o impacto pode ir muito além da Fórmula 1 — alcançando inclusive novos territórios, como o futebol global, dentro do ecossistema da EXOR.

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