Jogadores apoiavam Anselmi, mas Textor autorizou a demissão do ex-treinador no Botafogo; Agente Hugo Cajuda vai querer que multa rescisória seja paga de forma integral ao invés de cláusula de mitigação


Hugo Cajuda; Léo Coelho, Martín Anselmi e Alessandro Brito em 20/01/2025 - Foto Reprodução


A demissão do agora ex-técnico Martín Anselmi do Botafogo, revelou um cenário de tensão interna e decisões centralizadas que vêm marcando a gestão recente do clube carioca sob a chancela de John Charles Textor o programador e empresário Norte-americano controverso tanto na França, quanto na Bélgica e no Brasil, com a ainda sua Eagle Football Holdings fundada em 2021. Embora os resultados em campo tenham pesado contra o treinador, os bastidores indicam que a saída esteve longe de ser um consenso — especialmente entre os jogadores.


Jogadores apoiaram permanência


Assista abaixo:


Segundo informações do jornalista Felipe Silva, da ESPN, Anselmi era amplamente respeitado dentro do elenco. Descrito como um técnico acessível, agregador e sem vaidade, ele mantinha boa relação com o grupo, o que tornou sua demissão ainda mais surpreendente internamente.


Relatos apontam que atletas chegaram a procurar o treinador após a decisão para prestar apoio, evidenciando que havia respaldo no vestiário para sua continuidade, mesmo diante da pressão por resultados.


Decisão partiu de John Textor


A saída foi liderada pelo dono da SAF, John Textor, que avaliou que o trabalho não apresentava evolução suficiente. Mesmo com membros da diretoria defendendo a permanência e acreditando em recuperação, prevaleceu a visão de que o ciclo havia se encerrado.


A condução do processo reforça o modelo de gestão centralizado adotado por Textor, que tem sido protagonista nas principais decisões esportivas do clube.


Botafogo acelera busca por substituto


Com a vaga aberta, o Botafogo já atua no mercado em busca de um novo treinador. Um dos nomes especulados é o de Hernán Crespo, livre desde sua saída do São Paulo. Ainda não há confirmação de negociações, mas a diretoria trabalha com urgência para anunciar um substituto nos próximos dias. Além de Crespo outros nomes são sondados tais como: Martín Palermo, Fernando Diniz e Dorival Júnior que pode ser demitido a qualquer momento no Corinthians; além dos portugueses: Hugo Oliveira, Luís Pinto, Vasco Seabra, Vasco Matos, Luís Castro do Levante (ESP) e Ricardo Soares.


Disputa milionária ganha força nos bastidores


Se a decisão esportiva já gera debate, o cenário fora de campo pode se tornar ainda mais delicado. De acordo com o jornalista Diogo Dantas, do ¨O Globo¨, o rompimento com Anselmi abriu uma disputa significativa envolvendo o pagamento da multa rescisória.


O estafe do treinador, liderado pelo agente Hugo Cajuda, adota uma postura firme e sem margem para negociação neste momento. Cajuda, que já acumula atritos com Textor desde episódios anteriores no clube, não pretende dialogar diretamente com o dirigente e exige o cumprimento integral do contrato.


Divergência contratual pode ir longe


O ponto de conflito gira em torno da chamada cláusula de mitigação. Enquanto o Botafogo acredita poder reduzir custos caso Anselmi acerte com outro clube, o lado do treinador sustenta que essa cláusula só teria validade a partir de junho de 2026.


Com isso, os representantes exigem o pagamento integral dos salários até o fim de 2027, descartando qualquer tipo de acordo. O valor total pode alcançar cerca de 4 milhões de euros (mais de R$ 21 milhões), a serem pagos de forma parcelada.


Bastidores expõem divisão estrutural


A crise também evidencia divisões internas na condução do futebol. Anselmi havia sido contratado por Thairo Arruda após pedido de John Textor, enquanto sua demissão foi executada por Alessandro Brito, seguindo orientação direta de Textor. Pois Hugo Cajuda não fala com o ainda acionista majoritário da SAF Botafogo.


Técnicos de maior destaque que Hugo Cajuda agencia através da FIA Football & Agencies Management:


Abel Ferreira – um dos principais nomes da carteira, multicampeão pelo Palmeiras

Leonardo Jardim – conhecido pelo trabalho no Monaco e projetos internacionais

Artur Jorge – passagem recente pelo Botafogo

Ricardo Sá Pinto – carreira internacional consolidada

José Morais – experiência em seleções e clubes do exterior


Técnicos europeus e em ligas competitivas

Aitor Karanka

Borja Jiménez

Hélder Cristóvão

Nuno Campos

Rui Duarte


Técnicos com passagem por seleções ou base

Hélio Sousa – seleção do Kuwait

Emílio Peixe – categorias de base de Portugal

Rui Bento


Outros nomes do portfólio

Petit

Bruno Pereira

Paulo Turra

Vasco Faísca

Nélson Antunes

Rúben Teles

Caio Zanardi


Comissão técnica e assistentes

Castanheira – membro de comissão técnica (ligado ao Palmeiras)


Estrutura e perfil da agência


A carteira mostra um padrão claro: forte presença de técnicos portugueses e atuação global, com profissionais espalhados por Europa, Oriente Médio e América do Sul. A FIA Football atua no gerenciamento de carreira e já operou em mais de 25 países, consolidando uma rede internacional relevante.


A relação entre Hugo Cajuda e John Textor já vinha desgastada antes mesmo do caso Anselmi. O principal ponto de atrito ocorreu na saída de Artur Jorge do Botafogo.


Na ocasião, houve forte divergência entre as partes sobre a condução da não renovação contratual do treinador. Cajuda criticou a postura da SAF e de Textor nos bastidores, enquanto o clube seguiu outro caminho esportivo, encerrando o ciclo do técnico português.


O episódio deixou marcas na relação, que passou a ser considerada praticamente rompida. Desde então, o agente adotou uma postura mais rígida nas negociações envolvendo seus representados com o Botafogo.


Reflexo no caso Anselmi


Esse histórico ajuda a entender o tom atual do impasse envolvendo Anselmi. Hugo Cajuda não pretende flexibilizar a cobrança da multa rescisória e evita qualquer interlocução direta com Textor, reforçando o clima de tensão entre as partes.


Com uma carteira influente e presença global, Cajuda se consolidou como um agente de peso — e suas disputas com dirigentes, como no caso do Botafogo, tendem a ter impacto esportivo e financeiro relevante.


Outro fato: Tanto nas apresentações de Artur Jorge em 6 de Abril de 2024 e de Martín Anselmi em 20 de Janeiro de 2026, por exigência de Hugo Cajuda, John Textor não pôde estar presente. E assim será mantido, quando contratar qualquer técnico ligado ao agente Hugo Cajuda.

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