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John Textor no Estádio Nilton Santos em 2025 - Foto: Thiago Ribeiro/AGIF |
A Assembleia Geral Extraordinária foi adiada, o ainda acionista majoritário em pé de guerra e o futuro do Botafogo, um dos clubes mais tradicionais e lendários do futebol brasileiro pendendo na corda bamba. O cenário foi o Estádio Nilton Santos, nesta segunda-feira, 20 de abril, mas a disputa é em inglês, estratégias jurídicas complexas e milhões de dólares em jogo.
O Que Aconteceu na AGE Que Não Houve
John Textor, o investidor Norte-americano à frente da Eagle Bidco (controladora da SAF do Botafogo), compareceu pessoalmente ao estádio para comandar a Assembleia Geral Extraordinária que poderia dar um norte nos rumos do clube. No entanto, o encontro foi adiado por falta de quórum – era necessário mais de 90% dos acionistas presentes, um patamar que não foi alcançado.
A Eagle Bidco mandou cinco advogados como representantes, demonstrando preparo jurídico e interesse formal. Por outro lado, o clube social do Botafogo – que detém o poder de veto da SAF – não enviou nenhum representante. Essa ausência, estratégica ou não, inviabilizou a instalação da assembleia.
Textor, mesmo sem poder formalizar a reunião, fez um breve discurso aos presentes alegando que visa uma recuperação judicial para que novos investidores não comprem o Botafogo. O Tribunal Arbitral da FGV, que acompanha o caso, mandou gravar os acontecimentos e havia solicitado a presença da Cork Gully, administradora judicial da Eagle Bidco. Advogados compareceram, mas, além do clube social, também não houve representantes da ARES (A maior credora na Eagle BidCo) nem da própria Cork Gully.
Com o novo Transfer Ban sofrido pelo Botafogo, a disputa ficará ainda mais acirrada para a próxima segunda-feira 27/4, quando haverá quórum suficiente para a realização da AGE.
