Reviravolta. E o embate continua. Segundo o “GE”, a 21ª Câmara de Direito Privado da Justiça do Rio acatou o pedido do Botafogo associativo e proibiu a Botafogo SAF de vender jogadores sem a prévia autorização judicial. Cabe recurso da empresa que controla o futebol alvinegro.
A decisão foi assinada pelo desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, que já havia negado, na quarta-feira, outros dois pedidos do Botafogo social: o ressarcimento de R$ 155 milhões e a nomeação de um interventor na SAF.
Com a decisão, de acordo com o “GE”, toda e qualquer negociação de venda de jogadores terá de passar pelo crivo do associativo e de representantes da Justiça antes de ser concretizada. A SAF considera que isso vai atrapalhar o orçamento para 2026, já que previa vendas para levantar recursos.
Ainda segundo a reportagem, a defesa do clube social considera o pleito aceito pela Justiça nesta quinta como o mais importante de todos. O associativo busca um controle maior sobre as finanças da SAF e argumenta que o clube precisa de dinheiro já que os investidores pararam de aportar recursos.
Além da venda de jogadores, a SAF do Botafogo não poderá distribuir dividendos e pagar despesas extraordinárias sem autorização judicial.
Essa é a decisão do desembargador Marcelo Marinho sobre um dos pleitos do Botafogo associativo na resposta a um recurso apresentado pela Eagle Football.
“Defiro parcialmente o item c, determinando que qualquer alienação de ativos, distribuição de dividendos ou remuneração/despesa extraordinária ou qualquer outro ato com reflexos econômicos sejam comunicados previamente ao juízo sob pena de nulidade“, diz o despacho.
John Textor se manifestou ao jornal “O Globo” sobre a petição protocolada pela Eagle Football Holdings nesta quinta-feira (27/11) na Justiça do Rio. O empresário norte-americano foi chamado nos autos do processo de “irresponsável” e causador de uma “gestão temerária” na SAF.
– Já me disseram que os advogados da Eagle Bidco no Brasil recebem instruções diretamente da Ares, embora a Ares não tenha nenhuma relação direta com a SAF do Botafogo. Nos Estados Unidos, isso seria uma violação do código de ética profissional da advocacia. Mas, de alguma forma, isso tem acontecido desde o início desse processo – defendeu-se Textor.
John Textor detém cerca de 60% das ações da Eagle Football Holdings, que é dona de 90% da SAF do Botafogo. Os demais 40% da empresa estão divididos entre acionistas que investiram mais de R$ 1 bilhão nos últimos três anos – entre eles, a Iconic Sports e a Ares.
Ainda segundo “O Globo”, Textor tem negociado com a Ares nas últimas semanas para pagar os valores que foram investidos pela empresa e encerrar a cobrança atual.
Confira a nota oficial do Botafogo Social:
“O Botafogo de Futebol e Regatas informa que não irá se manifestar sobre processos judiciais que envolvem o Clube Social.
Reforçamos, porém, que o diálogo com a SAF é permanente e voltado à construção das melhores soluções para os torcedores do Botafogo.
Mesmo diante de um momento desafiador, seguiremos unidos, firmes e comprometidos em buscar um caminho de paz, entendimento e cooperação, sempre em prol do bem do Botafogo.”

