Em entrevista rápida no Estádio Nilton Santos, Gabriel de Alba promete unir profissionais brasileiros e inovação internacional no Botafogo para formar uma equipe ganhadora (VÍDEO)

Novo investidor da GDA Luma esteve no Estádio Nilton Santos antes da vitória sobre o Cienciano e revelou planos para transformar o Botafogo em um clube permanentemente competitivo no Brasil e na América do Sul



Engenho de Dentro, RIO DE JANEIRO — O novo capítulo da SAF do Botafogo começa a ganhar forma também no discurso de quem está à frente do projeto. Antes da vitória por 1 a 0 sobre o Cienciano, no Estádio Nilton Santos, pela Copa Sul-Americana, o empresário mexicano Gabriel de Alba, principal nome da GDA Luma, falou sobre o futuro do clube e deixou clara a dimensão de suas ambições.


Assista abaixo:


– As perspectivas são muito grandes. Um compromisso grande de todos. Compromisso de triunfo. Estamos falando com muita gente. Estamos falando com gente que vem de diferentes partes do Botafogo. Estamos com isso sendo o plano, mas somente estamos começando. O compromisso que eu vou falar outra vez, é esse compromisso de ter um equipe grande, que sempre esteja disputando os títulos locais e os títulos da América do Sul – destacou Gabriel de Alba.


– Estou muito contente com a torcida, também tenho muitas expectativas trabalhando juntos. Aqui escutando, aqui respeitando e aqui buscando também noites gloriosas. Hoje e no futuro. Mas vamos bem, todos juntos, com calma – explicou.


O investidor planeja ir construindo um Botafogo forte aos poucos.


– No futuro é igual. Nós todos queremos uma equipe ganhadora. Mas, para fazer um time ganhador, temos que ir armando passo a passo. E vamos armar isso com gente mais profissional do Brasil e também trazendo gente que tem sistemas inovadores internacionais. E tudo vamos fazer para ter a melhor equipe possível. Eu sou muito grato a todos. Vocês são parte da família. E acho que vamos ter um futuro muito glorioso. Muito esperançoso com toda essa gente para o futuro – completou.


Em entrevista rápida ao Canal do TF, antes de seguir para o camarote Firezone, De Alba afirmou que o objetivo não é simplesmente montar um elenco competitivo para uma temporada específica. A ideia, segundo o investidor, é construir gradualmente uma estrutura profissional capaz de manter o Botafogo na disputa por títulos nacionais e sul-americanos de maneira contínua.


“Nós todos queremos uma equipe ganhadora. Mas, para fazer um time ganhador, temos que ir armando passo a passo.”


A declaração sintetiza a filosofia apresentada pelo empresário: menos promessa de transformação imediata e mais construção progressiva de uma organização profissional, combinando conhecimento brasileiro com soluções e métodos internacionais.


Um projeto pensado para longo prazo


Gabriel de Alba deixou claro que o novo projeto ainda está em seu estágio inicial. Segundo ele, conversas já estão sendo mantidas com diferentes pessoas ligadas ao Botafogo e com profissionais de várias áreas.


“As perspectivas são muito grandes. Um compromisso grande de todos. Compromisso de triunfo. Estamos falando com muita gente. Estamos falando com gente que vem de diferentes partes do Botafogo.”


O discurso indica que a GDA Luma pretende avaliar a estrutura do clube antes de promover mudanças mais profundas. A prioridade, pelo menos neste primeiro momento, é compreender a operação, identificar profissionais capazes de participar da nova fase e estabelecer uma metodologia de trabalho.


O objetivo final, entretanto, é bastante ambicioso: construir um Botafogo que esteja constantemente entre os candidatos aos principais troféus.


“O compromisso que eu vou falar outra vez é esse compromisso de ter uma equipe grande, que sempre esteja disputando os títulos locais e os títulos da América do Sul.”


A escolha das palavras é significativa. De Alba não falou apenas em conquistar um campeonato, mas em criar uma equipe que tenha condições de disputar títulos de forma recorrente.


Profissionalização como pilar da nova gestão


Um dos pontos mais importantes da declaração foi a promessa de combinar profissionais brasileiros com sistemas e conhecimentos desenvolvidos internacionalmente.


“Vamos armar isso com gente mais profissional do Brasil e também trazendo gente que tem sistemas inovadores internacionais.”


A proposta aponta para uma tentativa de unir duas características: o conhecimento específico do futebol brasileiro e a adoção de ferramentas, processos e modelos de gestão utilizados em outros mercados.


Na prática, isso pode significar uma atenção maior a áreas como análise de desempenho, recrutamento, scouting, ciência de dados, preparação física, desenvolvimento de jogadores, gestão esportiva e planejamento estratégico.


Ainda não há, porém, uma lista definitiva de profissionais ou sistemas que serão incorporados. A fala de De Alba deve ser entendida como uma indicação de direção estratégica, e não como o anúncio de uma estrutura já concluída.


GDA Luma assume protagonismo na nova fase da SAF


A declaração ocorre em um momento de transição administrativa importante para o Botafogo.


Em junho, o clube assinou contrato vinculante com a GDA Luma, fundo liderado por Gabriel de Alba, avançando no processo para a transferência do controle majoritário da SAF. O acordo prevê a aquisição de 90% da participação societária anteriormente vinculada ao grupo de John Textor.


A operação foi apresentada como um marco para uma nova etapa administrativa do clube. Segundo informações divulgadas na época, a proposta da GDA Luma envolvia US$ 130 milhões, dos quais US$ 25 milhões já haviam sido emprestados, restando uma parcela de US$ 105 milhões no desenho informado pela imprensa.


A chegada de De Alba ao Rio, portanto, não representa apenas uma visita protocolar. O empresário já começou a se aproximar da rotina do clube, mantendo reuniões e conhecendo instalações e departamentos da SAF. O ge informou que o mexicano chegou ao Rio em agosto para uma agenda de encontros com dirigentes e visitas ao centro de treinamento e ao Nilton Santos.


“Estamos apenas começando”


Talvez a parte mais reveladora da entrevista tenha sido justamente a cautela adotada por De Alba.


Apesar de falar em uma “equipe ganhadora” e em um futuro glorioso, o empresário fez questão de destacar que o trabalho está apenas começando.


“Estamos com isso sendo o plano, mas somente estamos começando.”


A mensagem é importante para compreender o estágio atual da transformação. O novo grupo de controle ainda precisa consolidar sua estrutura administrativa, definir responsabilidades, avaliar o elenco e estabelecer os profissionais que conduzirão cada área.


Essa construção gradual também aparece em outras movimentações recentes. Antes mesmo da conclusão definitiva da transição, a GDA Luma já havia participado de decisões relacionadas a investimentos no futebol, incluindo a aprovação de recursos para contratações como as de Warleson e Lucas Monzón, segundo o FogãoNET.


A estratégia, portanto, parece combinar medidas imediatas para manter o futebol funcionando com uma reorganização mais ampla que será desenvolvida ao longo do tempo.


A promessa de respeitar a identidade do Botafogo


De Alba também adotou um tom de aproximação com os torcedores. Em sua fala, destacou a satisfação com a recepção da torcida e disse que pretende ouvir e respeitar o ambiente do clube.


“Estou muito contente com a torcida, também tenho muitas expectativas trabalhando juntos.”


A declaração sugere que o investidor pretende estabelecer uma relação de proximidade com o público alvinegro, especialmente em uma fase na qual a torcida acompanha atentamente cada movimento da nova administração.


Para um clube com a história do Botafogo, a questão vai além do investimento financeiro. O desafio será transformar recursos e conhecimento empresarial em resultados esportivos sem perder a identidade institucional.


De Alba reconheceu essa necessidade ao falar em união e paciência:


“Aqui escutando, aqui respeitando e aqui buscando também noites gloriosas. Hoje e no futuro. Mas vamos bem, todos juntos, com calma.”


Experiência internacional e conhecimento brasileiro


A ideia de combinar profissionais brasileiros com “sistemas inovadores internacionais” pode se tornar uma das marcas da nova administração.


A GDA Luma é associada a investimentos em ativos considerados de maior complexidade ou risco e tem como principal figura Gabriel de Alba. A imprensa esportiva brasileira também já relacionou o novo grupo a uma estratégia de recuperação e reorganização empresarial.


Nos bastidores, outros nomes de experiência internacional já apareceram associados às discussões sobre a futura estrutura. A Gazeta Botafogo, por exemplo, noticiou em junho que Daniel Lamarre, executivo que teve papel relevante no Cirque du Soleil, havia visitado instalações do clube a pedido de De Alba.


Embora a presença de um profissional ou consultor não signifique necessariamente que ele ocupará um cargo definitivo no Botafogo, movimentos desse tipo reforçam a possibilidade de que o novo controlador busque referências fora do futebol tradicional brasileiro.


Um Botafogo para competir na América do Sul


A ambição declarada por Gabriel de Alba vai além do cenário carioca.


O empresário mencionou explicitamente a intenção de construir uma equipe capaz de disputar os títulos locais e os torneios sul-americanos. Isso coloca a futura gestão diante de um desafio que envolve muito mais do que a contratação de jogadores.


Para competir em alto nível no continente, o Botafogo precisará desenvolver uma estrutura capaz de sustentar temporadas longas, administrar diferentes competições, identificar talentos, valorizar ativos, controlar custos e manter um elenco competitivo.


É justamente nesse ponto que a promessa de profissionalização ganha relevância.


Uma “equipe ganhadora”, na visão apresentada por De Alba, não seria apenas um grupo de bons jogadores. Seria o resultado de um sistema inteiro funcionando de maneira integrada.


O desafio de transformar discurso em resultados


O entusiasmo do novo investidor chega em um momento de grandes expectativas no Botafogo. A torcida, naturalmente, espera que a mudança de comando produza resultados esportivos. Mas a própria fala de De Alba indica que o processo não será instantâneo.


“Passo a passo” é a expressão que melhor resume sua mensagem.


O primeiro desafio será transformar o discurso em uma estrutura operacional. Depois, será necessário medir os resultados dessa estrutura no futebol.


A promessa de buscar “a melhor equipe possível” dependerá, portanto, de decisões concretas: quem serão os responsáveis pelo futebol, qual será a política de contratações, como funcionará o scouting, qual será a estratégia para formação e desenvolvimento de atletas e quanto será investido no elenco.


Até aqui, De Alba apresentou a direção geral do projeto. Os detalhes deverão surgir à medida que a transição da SAF avance.


“Um futuro muito glorioso”


No encerramento de sua fala, o mexicano voltou a enfatizar o caráter coletivo do projeto.


“Eu sou muito grato a todos. Vocês são parte da família. E acho que vamos ter um futuro muito glorioso.”


A frase resume o tom adotado pelo novo investidor diante da torcida: ambição, mas também pedido de paciência.


O Botafogo entra, assim, em uma nova fase administrativa com uma promessa clara de profissionalização e internacionalização dos métodos de gestão. Gabriel de Alba quer um clube capaz de disputar títulos de forma permanente, e não apenas aproveitar ciclos pontuais de sucesso.


A diferença entre promessa e realidade, porém, será determinada pelo que vier depois das entrevistas: decisões, contratações, estrutura, investimentos e, sobretudo, resultados dentro de campo.


Por enquanto, a mensagem do novo comando é direta: o objetivo é construir um Botafogo vencedor — mas a construção será feita passo a passo.


O que está em jogo

Profissionalização: integração de especialistas brasileiros e métodos internacionais.

Competitividade: objetivo declarado de disputar títulos nacionais e sul-americanos regularmente.

Planejamento: construção gradual da equipe e da estrutura esportiva.

Internacionalização: busca por sistemas e soluções desenvolvidos fora do Brasil.

Relação com a torcida: De Alba afirma querer ouvir, respeitar e trabalhar junto com os botafoguenses.

Transição da SAF: a GDA Luma avança para assumir o controle majoritário da SAF, em uma mudança que sucede a era de John Textor.


O próximo capítulo será menos sobre promessas e mais sobre execução. Gabriel de Alba já apresentou a visão: um Botafogo profissional, moderno e preparado para ganhar. Agora começa a fase de transformar essa visão em estrutura e resultados.

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