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Thiago Almada atuando pelo Atlanta United em Outubro de 2023 - Foto: Rich von Biberstein/Icon Sportswire via Getty Images |
O Botafogo vive mais um capítulo delicado fora das quatro linhas. O clube carioca recebeu um prazo de 90 dias para efetuar o pagamento de aproximadamente R$ 120 milhões ao Atlanta United em parcelas restantes, por causa da contratação do meia argentino Thiago Almada. Caso a dívida não seja quitada até o dia 12 de agosto de 2026, o Alvinegro poderá sofrer uma punição esportiva severa: a perda de seis pontos no Campeonato Brasileiro de 2026.
A informação foi divulgada pelos jornalistas Aline Nastari e Rodrigo Fragoso, da TNT Sports Brasil, apurada e confirmada pela Gazeta; e aumenta ainda mais a pressão sobre a diretoria botafoguense em meio a uma grave crise financeira e institucional.
Transfer Ban indefinido agrava cenário
O problema não se resume apenas à dívida envolvendo Thiago Almada. O Botafogo sofreu recentemente o terceiro Transfer Ban consecutivo imposto pela FIFA, desta vez por tempo indeterminado. A punição impede o clube de registrar novos jogadores até que as pendências financeiras sejam resolvidas.
Internamente, o caso é visto como um dos mais preocupantes da atual gestão. O valor cobrado pelo Atlanta United representa uma das maiores pendências internacionais já enfrentadas pelo clube nos últimos anos.
Segundo as informações divulgadas, a FIFA ainda não analisou oficialmente o pedido de recuperação judicial apresentado pelo Botafogo. A expectativa jurídica do clube é de que o processo possa suspender temporariamente os Transfer Bans enquanto ocorre a reestruturação financeira. No entanto, até o momento, não houve qualquer sinalização positiva da entidade.
Risco esportivo pode comprometer temporada
A possibilidade de perda de seis pontos no Brasileirão 2026 coloca o Botafogo em estado de alerta máximo. Em competições de pontos corridos, uma punição desse porte pode impactar diretamente a luta por títulos, vagas em competições continentais ou até mesmo contra o rebaixamento.
Nos bastidores, cresce a preocupação sobre a capacidade financeira da SAF alvinegra para honrar compromissos internacionais acumulados nos últimos anos. O clube apostou pesado em contratações de impacto, incluindo a chegada de Thiago Almada, mas agora enfrenta consequências severas diante dos atrasos nos pagamentos.
Além do prejuízo esportivo, a manutenção do transfer ban pode comprometer completamente o planejamento da próxima janela de transferências, dificultando reforços e até renovações estratégicas.
Novos investidores terão missão complicada
A situação também acende um alerta para possíveis novos investidores interessados na SAF do Botafogo. Herdar um cenário com dívidas milionárias, sanções internacionais e risco de punições esportivas torna qualquer processo de reestruturação ainda mais complexo.
Especialistas do mercado avaliam que o clube precisará acelerar negociações financeiras, buscar acordos internacionais e reorganizar seu fluxo de caixa para evitar um colapso esportivo e administrativo.
Enquanto isso, a torcida acompanha com apreensão mais uma crise envolvendo os bastidores do clube. O prazo já começou a correr, e os próximos 90 dias podem ser decisivos para o futuro do Botafogo dentro e fora de campo.
