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Franclim Carvalho durante a estreia do quadro Estação Nilton Santos - Foto Reprodução/Botafogo TV |
O técnico do Botafogo, Franclim Carvalho, falou pela primeira vez de forma aberta sobre a proposta que havia recebido do rival, Vasco da Gama, o que gerou bastante polêmica com a torcida botafoguense há dias atrás. O português não aceitou se transferir para o rival e explicou como se deu todo o processo, em entrevista à “Botafogo TV” na estreia do Estação Nilton Santos, nesta quinta-feira (9/7).
Assista ao vídeo abaixo:
– Para mim é muito fácil responder essa questão, como eu respondo a todas, que é de forma sincera e direta. Houve um contato, uma possibilidade, através do diretor do clube rival, que eu já conheço há algum tempo, mas fui sempre muito sincero e muito claro sobre todas as situações, como eu gosto de ser sempre. Disse que, enquanto não falassem com o Botafogo, não adiantava falar comigo. Obviamente que eu tinha uma ligação muito forte com o Alessandro Brito, começou a criar essa ligação com o Léo Coelho, nos falamos talvez 20 vezes por dia, e obviamente que quis me informar com as pessoas do clube sobre a nossa atualidade e os passos seguintes, porque o nosso clube está mudando, é bom que nós tenhamos noção disso, e sem dúvida nenhuma que o Léo (Coelho), o Eduardo Iglesias e o Dave [Bandeira] me passaram toda a confiança e mostraram-me o caminho dos passos que querem seguir – disse Franclim.
– Quando cheguei aqui no dia 3 de abril, eu disse que tenho uma história com o Botafogo, tenho uma ligação especial com o Botafogo, e sinceramente eu acho que essa ligação não podia ser desfeita passado dois meses, porque senão as palavras vão ao vento, e eu acho que nós temos que mostrar isso antes. Eu quero acreditar e acredito, obviamente, que nós vamos e estamos escrevendo uma história bonita, dentro da nossa nova realidade, que é uma nova realidade. Sinto-me parte integrante do clube, sinto-me parte integrante da solução. Estas três pessoas que foram muito importantes, como eu disse anteriormente, quando me apresentaram os passos seguintes, essas pessoas fazem-me sentir parte do processo, portanto para mim podia ser o rival ou outro qualquer, que neste momento não faria sentido algum – completou.
Franclim sentiu confiança do Botafogo
De acordo com o treinador, a questão financeira não foi abordada, mas sim a segurança do projeto em meio à mudança de gestão do Botafogo, que deixou de ser gerido por John Textor para a chegada da GDA Luma Capital de Gabriel de Alba.
– Eu fiz questão de mostrar isso às pessoas, não se trata, e eu gosto de ser muito direto sobre isso, de eu ter pedido 1 euro, 1 real ou 1 dólar a mais ao Botafogo, não se trata disso, até porque isso não se verificou, as pessoas depois podem confirmar isso, mas sim algumas garantias que eu queria, como é que vamos resolver isto, como é que vamos fazer isto, e em caso de acontecer isto, o que é que vamos fazer? E as pessoas transmitiram-me uma segurança que eu, sinceramente, acho que é difícil sentir em futebol, que é esta confiança e esta segurança que passam nas palavras, e eu senti isso nestas três pessoas. Quero acreditar que nós, os quatro, vamos ser pilares importantes para os próximos passos do nosso Botafogo, que serão diferentes, certamente, do que tem sido até aqui – frisou Franclim.
– Nós, os quatro, queremos caminhar na mesma direção. Nós temos a ambição e a crença de que o caminho certo é este, para chegar a determinado ponto e estamos completamente alinhados nisso. Obviamente que cada um com as suas funções, mas a linha de pensamento é a mesma. E esta continuidade para mim era importante, eu não posso esquecer que o Botafogo há três meses atrás apostou em mim e todos nós sabemos que o Botafogo tinha centenas de técnicos para escolher e que tinha centenas de técnicos que gostariam de estar no meu lugar, e o Botafogo apostou em mim, a verdade é essa.
– Depois, nós darmos resposta ou não, nós, eu e a minha comissão darmos resposta ou não, é um segundo ponto. Aconteceu obviamente que nós queríamos ter resultados melhores do que tivemos, mas não jogamos sozinhos. Depois há vicissitudes que acontecem que nós não controlamos, mas acho que este trabalho destes dois meses, antes da parada, demonstraram que nós estamos, temos aqui uma comunhão grande entre comissão e clube, e agora com esta franqueza que houve entre nós estamos alinhados nos passos que queremos dar para chegar ao ponto que nós queremos – encerrou.
