Há exatamente 1 ano atrás em 19 de Junho de 2025... O Botafogo vencia o PSG campeão da Liga dos Campeões, pelo Super Mundial de Clubes com gol épico de Igor Jesus (ASSISTA AO JOGO COMPLETO)


John, Gonçalo Ramos, o árbitro Drew Fischer, Igor Jesus fazendo passe, onde se livrou da marcação de Mayulu e Vitinha em 19 de Junho de 2025, no Estádio Rose Bowl em Pasadena, Condado de Los Angeles/Califórnia, EUA - Foto: Vítor Silva/Botafogo


Há exatamente um ano, o Botafogo escreveu uma das páginas mais memoráveis de sua trajetória centenária e da história do futebol das Américas. Em uma tarde e noite que ficou gravada na memória alvinegra e também internacionalmente, o Glorioso derrotou o Paris Saint-Germain por 1 a 0 no lendário Rose Bowl Stadium, na cidade de Pasadena, no Condado de Los Angeles, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América, diante de 53.699 torcedores, pela segunda rodada do Grupo B da Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025.


ASSISTA AO JOGO HISTÓRICO COMPLETO:

A jogada do gol começa a partir dos 50:25 do vídeo | Relembre a história do jogo no contexto de 1 ano atrás


Assista aos melhores momentos:


O triunfo ganhou proporções ainda maiores pelo contexto. Apenas 19 dias antes, o PSG havia conquistado sua primeira Liga dos Campeões da UEFA de forma avassaladora, goleando a Inter de Milão por 5 a 0 na decisão continental. A equipe francesa era considerada, por muitos especialistas europeus, o melhor time do planeta naquele momento.


Mas o Botafogo não se intimidou.


Vestindo seu tradicional uniforme branco, símbolo de tantas conquistas históricas, o Glorioso realizou uma atuação gigante, madura e estrategicamente impecável para derrotar o então campeão europeu. O resultado permanece, até hoje, como a única vitória de um clube das Américas — considerando América do Sul, Central e do Norte — sobre o vigente campeão da Europa desde 2012.


A façanha ganha ainda mais relevância quando analisada sob a ótica histórica. Embora oficialmente válida pela fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, a partida tinha contornos de uma verdadeira final intercontinental. Afinal, frente a frente estavam os campeões da Libertadores e da Champions League, exatamente como acontecia nos antigos confrontos que definiam o campeão mundial entre América do Sul e Europa.


O AVISO DE RENATO PAIVA


Na véspera do confronto, o técnico Renato Paiva demonstrava confiança na capacidade competitiva de sua equipe, apesar do enorme favoritismo francês.


“O cemitério do futebol está cheio de favoritos”, declarou o treinador.


A frase se transformaria em profecia.


O PSG chegava embalado após uma estreia arrasadora no torneio, quando atropelou o Atlético de Madrid por 4 a 0. Com nomes badalados, elenco bilionário e o status de melhor equipe da Europa, os franceses eram apontados como favoritos absolutos não apenas para vencer o Botafogo, mas para conquistar o título mundial.


O Glorioso, porém, recusou o papel de coadjuvante.


A NOITE EM QUE O FOGÃO PAROU O MELHOR TIME DA EUROPA


Desde os primeiros minutos, o Botafogo demonstrou organização tática, intensidade física e concentração máxima.


A equipe brasileira neutralizou os principais pontos fortes do PSG, encurtando espaços, pressionando nos momentos certos e mostrando enorme disciplina coletiva. O plano de jogo elaborado por Renato Paiva funcionou de forma exemplar.


O gol da vitória nasceu dos pés de Igor Jesus, que aproveitou uma das oportunidades criadas pelo ataque alvinegro para superar a defesa francesa e vencer o goleiro Gianluigi Donnarumma. O Rose Bowl explodiu.


A partir dali, o Botafogo transformou a partida em uma demonstração de maturidade competitiva. O PSG manteve a posse de bola e tentou pressionar, mas encontrou pela frente um sistema defensivo sólido, liderado por jogadores que pareciam determinados a desafiar todas as previsões.


A vitória por 1 a 0 representou muito mais do que três pontos. Foi uma demonstração inequívoca de que o campeão da América podia competir em igualdade de condições contra o campeão da Europa.


REPERCUSSÃO MUNDIAL


O impacto da vitória foi imediato.


A imprensa internacional dedicou amplo espaço ao feito botafoguense. O tradicional jornal francês L'Équipe afirmou que o PSG havia sido “derrubado de um pedestal”, destacando a atuação de um Botafogo “determinado e obstinado”. O veículo ressaltou que os brasileiros mostraram intensidade física superior à apresentada pelo Atlético de Madrid diante dos franceses dias antes.


Na Itália, a Gazzetta dello Sport classificou o resultado como uma enorme surpresa e destacou que Igor Jesus havia “castigado” o campeão europeu.


Na França, o Le Figaro descreveu um PSG “confuso e sem ideias”, enquanto o Le Monde ressaltou a intensidade, a resistência física e a determinação inabalável do campeão brasileiro e da Libertadores.


Na Argentina, o tradicional diário Olé estampou uma manchete histórica, definindo o resultado como uma “pancada histórica” aplicada pelo campeão da Libertadores sobre o campeão da Champions League.


Veículos da Inglaterra também repercutiram amplamente o resultado. O Daily Mail chegou a classificar a derrota parisiense como “humilhante”, evidenciando o tamanho do choque provocado no futebol europeu.


A repercussão não ficou restrita à imprensa esportiva. Diversos jornais generalistas europeus passaram a discutir a competitividade dos clubes sul-americanos diante das potências financeiras do Velho Continente.


UM RESULTADO ÉPICO


A dimensão histórica daquele triunfo continuou crescendo com o passar do tempo.


O PSG não era apenas o campeão europeu vigente. A equipe manteve praticamente toda sua base e voltou a conquistar a Liga dos Campeões em 2026, confirmando que o Botafogo havia derrotado uma das formações mais fortes do futebol mundial contemporâneo.


A vitória em Pasadena passou a ser lembrada como um dos maiores resultados internacionais obtidos por um clube brasileiro no século XXI.


Agências internacionais destacaram o feito como uma das maiores surpresas da competição, enfatizando a organização defensiva, a entrega coletiva e a eficiência do time carioca diante de um adversário considerado quase imbatível naquele momento.


O DIA EM QUE O MUNDO OLHOU PARA O BOTAFOGO


Para o torcedor botafoguense, aquela noite transcendeu números, estatísticas e classificações.


Foi a confirmação de uma reconstrução histórica. Um clube que atravessou décadas de dificuldades voltou a ocupar o centro do cenário internacional, enfrentando e derrotando o melhor time da Europa.


O Rose Bowl, palco da final da Copa do Mundo de 1994 um dos maiores eventos da década de 90, tornou-se também cenário de uma das maiores exibições da história do Botafogo.


Exatamente um ano depois, a lembrança continua viva.


O dia 19 de junho de 2025 ficará eternamente marcado como a noite em que o Botafogo, vestindo branco, enfrentou o campeão da Europa sem medo, ignorou todos os prognósticos e mostrou ao mundo por que é um dos clubes mais tradicionais e respeitados da história do futebol.


Uma noite em que o favorito caiu.


E o Glorioso fez história.


Botafogo na Bola de Ouro

O Botafogo acabaria eliminado nas oitavas de final para o Palmeiras, na prorrogação, resultado que custou o emprego de Paiva. Mas a vitória sobre o PSG e os títulos da Libertadores e do Brasileirão no ano anterior fizeram o Glorioso ser o primeiro clube brasileiro a ser indicado ao prêmio de Clube do Ano na premiação da Bola de Ouro.


Quem está no elenco do Botafogo ainda?

Daquele time que venceu o PSG, apenas seis jogadores permanecem no elenco do Botafogo: Vitinho, Alex Telles e Allan, que foram titulares, e Newton, Álvaro Montoro e Santi Rodríguez, que entraram no segundo tempo. No banco, mas sem entrar, estavam ainda Raul, Léo Linck, Mateo Ponte, Kaio Pantaleão, Marçal, Joaquín Correa e Arthur Cabral do grupo atual.


FICHA TÉCNICA

PSG 0 X 1 BOTAFOGO

Estádio: Rose Bowl, em Pasadena, condado de Los Angeles, Califórnia, EUA

Data-Hora: 19/6/2025 – 22h (de Brasília) (18h horário local)

Árbitro: Drew Fischer (CAN)

Assistentes: Micheal Barwegen (CAN) e Lyes Arfa (CAN)

VAR: Shaun Evans (AUS)

Público: 53.699 torcedores

Cartões amarelos: Gregore e Cuiabano (BOT)

Cartões vermelhos: –

Gols: Igor Jesus 35’/1ºT (0-1)


PSG: Donnarumma; Hakimi, Beraldo, Pacho e Lucas Hernandez (Nuno Mendes 10’/2ºT); Vitinha, Zaïre-Emery (João Neves 10’/2ºT) e Mayulu (Fabián Ruiz 10’/2ºT); Kvaratskhelia, Gonçalo Ramos (Barcola 10’/2ºT) e Doué (Lee 34’/2ºT) – Técnico: Luis Enrique.


BOTAFOGO: John; Vitinho, Jair, Alexander Barboza e Alex Telles (Cuiabano 23’/2ºT); Gregore, Marlon Freitas e Allan (Newton 41’/2ºT); Artur (Álvaro Montoro 32’/2ºT), Igor Jesus e Savarino (Santi Rodríguez 23’/2ºT) – Técnico: Renato Paiva.

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