Os muros do CT do Botafogo, no Bairro Camorim, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foram pichados no fim da noite desta quinta-feira (22/1) com mensagens de cobrança a John Textor, dono da SAF alvinegra, em meio aos problemas financeiros que o clube atravessa neste começo de 2026, por uma gestão fraca amadora que só vive de alavancagens, e não tem nenhum projeto esportivo.
“Gringo 71“, “John ladrão 171 safado“, “Cadê o dinheiro?“ da “venda dos jogadores do Super Mundial“, “Sai do Botafogo“, além da “França não te quer, Brasil também” foram algumas das mensagens pichadas no muro do Espaço CT Lonier.
Vídeos abaixo:
Recado tem q ser claro..a cobrança diária. pic.twitter.com/2YsAKclCtX
— Henrique Curupira (@Henriq_Curupira) January 23, 2026
Protesto no ct hoje a noite. Tem q cobrar sempre ...Botafogo é acima de qualquer um. pic.twitter.com/0hrJHpPPGz
— Henrique Curupira (@Henriq_Curupira) January 23, 2026
Amanhã, sábado 24/1, as torcidas organizadas (Fogoró, Torcida Jovem do Botafogo, Fúria Jovem do Botafogo, Loucos pelo Botafogo, Botachopp, Torcida Folgada (Fundada por Russão, e hoje sob a liderança de seu filho Russinho), Resistência e a Super Alvinegros. Farão protestos no Setor Norte do Estádio Nilton Santos às 16h00, na Rua Henrique Sheid, 356.
A Crise no Botafogo e RWDM Brussels
John Textor vive o momento de puro caos na gestão à frente do Alvinegro. O clube já tem pendências com atletas de direito de imagem e FGTS, correndo para colocar em dia contanto com a verba da venda de David Ricardo. A crise também é forte e financeira no RWDM Brussels da Bélgica, o time de Bruxelas, está também num caos financeiro.
Em paralelo, o Fogão segue sem saber como irá se livrar do Transfer Ban aplicado pela Fifa referente à dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos, na compra de Thiago Almada em parcelas totais que não foram pagas. Sem solução, a SAF segue proibida de registrar jogadores e corre risco de não conseguir levar a campo os reforços contratados para 2026: os zagueiros Ythallo e Riquelme, e o atacante Lucas Villalba.
Há ainda a guerra societária da Eagle Football e o fundo Ares Management Corporation, além da batalha judicial contra a Iconic Sports, parceira na compra do Lyon, em 2022. A Iconic investiu mais de US$70 milhões de dólares na operação para, em troca, ter cerca de 16% das ações da Eagle Football Holdings BidCO. Esse acordo, no entanto, previa uma Oferta Publica Inicial (IPO) na Bolsa de Valores de Nova Iorque, o que não aconteceu. No contrato, o fundo exige a recompra de suas ações com juros de 11%, na casa dos 97 milhões de dólares (mais de R$ 518,1 milhões). Caso Textor não faça, a Iconic Sports pode tomar boa parte ou completamente os 65,4% das ações que Textor ainda possui da Eagle Football Holdings BidCO, e assumir o controle do Botafogo e do RWDM Brussels. No cenário, em que a Iconic vença Textor no julgamento completo, que ocorrerá na Justiça Comercial Britânica nas próximas semanas.





