O Grupo Dass, que detém os direitos da marca italiana-sul-coreana Fila, pediu à Justiça a produção antecipada de provas para constatar se a SAF do Botafogo tem repassado ao clube associativo os valores previstos em lei para pagamento dos credores. A informação foi publicada pelo portal “JOTA”.
A cobrança é referente a uma dívida de cerca de R$ 40 milhões contraída em 2011, na ex-gestão do então presidente Mauricio Assumpção, quando o Botafogo quebrou o contrato com a Fila alegando má distribuição dos produtos a lojas e atraso nas entregas dos uniformes das categorias de base. O Glorioso pouco depois firmou acordo com a Puma.
A ação do Grupo Dass, que tramita na 11ª Vara Cível do Foro Central Cível da Comarca de São Paulo, cita John Textor, dono da SAF, João Paulo Magalhães Lins, presidente do associativo, e o ex-CEO da SAF Thairo Arruda – que ainda não foi intimado pela dificuldade em localizá-lo judicialmente.
Por conta da dificuldade em localizar Thairo, a ação segue parada, mesmo tendo sido apresentada em agosto de 2025, acrescenta o portal.
A dívida do Botafogo com o Grupo Dass está no âmbito da recuperação extrajudicial, voltada para os credores cíveis. A empresa alega que o clube não pagou nada aos seus credores, descumprindo as determinações da Lei da SAF, enquanto faz “vultuosos investimentos na contratação de jogadores de alto nível”.
O que dizem a SAF e o Botafogo Social?
Em nota, a SAF do Botafogo afirma que “possui dois planos para pagamento de dívidas oriundas do clube associativo: a Recuperação Extrajudicial (Cível) e o Regime Centralizado de Execuções (Trabalhista). O Grupo Dass integra a listagem de credores da REJ, reconhecida pelo Tribunal de Justiça do Rio, compromisso em que a SAF está rigorosamente em dia com suas obrigações.”
O Botafogo social, por sua vez, informou que “acompanha o processo mencionado e esclarece que a matéria está inserida no contexto da reorganização institucional decorrente da constituição da SAF Botafogo”.
