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John Textor em entrevista de Chamada de vídeo na sexta-feira 8/5 ao Canal Anderson Motta - Foto Reprodução/Youtube |
1 semana depois de nossa apuração em 2 de Maio de 2026, e de forma exclusiva, onde revelamos que John Textor não tinha desistido de tentar voltar ao comando da SAF Botafogo. Neste sábado 9/5, em entrevista feita pelo Canal Anderson Motta, na gravada na noite de sexta-feira 8/5, John Textor falou sobre voltar ao comando do Botafogo, o mesmo que colocou o clube em insolvência financeira. Isto se dá, porquê o Tribunal Arbitral da FGV afastou John Textor parcialmente em 23 de Abril de 2026, além disso o Associativo onde a maioria é pró-Textor, não lutou para Durcesio Mello, atual diretor-geral, e agente duplo segundo a Ares, Cork Gully (que administra judicialmente) a falida Eagle Holdings BidCo; O clube associativo não levou adiante, e nem pressionou o Tribunal Arbitral da FGV de afastar Textor completamente. A falsa oposição que é controlada, permitiu vazar um suposto golpe de Carlos Augusto Saade Montenegro (ex-presidente do Botafogo entre 1994-1996). Para colocar na cabeça de alguns torcedores do Botafogo que: ¨Ó se o Textor não voltar nem como sócio-minoritário, o Montenegro volta hein!¨. Não atoa, Textor pediu essa entrevista. Porém não saiu da zona de conforto, como foi quando Jérôme Rothen e Benoit Boutron no Rothen S´Enflamme da RMC Sports fizeram todas as perguntas possíveis, até o Textor travar.
Afastado temporariamente do comando do futebol do clube-empresa do Botafogo, a SAF, o programador e empresário Norte-americano John Charles Textor iniciou um novo movimento nos bastidores do clube ao apresentar formalmente uma proposta para reformular a relação entre a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e o clube social associativo do Alvinegro.
Batizada por Textor de “SAF/Social 2.0”, a ideia foi enviada por e-mail no último sábado, 2 de maio, para integrantes da cúpula política e administrativa do Botafogo, incluindo o presidente do clube social, João Paulo Magalhães Lins, João Paulo Menna Barreto — novo representante da associação no Conselho de Administração da SAF —, além do COO da SAF, Danilo Caixeiro, entre outros nomes ligados à estrutura de governança do clube. Vale lembrar que John Textor assinou como Presidente do Conselho de Administração da SAF, em balanço financeiro com auditoria feita pela BDO.
Segundo pessoas próximas de Textor, o projeto pretende “reimaginar” o relacionamento entre a SAF e o associativo, em um momento no qual o clube social segue sendo o único acionista com poderes políticos ativos dentro da estrutura institucional do Botafogo.
Textor conversou com aliados, após o afastamento temporário pelo Tribunal Arbitral da FGV, Jordan Fiksenbaum e Kevin Weston, ambos membros do conselho da Eagle Holdings, grupo empresarial ligado aos investimentos esportivos de Textor.
Além deles, participaram das conversas nomes associados à FuboTV, plataforma de streaming esportivo que mantém relação próxima com o empresário. São eles: René , Eichenberger, Shahrad Tehranchi, Andy Bird, Frank Patterson (amigo de longa data que cria e faz efeitos especiais), David Gandler e Alberto Horihuela.
“Direito de estar permanentemente”
Durante a entrevista, Textor também fez uma declaração forte sobre sua ligação com o Botafogo e seu futuro dentro da SAF.
Segundo o empresário, os investimentos realizados desde sua chegada ao clube lhe renderam o que chamou de “direito de estar permanentemente” na estrutura do Botafogo.
A fala foi interpretada internamente como um sinal claro de que, apesar do afastamento do comando operacional do futebol, Textor não pretende deixar de influenciar os rumos institucionais e estratégicos do clube.
— Ficou claro que, ao longo do tempo, o meu relacionamento que começou muito próximo com o clube social se tornou distante. Tenho me concentrado na organização, no futebol, em campeonatos. Tivemos as distrações da rede multi-clubes, e agora chegamos a esse ponto onde precisamos reafirmar nosso apoio uns aos outros — disse Textor, acrescentando:
— Tive uma reação inicial (à proposta) bastante positiva, quero tê-la por escrito. E quero reestabelecer uma conexão melhor entre a SAF e o clube social, chamando de Social 2.0. Temos que voltar a pensar em sucesso. Não é uma ideia perfeita, e espero que o social retorne com algumas ideias. Mas acho que conquistei o direito de estar aqui permanentemente. Acho que conquistei a confiança do clube social e dos torcedores, mas acho que temos muito a aprender sobre o que passamos. Mais transparência, melhores resultados econômicos e, acima de tudo, mais diversão.
O primeiro ponto da proposta seria o aceite do clube social a um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 122 milhões, na cotação atual), dentro do ambiente da recuperação judicial. Durante a entrevista, Textor não detalhou qual seria a origem da verba, o formato de financiamento ou possíveis contrapartidas.
– Estou apenas apresentando o novo capital que sempre estive disposto a investir. Esta proposta está em discussão há mais de dois meses. Acredito que o clube social tem tempo suficiente e, neste momento, dei a eles o controle desta decisão pelas medidas que tomamos com nossos advogados da SAF. Chegou a hora de o clube social aceitar o investimento de US$ 25 milhões que fiz e de superarmos este período para seguirmos em frente.
– Fiz uma proposta há pouco mais de uma semana, que diz, em primeiro lugar, que quero que o clube social vote afirmativamente à minha proposta de investimento de US$ 25 milhões, financiados agora no âmbito desta recuperação pré-judicial. Partindo disso, e veja bem, se for meu capital, ótimo. Se o clube social tiver ideias para capital, ótimo. Se Montenegro quiser fazer uma doação, ótimo, certo? Mas o clube precisa de dinheiro. Então vamos receber o dinheiro. Isso é o mais importante
– Eu chamo [o projeto] de SAF Social 2.0. A segunda chance, a segunda vez, em que aprendemos muito uns com os outros e acho que devemos fazer diferente. Primeiro, o Conselho Fiscal precisa de presença no local. Nós compartilhamos tudo com o Conselho Fiscal e você ouve outros no clube social dizendo erroneamente que não estamos compartilhando informações. Bem, isso é besteira, é um absurdo. Compartilhamos tudo com o conselho fiscal, mas eu gostaria de fazer melhor. Gostaria que eles trabalhassem nos escritórios do Botafogo. Gostaria que o chefe do Conselho Fiscal do clube social se sentisse à vontade para almoçar com meu diretor financeiro, conversar sobre números, futebol e até sobre as praias no fim de semana. Mas o acesso presencial do Conselho Fiscal seria ótimo para garantir total transparência.
– Além disso, adorei a ideia de um comitê de futebol. O que as pessoas do clube social querem, o que os torcedores querem, é o envolvimento com o clube de futebol. Foi triste que o clube social tivesse que vender o clube para criar a SAF. Mas por que isso significou que eles não poderiam mais se divertir com o futebol? Então, tenho uma nova ideia: criar um comitê de futebol. A maioria dos membros desse comitê seria composta por profissionais, especialistas, scouts, Alessandro Brito, o diretor de futebol, Léo… Mas eu gostaria de incluir o clube social como parte deste comitê de futebol para discutirmos nossas decisões, nossas contratações, nossas estratégias, nossa academia. E neste comitê de futebol, eu teria o presidente do clube social em exercício. Agora é o JP, mas será quem for no futuro.
– Gostaria que um membro do Conselho Fiscal fizesse parte da comissão de futebol, para que pudesse trazer uma perspectiva econômica às decisões que tomamos e, ao mesmo tempo, entender melhor as decisões econômicas que estamos tomando. E o terceiro membro do clube social também faria parte da comissão de futebol. Adorei a ideia. É uma daquelas ideias malucas, meio estúpidas, que dão um toque especial.
– Vamos tornar isso divertido novamente. Vamos fazer com que eles realizem uma eleição. Todo ano eles escolhem o cara do clube social que é o mais entendido de futebol, o que assiste a mais jogos, o que fala mais, o que tem a opinião mais forte. E ele precisa ser eleito pelo clube social para ser o representante do clube no comitê de futebol. Então, esse comitê teria pelo menos três membros do clube social.
– Outra coisa que acho que devemos discutir são os indicados do Camisa 7, os indicados das torcidas organizadas. Não podemos deixar a lista muito grande. Se ficar muito grande, não conseguiremos nos reunir com regularidade. Mas você me conhece. Eu sempre gosto de falar sobre futebol. Gosto de conversar com os torcedores. Gosto de conversar com todos. Então, por que não convidar os principais membros do nosso clube social, nossos associados e nossos torcedores organizados, e aproximá-los mais? Eu diria que o Camisa 7 e as organizadas não precisam estar presentes todas as semanas, mas podem participar dessas reuniões trimestralmente, quatro vezes por ano, o que é quatro vezes mais do que acontece agora. Adoro a ideia de sermos mais inclusivos.
– A próxima coisa que eu sugeriria ao clube social, que já tem isso na prática, é que eles tenham controle total sobre os ídolos do estádio, porque tenho algumas ideias específicas sobre como apresentá-los. Não apenas os grandes jogadores, mas também os grandes presidentes do passado e as pessoas que tiveram uma profunda influência em nosso clube, seja em campeonatos, recuperações ou novas conquistas. Então, a ideia seria que houvesse um círculo em torno de uma estrela na entrada do estádio com bustos de bronze dos grandes presidentes, dos grandes atletas, ídolos dos jogadores e dirigentes. Portanto, que o clube social tenha controle sobre isso. Que o clube social permaneça conectado à história do nosso clube e a quem os torcedores querem ver homenageado como parte dessa história.
– Ingressos para os jogos. Não sei por que estamos brigando com um clube social por causa de ingressos, porque eu vou aos jogos e eles estão vazios, até mesmo os jogos importantes. Aconteceu uma situação estranha: alguns membros da administração, no passado, rejeitaram as tentativas do clube social de conseguir ingressos. Se essas pessoas são voluntárias, ajudam e se envolvem, vamos facilitar o acesso delas aos ingressos para jogos, como forma de recompensá-las pelo trabalho voluntário. Quero restabelecer e fortalecer o direito do clube social a ingressos para jogos, shows e eventos similares.
– Quanto à propriedade, atualmente o clube social detém 10% das ações. Na semana passada, propus ao JP e ao Durcesio que dobrássemos essa porcentagem, aumentássemos para 20%. Não que eles precisem dos 20%, pois o clube social nunca quer vender suas ações, mas imagine se dobrássemos para 20% e permitíssemos que o clube social vendesse os 10% restantes com base na avaliação deste nosso grande clube. Isso poderia gerar cerca de US$ 20 milhões em receita, em dinheiro vivo, para o clube social, para ajudar com o remo, basquete, manutenção das piscinas, já que o clube social não tem mais fontes de receita suficientes agora que não está mais ligado ao futebol. Então, eu chamaria isso de novo acordo entre a SAF e a Social 2.0.
SOBRE A GDA LUMA
John Textor negou que tenha tido rusgas com Gabriel de Alba, sócio-gerente da GDA Luma, apontada como favorita a se tornar nova acionista da SAF do Botafogo. O fundo foi apresentado pelo Norte-americano e emprestou US$ 25 milhões ao clube, dívida que já aumentou para US$ 55 milhões com as cautelares da recuperação judicial – algo que o empresário Norte-americano crê ser reversível.
– Não vejo um futuro em que um grupo de investimento que eu apresento como amigo se torne um cavalo de Troia. Não acredito que isso vá acontecer. Acho que a imprensa está exagerando nesse ponto. O que é verdade é que o grupo de investimento que entrou no negócio é financiado em 50% por alguns dos meus melhores amigos ao longo dos últimos anos. Eles estavam comigo na FuboTV. E o Gabriel de Alba eu conheci nos últimos anos de uma forma muito amigável. Nós temos saído juntos, já planejamos possíveis férias juntos. Conheci o filho dele, que é apaixonado por futebol. Temos vivido momentos maravilhosos como amigos.
– Infelizmente, algumas das promessas que fizemos a esse grupo de investidores não pudemos cumprir porque o clube social se recusou a assinar certos documentos que permitiriam que o dinheiro investido também se tornasse sócio. O que mais me incomoda nessa história é que algumas pessoas estão vazando informações, usando canais paralelos, e as mensagens de texto estão trazendo dívidas tóxicas. As pessoas que estão dizendo isso são as mesmas que bloquearam a assinatura de documentos que me permitiriam captar capital saudável – continuou.
– Quando trouxe a Hutton Capital e a GDA para o negócio, também prometemos que eles teriam a opção de comprar uma porcentagem significativa do clube. Assim, eles seriam coproprietários do clube comigo. Quando o clube social se recusou a assinar esses documentos, numa altura em que era perfeitamente legal, esqueçam essas histórias de que lhes pedi para assinarem algo inapropriado. Eu era o único diretor da Eagle Bidco nessa altura. O clube social tinha todo o direito e a autoridade para assinar os documentos que nos permitiriam emitir mais ações para este novo grupo de investimento. Eles não fizeram isso. Você terá que perguntar a Montenegro por que ele pressionou JP [Magalhães Lins, presidente] e outros para não assinarem esses documentos – completou.
– As notícias de que ele brigou comigo e fez algo separado comigo foram propagadas por Montenegro e por pessoas que disseram: “Ah, ótimo, veja só isso. A GDA quer fazer isso sem o John. Há uma divisão. O John está sendo expulso pelos seus sócios na França. Ele agora está brigando com a GDA.” Quer dizer, pessoas que estavam torcendo contra a minha liderança aproveitaram ao máximo essa história – encerrou.
Na avaliação de John Textor, a GDA Luma apenas quer recuperar o dinheiro que emprestou à SAF na proposta que está na mesa do Botafogo associativo.
– O que acontece agora é que a GDA começa a ficar muito preocupada com essa situação, tipo: “Meu Deus, acabamos de investir todo esse capital. E vamos ter que descobrir como recuperá-lo.” E parece que a única maneira de recuperá-lo pode ser sendo mais agressivos, investindo mais capital e tentando usar esse capital para assumir o controle. Então, é verdade que Gabriel [de Alba] fez muitos telefonemas para muitas pessoas tentando descobrir, bem, “onde estão meus amigos? Como protejo meu patrimônio?“.
– E, eu não o culpo por isso, embora eu possa dizer que ele não está aqui pelo clube de futebol. Ele é um investidor, é um investidor profissional. Ele gostaria de recuperar seu dinheiro. Infelizmente, como o clube social não nos permitiu conceder algumas opções de participação acionária e outras coisas, isso dá ao credor mais direitos para obter uma recuperação maior. Ele está sendo muito agressivo na tentativa de proteger seu capital e seu retorno – disse.
Veja outras declarações de John Textor sobre a GDA:
– Há uma proposta com a GDA para investir mais dinheiro, mas eu também tenho acordos, muitos e-mails, documentos e relatórios. Eu os trouxe como sócios para termos um empréstimo com capital crescente que protegesse a empresa, impedindo que outros que tentassem assumir o controle indevidamente conseguissem fazê-lo. Continuo com um ótimo canal de comunicação com Gabriel e com Hutton diariamente. Então, não vejo como eles poderiam se tornar um cavalo de Troia e atacar por dentro. Também não acho que os torcedores do Botafogo, que acredito que me amam tanto quanto eu os amo, queiram ver alguém chegar como amigo e depois brigar comigo, me expulsar e fazer um acordo com aqueles do clube social que vêm fomentando esse tipo de divisão.
– Estou feliz que a GDA e o Hutton tenham financiado. Foi num momento crítico em que precisávamos de dinheiro. Eles têm o direito de serem respeitados em seus documentos e, devido à falta de cooperação do clube social, não conseguimos cumprir o que prometemos, que era uma oportunidade de participação acionária para esses novos investidores. Isso gera muita manobra e posicionamento, e aqueles que querem nos prejudicar estão se aproveitando disso.
– Acredito que Durcesio sabe que sou a melhor fonte de capital saudável. Acho que os apoiadores, inclusive o clube social, não querem que o novo proprietário tenha entrado como um cavalo de Troia. Portanto, não vejo o desfecho que todos estão noticiando na imprensa, de que se trata de uma disputa entre a GDA e John Textor, porque os convidei como amigos, e não acho que isso vá se tornar um problema, como outros previram.
– Jamais consigo imaginar uma situação em que eu seja o sócio minoritário do clube e a GDA seja a sócia majoritária. Antes de mais nada, tenho um acordo com a GDA Luma de que, caso o investimento deles resulte em participação acionária no clube, 50% serão meus, 25% da GDA Luma e os outros 25% da Hutton, meus amigos. Esse era o entendimento inicial sobre a participação acionária: o capital obtido por meio de um empréstimo-ponte faria parte de uma transação mais ampla, que traria mais capital, e a participação acionária após o pagamento das dívidas ao novo investidor seria de 50% para mim, 25% para ele e 25% para ele. Essas são porcentagens em cima dos 90%, pois o clube social ainda detém seus 10%.
– Não sei qual é a nossa situação atual com a GDA. Na verdade, não acho que vai funcionar da maneira que as pessoas estão sugerindo na imprensa. Então, até que ponto vou colaborar com eles em investimentos adicionais, isso realmente depende do Durcesio e de outros para determinar. Estou apenas apresentando o novo capital que sempre estive disposto a investir. Esta proposta está em discussão há mais de dois meses. Acredito que o clube social teve tempo suficiente e, neste momento, dei a eles o controle desta decisão por meio das medidas que tomamos com nossos advogados da SAF Botafogo. Chegou a hora de o clube social aceitar o investimento de US$ 25 milhões que fiz e de superarmos este período para seguirmos em frente.
– Acho que a GDA está tentando apenas usar capital adicional para proteger o capital que já investiu. Espero conseguir me reunir com eles e com o clube social para garantir que os interesses da GDA e da Hutton sejam atendidos, e também para assegurar que o clube social aceite o capital que estou trazendo. Como eu disse, acredito que a família tem se saído bem junta, e o fato de haver alguns egos envolvidos que desejam retomar o controle do clube não deve ser motivo para rejeição, enquanto o capital que trago deve ser bem-vindo. Por que não seria? Acho que já fiz o suficiente para provar minha lealdade a este clube. Acredito que os torcedores e o clube social apreciam o que fiz, e acho que precisamos parar com toda essa bobagem e manobras, e chegar a um resultado simples.
– Minha proposta era que meu capital fosse investido de uma só vez, e acho que teríamos que negociar com a GDA e o Hutton. Eles têm direito ao reembolso dos US$ 25 milhões que investiram. Estão argumentando que, devido a vários incumprimentos e outros fatores que mencionei anteriormente, têm direito a mais do que o dobro desse valor. Não acho que isso seja razoável. Acho que a ideia original era que esse empréstimo com valor principal crescente levasse à participação acionária deles, e acho que isso seria justo, mas precisa ser negociado. Não vejo uma situação em que os 25 investidos se tornem 55 e tenhamos que pagar tudo de volta. Acho que eles serão razoáveis e que acabarão com participação acionária, e espero que honrem nosso acordo anterior, o que me deixaria com uma participação significativamente maior do que a deles. Mas estamos vivendo tempos atípicos e acho que todos precisamos que o clube social se sente à mesa conosco para resolvermos tudo.
O Norte-americano também pediu ao Botafogo que não faça quaisquer acordos com o Lyon, a menos que os valores a serem recebidos pelo social superem US$ 35 milhões (cerca de R$ 172 milhões), mantendo ainda as disputas jurídicas em vigor contra o braço francês da Eagle Football e representantes.
Um novo acordo entre SAF e social, segundo Textor, incluiria:
Quitação de dívidas da SAF com o social, incluindo honorários advocatícios referentes à briga societária;
Distribuição de parte das receitas advindas de processos com o clube social, que Textor também definiu como "vítima" da Ares e de Michelle Kang, presidente do Lyon;
Acesso maior do Conselho Fiscal aos locais de trabalho da SAF;
Novo Comitê de Futebol, com maioria do departamento de futebol e três representantes do social (presidente, representante do Conselho Fiscal e outro indicado pelo Conselho Deliberativo);
Possibilidade de inclusão de membros do Camisa 7 e de organizadas em reuniões trimestrais, a definir;
Controle do clube social sobre bustos e homenagens a ídolos no estádio Nilton Santos;
Distribuição de ingressos para jogos e shows ao clube social;
Aumento da propriedade do Botafogo social para 20% da SAF, com possibilidade de venda dos novos 10% como forma de renda;
Plano multi-clubes, com restrições, e IPO durante a Copa do Mundo.
Botafogo associativo que não endossa Textor nega proposta para ele voltar a ser acionista
Apesar da movimentação de Textor, fontes ligadas ao Botafogo associativo — pertencentes a uma ala que não é considerada Pró-Textor — afirmam que o clube social nega ter recebido qualquer proposta do empresário para voltar a se tornar acionista da SAF.
De acordo com essas fontes, o associativo afirma ter atualmente em mãos uma oferta apresentada pela GDA Luma, além de outras propostas feitas por empresas diferentes, cujos nomes ainda não foram revelados internamente.
O cenário amplia a disputa política e empresarial em torno do futuro da SAF alvinegra, especialmente após decisões recentes da Justiça e da arbitragem envolvendo o controle societário do futebol do clube.
Clube social controla atualmente 100% dos votos da SAF
Neste momento, o Botafogo associativo possui direito a 100% dos votos no Conselho de Administração da SAF. A situação ocorre após a suspensão dos direitos políticos da Eagle Bidco pela Justiça do Rio de Janeiro.
Além disso, John Textor está parcialmente afastado do comando da SAF desde o último dia 23 de abril, por decisão da Arbitragem do Tribunal da FGV.
As medidas alteraram significativamente o equilíbrio de poder dentro da estrutura do futebol alvinegro e abriram espaço para uma nova disputa sobre governança, representação política e controle administrativo do clube.
