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Ferraresi comemorando o seu prumeiro gol pelo Botafogo contra o Remo, ao lado de Kadir Barría - Foto: André Durão |
Em um cenário cada vez mais de estrangeiros no futebol brasileiro, o Botafogo tem adotado uma política clara e estratégica para lidar com seu elenco internacional: o rodízio constante de atletas estrangeiros. Sob o comando do técnico Franclim Carvalho, o clube alvinegro tenta equilibrar desempenho esportivo, minutagem dos jogadores e as limitações impostas pelas competições nacionais e continentais.
Regulamento influencia diretamente nas escolhas
O Brasileirão, organizado pela Confederação Brasileira de Futebol, permite a inscrição de apenas nove jogadores estrangeiros por partida. Já nas competições da Conmebol, não há limite para atletas de fora do país. Essa diferença regulatória obriga a comissão técnica a fazer escolhas difíceis a cada rodada nacional — e é aí que o rodízio ganha protagonismo.
Atualmente, o Botafogo conta com 14 jogadores estrangeiros em seu elenco. Desses, apenas o goleiro colombiano Christian Loor ainda não entrou em campo sob o comando de Franclim. Todos os demais já tiveram oportunidades, o que reforça a política de rotação e gestão de grupo.
Quem mais joga — e quem mais rende
De acordo com levantamento do ge, dois nomes lideram em número de partidas disputadas: o atacante panamenho Kadir e o meia argentino Medina. Ambos participaram de sete dos oito jogos desde a chegada de Franclim.
No entanto, quando o critério é minutagem, o destaque vai para o zagueiro argentino Barboza. Titular em seis partidas, ele soma 581 minutos em campo, sendo peça importante na estrutura defensiva da equipe. Apesar disso, seu futuro no clube é incerto: Barboza está em negociação com o Palmeiras, foi poupado na última rodada dentro do rodízio e sequer foi relacionado para o confronto contra o Remo.
Participação ofensiva distribuída
Mesmo com a alternância frequente, o impacto dos estrangeiros no setor ofensivo é significativo. Quatro jogadores já marcaram gols desde a estreia de Franclim: Nahuel Ferraresi, Mateo Ponte, Medina e Montoro — todos com um gol cada.
Além disso, a contribuição em assistências também mostra a diversidade do elenco: Barboza, Chris Ramos, Joaquín Correa, Kadir e Mateo Ponte já distribuíram passes decisivos.
Estratégia ou necessidade?
O rodízio adotado por Franclim Carvalho não é apenas uma escolha tática — é também uma resposta às limitações regulatórias e ao calendário intenso. A gestão de um elenco com alta presença estrangeira exige equilíbrio entre dar ritmo de jogo, manter competitividade e evitar desgaste físico.
Estrangeiros com Franclim
| JOGOS | MINUTOS EM CAMPO | GOL | ASSISTÊNCIA | |
| Kadir | 7 (3 titular) | 277 | 1 | |
| Medina | 7 (6 titular) | 556 | 1 | |
| Barboza | 6 (6 titular) | 581 | 1 | |
| Montoro | 6 (5 titular) | 417 | 1 | |
| Bastos | 5 (5 titular) | 490 | ||
| Ferraresi | 5 (5 titular) | 490 | 1 | |
| Joaquín Correa | 5 (0 titular) | 136 | 1 | |
| Barrera | 4 (1 titular) | 136 | ||
| Mateo Ponte | 4 (2 titular) | 285 | 1 | 1 |
| Santi Rodríguez | 3 (2 titular) | 141 | ||
| Chris Ramos | 2 (0 titular) | 51 | 1 | |
| Jhoan Hernández | 2 (1 titular) | 78 | ||
| Villalba | 2 (0 titular) | 90 |
Contra o Racing pela Sul-Americana, Franclim não tem limite para relacionar atletas estrangeiros. O Botafogo é o líder do Grupo E com sete pontos conquistados: duas vitórias e um empate. Para encerrar a fase de grupos, ainda há o confronto contra o Independiente Petrolero e o Caracas, ambos como visitante.
A provável escalação do Botafogo amanhã tem Neto; Mateo Ponte, Bastos, Alexander Barboza e Alex Telles; Cristian Medina, Edenilson e Danilo; Júnior Santos, Arthur Cabral e Matheus Martins.
