Em primeira reunião: Atlanta United e MLS não vão flexibilizar parcelas restantes não pagas da SAF Botafogo pela compra de Thiago Almada; Textor bagunçou o negócio, Thairo faz o que pode


Thiago Almada, Thairo Arruda e John Textor e o logo da MLS - Foto Reprodução

O início da temporada de 2026 trouxe à tona um dos maiores desafios administrativos recentes do futebol brasileiro: o Botafogo ainda luta para resolver o imbróglio da contratação de Thiago Almada, envolvendo uma dívida de US$ 21 milhões (R$112,8 Milhões) US$ 30 milhões (R$161,1 Milhões) o valor que foi divulgado por setoristas do Atlanta United é de  que culminou em uma punição da Fifa que limitam o Botafogo na inscrição de jogadores devido a este (Transfer Ban) vigente desde 30/12/2025 na FIFA. Essa situação, complexa em suas nuances esportivas, financeiras e jurídicas, evidencia a tensão entre clubes brasileiros e instituições internacionais no cenário contemporâneo do futebol, e o quanto uma rede multiclubes como a Eagle Holdings BidCo, não está bem, após a falha de gestão de John Textor no Lyon, onde em 2025 grande parte dos valores que entraram no Botafogo, foram para o clube de Ródano-Alpes, na França. Dentra elas a premiação da conquista da Libertadores 2024, confirmada pelo Presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.


Desta forma, o Botafogo precisa negociar com a MLS o valor que tem a pagar ao Atlanta United. Na mesa, se sentam o representante da Liga, o representante do Atlanta United e, além disso, há a presença de um Conselho formado por membros de outras franquias da MLS. Esse grupo participa porque todo dinheiro que entra na liga impacta diretamente a temporada de todos os clubes.


As primeiras reuniões em busca de acordo não foram favoráveis ao Botafogo. O clube carioca ofereceu os US$ 21 milhões divididos em longas parcelas. A liga americana não é adepta a esse modelo, visto que quaisquer pagamentos mais extensos afetam diretamente o orçamento dos clubes.


O que a Major League Soccer (MLS) quer


A liga Norte-americana de futebol, que atua aqui como representante dos interesses financeiros dos clubes, apresentou duas opções de pagamento ao Botafogo:


Pagamento integral à vista dos US$ 21 milhões;


Pagamento de metade do valor imediatamente, com o restante em até um ano.


O que o Botafogo ofereceu


O Botafogo inicialmente propôs parcelar o valor total em pagamentos estendidos, além do prazo e das condições que a MLS considera aceitáveis. Essa forma de parcelamento foi recusada pelos Norte-americanos, que argumentam que pagamentos diluídos ao longo de vários anos impactam diretamente o orçamento de todos os clubes da liga, dada a estrutura econômica coletiva do sistema MLS, em que receitas e obrigações são compartilhadas.


A negociação, segundo fontes do clube, segue “amistosa”, mas ainda há um vão considerável entre as expectativas de cada lado. Nos bastidores, dirigentes do Botafogo e representantes da MLS voltam a se reunir com o objetivo de buscar um meio-termo antes do início do Brasileirão 2026 Série A em 28 de Janeiro.


A expectativa é que uma nova rodada de reuniões aconteça na semana que vem. Pelo lado do Botafogo, o CEO Thairo Arruda é quem centraliza o processo de negociações com os representantes da MLS e do Atlanta United. Enquanto isso, John Textor, dono da SAF se esquivou, e deu aval para que membros da diretoria de futebol seguissem com o processo de prospecção e contratação. Conforme apuramos e divulgamos de forma exclusiva no Twitter/X dias atrás:



O diálogo apesar de ser considerado amistoso, porém com a distância grande entre o que a MLS espera e o que o Botafogo propôs inicialmente. Nos bastidores do Alvinegro, perdura a expectativa de que a situação será resolvida antes do início do Brasileirão, previsto para o fim de janeiro. Por outro lado, nos bastidores da MLS, acredita-se que dificilmente o parcelamento será flexibilizado como Textor deseja.


O Transfer Ban não impede novas contratações, mas pode atrasá-las. A restrição imposta pela Fifa é um empecilho, por exemplo, a um avanço com o meia Cristian Medina, do Estudiantes. Além disso, o Botafogo contratou o zagueiro Ythallo e o atacante Lucas Villalba, mas ambos não foram inscritos por conta da punição. A dupla tem atividade normal neste período de preparação.




O que o Botafogo alegou para não pagar a compra do Almada?


A negociação entre Botafogo e Atlanta United por Almada aconteceu em junho de 2024; nela, ficou estabelecido o pagamento de US$ 21 milhões parcelados em quatro anos, segundo o clube carioca. As duas primeiras parcelas foram quitadas. No entanto, de acordo com o documento apresentado pelo Atlanta à Fifa, os valores teriam que ser liquidados até o dia 30 de junho de 2026.


O Atlanta chegou a exigir que Almada abrisse mão dos 10% a que tinha direito na MLS, o atleta em negociação tem direito a esse percentual por lei. Houve negativa por parte dos advogados do atleta.


Para que o negócio fosse concluído, ficou definido que a Eagle, empresa dona da SAF do Botafogo, compraria esse "crédito" de US$ 2,1 milhões de Almada. Posteriormente, a rede multiclubes de John Textor cobraria o valor da MLS.


O Botafogo reivindica os 10% na justiça americana, enquanto o Atlanta pede o pagamento na Fifa. Um dos argumentos do jurídico do clube carioca é que há débito do Atlanta/MLS com o Botafogo, mas que está sendo cobrado em outra esfera.

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