Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
A Ares Management deixou de confiar em John Textor após o seu afastamento da gestão do Olympique Lyonnais, o ocorrido levantou dúvidas sobre sua capacidade de liderança e governança no grupo Eagle Football. Diante desse histórico, a Ares passou a observar com cautela a SAF do Botafogo, temendo que problemas semelhantes aos do Lyon se repitam no clube brasileiro. Em vez de agir imediatamente, neste cenário, a Ares optaria por aguardar o desfecho do processo que corre na Justiça Comercial Britânica, considerado decisivo para redefinir o controle do grupo Eagle.
Nesse processo e disputa judicial, a Iconic Sports aparece como favorita para vencer John Textor, segundo análises jurídicas e financeiras do setor. Caso Textor perca a ação, ele será obrigado a vender parte de suas ações da Eagle Football Holdings BidCO, empresa na qual atualmente detém 65,4% do capital. Antes fora de 80%.
Com essa venda, a Iconic Sports se tornaria acionista majoritária, retirando de Textor o controle efetivo do grupo Eagle Football.
A partir dessa mudança, a Iconic Sports, em conjunto com a Ares, passaria a comandar as decisões estratégicas da SAF Botafogo, alterando o atual modelo de gestão liderado por Textor.
Dessa forma, a Ares não precisaria intervir diretamente: ela permitiria que o processo judicial viabilizasse a troca de controle, repetindo no Botafogo o afastamento de Textor já ocorrido no Lyon, porém agora de forma estruturada e legal.
Cenário 2
A Ares entende que a continuidade de Textor na SAF Botafogo pode gerar instabilidade financeira, descumprimento de cláusulas contratuais e danos à imagem, o que justificaria uma intervenção preventiva.
Para evitar que o Botafogo fique refém de um processo longo e incerto na Justiça Comercial Britânica, a Ares opta por agir antes do desfecho do litígio entre Iconic Sports e Textor.
Uso de cláusulas contratuais
A Ares aciona cláusulas de proteção ao investidor (step-in rights / governance rights) existentes nos contratos da SAF e do financiamento, que permitem intervenção em casos de má gestão, quebra de confiança ou risco operacional.
Afastamento de Textor da gestão
Com base nessas cláusulas, John Textor é afastado do comando executivo e decisório da SAF Botafogo, mesmo mantendo, formalmente, participação acionária.
Nomeação de gestão provisória
A Ares indica um conselho ou administrador provisório, assumindo o controle das decisões estratégicas, financeiras e operacionais do Botafogo.
Isolamento de Textor no grupo Eagle
Sem poder decisório no Botafogo e já afastado do Lyon, Textor passa a ficar politicamente isolado dentro do grupo Eagle Football, perdendo influência prática mesmo antes de qualquer decisão judicial.
Pressão para reestruturação acionária
O afastamento cria pressão econômica e institucional para que Textor negocie a venda de suas ações, seja para a Iconic Sports, para a própria Ares ou para um terceiro aprovado pelos credores.
Possível convergência com o caso Iconic
Caso a Iconic Sports vença a ação posteriormente, a transição de controle já estaria parcialmente concluída, facilitando a troca definitiva de comando sem ruptura esportiva no Botafogo.
Objetivo estratégico da Ares
O objetivo central da Ares, nesse cenário, é proteger o ativo Botafogo, evitar instabilidade prolongada e garantir uma gestão alinhada aos interesses dos credores e investidores; mesmo que isso signifique afastar Textor antes de qualquer decisão judicial.
Tal como Emil Pinheiro renunciou do Botafogo no fim do ano de 1992, John Textor sairá do Botafogo no momento certo em 2026. A Iconic Sports é favorita pra vencer a disputa na justiça comercial britânica; e a Ares já não confia mais nas aventuras de Textor.
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) January 9, 2026
2026 pode ser marcado com o vindouro afastamento de John Textor no Botafogo, se ele não voltar a ter credibilidade e resolver pendências. No momento o Botafogo está com Transfer Ban, e na primeira coletiva de imprensa, durante a apresentação de Lucas Villalba, Léo Coelho (Diretor de futebol) e Alessandro Brito (diretor de gestão esportiva) abandonaram a coletiva, e deixaram o Villalba pra responder as perguntas.
Veja abaixo:
As perguntas foram feitas apenas para Lucas Villalba, na apresentação do jogador no Estádio Nilton Santos.
— Mais BFR (@maisbfr) January 8, 2026
Léo Coelho e Alessandro Brito deixaram a coletiva após apresentarem o jogador uruguaio.
Sobre o transferban, os diretores não falaram.
📽 Botafogo TV pic.twitter.com/RdGdn8HiRC
