Arthur Cabral e Vitinho perdem gols, Botafogo não conseguiu fazer 4 a 0 no primeiro tempo, foi roubado pela dupla paraguaia Juan Benítez e Ulises Mereles com pênalti anulado, cartões vermelhos não distribuídos, e Cienciano com trapaça favorável avança para as Quartas De Final da SULA

 


O vaiado Arthur Cabral e Martinich ao fundo - Foto: Vítor Silva/Botafogo


O Botafogo precisava de gols após o 6 a 1 sofrido em Cusco, no Peru. Mas os bagres superestimados do Vitinho e Arthur Cabral perderam 3 gols feitos, 1 perdido pelo lateral-direito que achou que iria pra Copa do Mundo, e 2 pelo Arthur Cabral, que só veio pro Botafogo pelo desvaneio da diretoria antiga da SAF; sendo que poderiam contratar Róger Guedes, Lacazette, Roberto Firmino ou Calleri em Fevereiro de 2025... Mas era pra ter sabotagem, afinal Textor fez transferências fantasmas com o Nottingham Forest de Marinakis e o resto todo mundo já sabe. Com várias chances perdidas de gols feito no primeiro tempo, o Fogão foi prejudicado por mais uma péssima arbitragem da Conmebol, e venceu time peruano apenas por 1 a 0 nesta quinta-feira (20/8), no Estádio Nilton Santos, e acabou eliminado nas oitavas de final da Copa Sul-Americana.


O Glorioso, que tinha feito a melhor campanha da fase de grupos, acabou pagando pela atuação vergonhosa na altitude, ainda com Franclim Carvalho no comando, e deixou o campo aos gritos de “time sem vergonha”. Agora, resta apenas o Campeonato Brasileiro, com uma sequência dura pela frente, contra Athletico-PR, Flamengo e Palmeiras.


O jogo

O Botafogo precisava de um gol cedo, e conseguiu, depois do Cienciano ensaiar uma pressão. 



Aos oito minutos do primeiro tempo, Álvaro Montoro se levantou, cobrou falta com rapidez e precisão, com um passe longo na medida para Danilo Pereira que dominou de peito, passou pelo goleiro Ítalo Espinoza e tocou para o gol vazio, fazendo o Estádio Nilton Santos vibrar e acreditar: 1 a 0.


Com a desvantagem devido ao vexame em Cusco, o Botafogo precisava ser preciso. Mas não foi. Álvaro Montoro fez uma excelente partida, desfilando categoria, mas seus companheiros não aproveitaram. 


 

Aos 14 minutos do primeiro tempo, o Botafogo perdeu o segundo gol, Danilo dos Santos fez ótimo passe para Montoro que dominou bem a bola, limpou a jogada e fez passe longo para Vitinho no meio do caminho Martinich não conseguiu cortar, o lateral-direito cruzou pra trás, e o pseudo centroavante Arthur Cabral perdeu chance clara de gol.


 

Depois Alex Telles cobrou uma falta perigosa, aos 22 minutos, defendida por Ítalo Espinoza. 1 minuto depois aos 23, Arthur Cabral perdeu outro um dos gols mais fáceis para fazer... parafraseando Everaldo Marques: ¨Arthur Cabral você é ridículo¨. 







Aos 24 minutos Martinich calçou Alex Telles na linha da grande área, mas o VAR Ulises Mereles não chamou o árbitro Juan Benítez para rever o lance, a primeira da série dos roubos que haveriam de vir, começou aí. 



Na sequência, Vitinho também desperdiçou uma ótima oportunidade clara como de costume, aos 31 minutos do primeiro tempo, em um dos inúmeros lançamentos de Álvaro Montoro.



 

Aos 34 minutos Vitinho fez passe pra Danilo que não correu e tomou vaias da torcida. Já aos 36 minutos do primeiro tempo, Danilo dos Santos chegou a fazer o segundo, após escanteio cobrado por Telles, mas o VAR chamou e o gol foi anulado por toque de mão – algo que, em Cusco, valeu no segundo gol de Bandiera em 13/8.



Nos acréscimos do primeiro tempo, o Botafogo ainda precisou queimar uma substituição, já que o goleiro Warleson sofreu um ferimento profundo no queixo após uma entrada maldosa de Alejandro Hohberg que merecia ser expulso, mas o VAR Ulises Mereles não chamou Juan Benítez para revisar o lance. A etapa inicial, que poderia ter terminado tranquilamente em 4 a 0 pro Fogão, pelo menos, terminou só 1 a 0. A tarefa ficou complicada.



 

Se a falta de pontaria foi a definição do primeiro tempo – na segunda etapa foi a arbitragem. Aos quatro minutos, Thiago Carlos Cabello fez pênalti em Alex Telles. O árbitro deu, mas o jogo ficou paralisado por quase dez minutos, o VAR Ulises Mereles chamou (sem justificativa) e o horroroso Juan Benítez cancelou, apontando uma falta súti de Vitinho em Martinich na origem do lance. Mais um roubo para a dupla paraguaia que veio mal intencionada. 




Pouco depois, o árbitro deixou de expulsar Santiago Arias. Ele chegou a colocar a mão no bolso para aplicar o segundo amarelo, mas desistiu. Bizarro. Fato é que, depois disso, e com o relógio ainda mais sendo inimigo, o Botafogo sentiu e deixou o ritmo cair. Aos 17, Arthur Cabral perdeu outra chance, de cabeça, após cruzamento de Vitinho.


No fim, quando já não havia muito mais tempo, Kadir e Edenílson desperdiçaram boas chances, enquanto Arthur Cabral, bastante vaiado, finalizou forte para uma boa defesa do goleiro. O Botafogo deveria ter feito mais e deixou o gramado aos gritos de “time sem vergonha”. Agora, é garantir pelo menos mais 15 pontos no Brasileirão para não ser rebaixado no campeonato, onde desde depois do Eclipse Solar total na Espanha, quando o Botafogo completou exatamente 122 anos de futebol, em 12 de Agosto, as coisas não começaram a dar certo e as vitórias sumiram até o momento. 


Próximos jogos do Botafogo

O Botafogo agora se prepara para uma sequência duríssima no Campeonato Brasileiro, contra Athletico-PR (segunda-feira, dia 24, às 20h30, no Estádio Nilton Santos), Flamengo (dia 30, no Maracanã) e Palmeiras (6 de setembro, no Nilton Santos).


FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 1 X 0 CIENCIANO

Estádio: Nilton Santos

Data-Hora: 20/8/2026 – 21h30

Árbitro: Juan Benítez (PAR)

Assistentes: Eduardo Cardozo (PAR) e Milcíades Saldívar (PAR)

VAR: Ulises Mereles (PAR)

Renda e público: 20.518 pagantes / 22.408 presentes

Cartões amarelos: Huguinho, Alex Telles, Justino e Ferraresi (BOT); Santiago Arias, Amondarain, Barreto, Cabello e Horácio Melgarejo (CIE)

Cartões vermelhos: –

Gol: Danilo Pereira 8’/1ºT (1-0)


BOTAFOGO: Warleson (Gabriel Batista 50’/1ºT); Vitinho, Ferraresi, Justino e Alex Telles; Huguinho (Júnior Santos – Intervalo), Cristian Medina (Matheus Martins 29’/2ºT), Danilo (Edenílson 19’/2ºT) e Álvaro Montoro; Danilo Pereira (Kadir 19’/2ºT) e Arthur Cabral – Técnico: Rodrigo Bellão.


CIENCIANO: Espinoza; Claudio Núñez, Amondarain, Becerra e Martinich; Barreto (Robles 18/2ºT), Santiago Arias (Caparó 14’/2ºT), Romagnoli (Bandiera – Intervalo) e Cabello; Hohberg (Aguirre 25’/2ºT) e Garcés (Succar 25’/2ºT) – Técnico: Horácio Melgarejo.

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