EXCLUSIVO: Após decisão favorável de revelia na Flórida, John Textor planeja ida a Brasília para dialogar no STJ em meio à disputa pelo controle da SAF Botafogo contra clube social e GDA LUMA como credora; Escritório de advogados do RJ poderá dar suporte

 

 
John Charles Textor prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal sobre manipulação de partidas e apostas esportivas em Brasília, Brasil, no dia 22 de abril de 2024. John Textor, na ocasião proprietário do Botafogo no Brasil e do Olympique Lyonnais na França, afirmou ter provas que comprovam manipulação de partidas em partidas de futebol no campeonato brasileiro junto de relatórios da Good Game!. (Foto Ton Molina/NurPhoto via Getty Images)


John Textor planeja ir até Brasília/DF nas próximas semanas, para tratar diretamente de questões relacionadas à disputa pelo controle da SAF do Botafogo e buscar interlocução no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em meio à batalha judicial que também tramita nos Estados Unidos.


A movimentação irá ocorrer nos próximos dias, caso venha ser necessário, após uma decisão da Justiça da Flórida favorável ao programador e empresário. 



Juíza Danielle A. Sherriff - Foto Reprodução

Em 17 de setembro de 2026, um tribunal estadual de Palm Beach/FL, chefiado pela juíza Danielle Sherriff  declarou nulo, desde a origem, o contrato de compra e venda das ações da SAF Botafogo e reconheceu Textor como proprietário de 90% das ações ordinárias da companhia. Através deste processo de revelia.


A estratégia de Textor, segundo apuração Exclusiva da Gazeta Botafogo, é de utilizar o resultado obtido nos Estados Unidos da América e a tramitação da disputa no Brasil para tentar impedir que avance a venda da SAF do Botafogo pelo Clube Associativo que atualmente administra o futebol alvinegro liderados por João Paulo Magalhães Lins, Estevão Benincá, Thiago Alves, André Silva e Carlos Augusto Saade Montenegro.


No Brasil, a disputa envolve diretamente o Botafogo Associativo. Em junho, a Justiça do Rio havia determinado o restabelecimento dos direitos políticos de Textor, enquanto o clube social sustentou que aquela decisão entrava em conflito com entendimento anterior do STJ sobre a competência do Tribunal Arbitral para analisar a controvérsia. 


A venda da SAF ainda não foi concluída para a GDA LUMA. O Botafogo associativo ainda não firmou documento vinculante com a GDA Luma para uma futura operação envolvendo a SAF, enquanto a disputa sobre a titularidade das ações permanece em diferentes frentes judiciais, tanto na Inglaterra, EUA e agora também no Brasil, primeiramente no Rio de Janeiro, e nas próximas semanas, se Textor avançar com este plano, também na atual capital federativa do Brasil desde 1960, Brasília/DF, a GDA LUMA poderá ser entendida judicialmente como apenas financiadora, algo que poderia ser feito com Textor no poder nos últimos 5 meses.


Textor ingressou em junho com uma ação na Justiça da Flórida alegando que a transferência das ações para a Eagle Holdings BidCo administrada judicialmente pela Cork Gully LLP, não havia sido concluída porque, segundo sua defesa, a contraprestação prevista no acordo de 2022 não teria sido paga. Na ação, ele pediu o reconhecimento de sua propriedade sobre 90% da SAF Botafogo. 


Com a decisão de 17 de setembro, a Justiça da Flórida reconheceu a tese apresentada por Textor e declarou que ele é proprietário das 90 mil ações ordinárias Classe B da SAF, correspondentes a 90% do capital social e dos direitos de voto. 


Nesse cenário, Textor pretende levar a discussão a Brasília e conversar com integrantes do STJ, buscando que os efeitos jurídicos da decisão floridiana sejam considerados no processo brasileiro e que a operação envolvendo a SAF não avance enquanto a controvérsia sobre a propriedade das ações não estiver definitivamente solucionada.


Caso a ida de Textor a Brasília se confirme, esta poderá ser a segunda vez que o empresário recorre pessoalmente a uma instituição de grande relevância da jurisdição brasileira para tratar de questões relacionadas ao futebol brasileiro.


Em 2024, antes da conquista dos principais títulos pelo Botafogo naquela temporada, Textor esteve no Senado Federal para prestar depoimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava a manipulação de resultados e de apostas esportivas no futebol brasileiro.


A presença ocorreu após as denúncias e acusações feitas pelo empresário ao longo de 2023. Na ocasião, Textor apresentou aos senadores informações e documentos relacionados às suspeitas de manipulação de partidas e defendeu a necessidade de investigação sobre o tema.


Agora, em um contexto completamente diferente, a eventual presença do empresário em Brasília estaria relacionada à disputa societária e judicial pelo controle da SAF do Botafogo, incluindo os efeitos que a decisão da Justiça da Flórida poderá produzir no Brasil.


Textor ingressou em junho com uma ação na Justiça da Flórida alegando que a transferência das ações para a Eagle não havia sido concluída porque, segundo sua defesa, a contraprestação prevista no acordo de 2022 não teria sido paga. Na ação, ele pediu o reconhecimento de sua propriedade sobre 90% da SAF Botafogo.



O Ministro Luiz Fux, e seu filho advogado Rodrigo - Foto Reprodução


Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux do STF, e outros integrantes do escritório Salomão Advogados são apontados como possíveis participantes da estratégia jurídica relacionada ao caso. O escritório Salomão Advogados, juntamente com Basilio e Fux, já atua na representação jurídica da SAF Botafogo em processos relacionados à companhia. 


A movimentação ocorre em um momento de intensa disputa judicial pelo controle da SAF do Botafogo. Atualmente, nestes dias restantes do mês de setembro, Textor voltou a recorrer à Justiça brasileira para tentar suspender a Assembleia Geral Extraordinária de amanhã 24/9, convocada pelo Botafogo, que prevê medidas capazes de alterar a composição acionária da companhia. 


A questão central permanece sendo a definição de quem possui legitimidade para exercer os direitos sobre as ações da SAF Botafogo e, consequentemente, quem pode decidir sobre seu futuro societário e eventual venda. Textor pode aceitar até vender a SAF Botafogo, mas ele quer ter este poder em mãos para tal, não o Clube Social. Um mês de Setembro bastante movimentado, como o previsto. Novos capítulos deste longo imbróglio são esperados. Enquanto a bússola da Nova SAF Botafogo segue parcialmente mal ajustada.

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