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Joaquín Correa teve que ser segurado por Bruno Fuchs para não ter entrado nas vias de fato com o ingrato e traíra do Marlon ¨Piscadinha¨ Freitas - Foto Reprodução: GE/SporTV |
Em um movimento que evidencia o clima de ruptura entre clube e jogador, o Botafogo de Futebol e Regatas decidiu retirar uma das imagens mais emblemáticas de sua história recente no Estádio Nilton Santos: a foto de Marlon Freitas beijando a taça da Libertadores de 2024.
A decisão, revelada inicialmente pelo portal Lance!, não foi meramente estética — trata-se de um recado direto, duro e carregado de simbolismo. O espaço foi imediatamente ocupado pela imagem do lateral-esquerdo Fernando Marçal, sinalizando uma clara reconfiguração de quem o clube deseja substituir em sua memória institucional.
Marlon Freitas o ingrato, após a piscadinha de 01/11/2023, decidiu provocar a torcida do Botafogo, em entrevista à Espn em 12/03/2026, onde alegou que o título do Paulistão conquistado pelo Palmeiras, era maior que a Libertadores e o Brasileirão de 2026. A declaração que incendiou o Botafogo
O estopim da crise foi essa entrevista concedida por Marlon já como jogador do Palmeiras. Nela, o atleta deixou a entender que o título do Campeonato Paulista de 2026 conquistado semanas após sua chegada ao Palmeiras, foi o mais marcante de sua carreira.
A declaração caiu como uma bomba em General Severiano.
Para torcedores e bastidores do Botafogo, a fala foi interpretada como uma desvalorização direta das conquistas históricas de 2024; especialmente a Libertadores, considerada o maior título da história recente do clube.
O episódio rapidamente transformou o ex-capitão em persona non grata para parte significativa da torcida.
A história até então de Marlon Freitas com o Botafogo parecia roteiro de recuperação após o fatídico ano da pipocada de 2023. Capitão do time histórico de 2024, ele liderou o clube nas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores — um feito raríssimo no futebol nacional e continental.
Durante aquele período, o volante era visto como símbolo de liderança, raça e identificação com a torcida. No entanto, a saída para o Palmeiras no início de 2026 marcou o início de uma rápida deterioração dessa relação.
Dias depois em 18 de Março de 2026, após o apito final de Palmeiras 2 x 1 Botafogo, houve um atrito do passado contra o presente.
A vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Botafogo, no Allianz Parque, deveria ser apenas mais um jogo do Brasileirão.
Relembre as cenas:
Santi Rodríguez e Joaquín Correa fizeram o que tinha de ser feito com o Marlon Freitas, aos 42 minutos pra 43 minutos do segundo tempo.
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) March 19, 2026
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treta entre marlon freitas e os jogadores do botafogo
— out of context brasileirão (@oocbrsao) March 19, 2026
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Na saída de campo, Marlon Freitas discute com ex-companheiros de Botafogo.#futebol #palmeiras #botafogo #brasileirao pic.twitter.com/KQIiqysXpE
— ge (@geglobo) March 19, 2026
Logo após o apito final, Marlon Freitas se envolveu em uma discussão acalorada com vários jogadores do Botafogo — incluindo Joaquín Correa, Álvaro Montoro e Fernando Marçal. A situação rapidamente saiu do controle e exigiu intervenção de atletas e membros das comissões técnicas.
Relatos indicam que o estopim foi uma falta dura de Correa ainda nos minutos finais, que levou Marlon a “tirar satisfação” de forma agressiva, iniciando o tumulto.
Imagens e bastidores revelados depois mostram que o clima esquentou ainda mais:
Marlon discutiu diretamente com Correa, com troca de ofensas e gritos.
Também houve enfrentamento com Montoro e outros jogadores que tentaram intervir.
Alex Telles foi abordado no meio da confusão.
Marçal chegou a empurrar jogadores em meio ao tumulto.
Segundo relatos de bastidores, o clima seguiu tenso até a entrada nos vestiários, evidenciando que o problema ia muito além de um lance de jogo.
O que era idolatria de alguns virou ressentimento de todos.
Bastidores tensos e ruptura definitiva
As declarações não foram um caso isolado. Segundo apuração, o comportamento de Marlon Freitas após a transferência também gerou desconforto interno.
No reencontro entre Botafogo e Palmeiras, o volante se envolveu em discussões com ex-companheiros, incluindo nomes importantes do elenco. O clima esquentou a ponto de trocas de acusações nos bastidores, evidenciando que a relação já estava completamente desgastada.
A soma de fatores — saída conturbada, declarações polêmicas e atritos diretos — levou a diretoria alvinegra a tomar uma decisão simbólica, porém contundente: apagar sua imagem de um dos locais mais emblemáticos do clube.
A retirada da foto vai além de um simples gesto administrativo. Trata-se de uma mensagem clara: no Botafogo, a história é construída coletivamente — e a memória do clube não será moldada por quem, na visão interna, não honra esse legado.
A retirada da foto de Marlon Freitas da área de entrada ao campo do Estádio Nilton Santos não é apenas um episódio isolado — é um símbolo de como reputações podem ser reescritas rapidamente no futebol moderno.
De capitão histórico a figura contestada em poucos meses, o volante se tornou um exemplo emblemático de como palavras, atitudes e timing podem redefinir legados.
No Botafogo, a mensagem está dada: títulos importam — mas lealdade, aparentemente, importa mais.

