A Ares Management Corporation, não vai esperar o julgamento completo na justiça comercial britânica em Londres, contra John Textor, em ação da Iconic Sports que é favorita para vencer. Devido que ainda este full trial (julgamento completo) não tem uma data correta e que pode demorar de 2 a 6 meses para ocorrer, contando desde o dia da apelação que já foi perdida por Textor em 21 de Janeiro de 2026 para a Iconic Sports, para este caso ser totalmente resolvido, será necessário neste julgamento, que irá precisar de vários juízes e também de testemunhas, como pediu anteriormente o Sir Juíz Mark Pelling.
Sabendo disso, a Ares já está pavimentando, mais um processo de imobilização financeira total contra Textor, que pode perder as ações que possui na Eagle Holdings BidCo, atual 65,4%, já que a Ares é a maior credora da holding. E uma movimentação que a Iconic Sports já faria, se o julgamento completo já tivesse ocorrido.
Outro fator que ajuda nesta movimentação e estratégia da Ares Management Corp. É a insatisfação de outros membros do conselho da Eagle Holdings BidCo com John Textor, na última terça-feira 10/2, foi informado na justiça, de que Textor sequestrou a gestão da SAF Botafogo, e que houve um conluio do Botafogo Associativo com ele, pois Textor não teve quem votasse contra em maioria, pois apenas usando o seu voto, além de Jordan Fiksenbaum e Kevin Weston novos integrantes do conselho da BidCo desde Novembro de 2025, conseguiram aprovar o empréstimo com altos juros de 25% ao mês, que dobram a cada 4 meses com a GDA LUMA e Hutton Capital.
Com isto, a situação envolvendo John Textor, Ares Management Corporation e Eagle Football Holdings BidCo está realmente num ponto crítico, com um prazo curto (cerca de 14 dias) para que haja o pagamento, e consequências significativas caso não haja quitação desta dívida de US$250 Milhões De Dólares (R$1,5 Bilhão).
A Ares está cobrando formalmente este valor de US$ 250 milhões (R$ 1,5 bilhão) que ainda faltam ser pagos após um empréstimo feito em 2022 a Textor para a aquisição do Olympique Lyonnais (Lyon) este valor se juntou com outros 97 Milhões de Dólares + juros (R$508 Milhões) também emprestados pelo Iconic Sports, por isso tem o caso do julgamento que será decidido futuramente na justiça comercial britânica. Antes disso, o fundo de investimentos, da Ares já havia emprestado cerca de US$425 milhões (R$2,2 Bilhões) e recuperado parte com a venda de participações anteriores, e Textor pagando parte do valor, com a venda de suas ações como sócio-minoritário do Crystal Palace, para Woody Johnson.
A Ares ativou uma cláusula contratual que exige que esse valor seja quitado em aproximadamente duas semanas (14 dias). Sem o pagamento ou um acordo de reestruturação da dívida nesse prazo, a gestora pode adotar medidas mais duras para recuperar seu crédito.
Consequências em caso de não pagamento
Se Textor não pagar dentro do prazo, a Ares pode:
Assumir o controle da Eagle Football Holdings BidCo — a holding que detém os clubes envolvidos, passando a gerir ou vender ativos para recuperar o valor emprestado.
Forçar a venda dos clubes controlados pela Eagle — incluindo Botafogo (Brasil), Lyon (França) e RWD Brussels (Bélgica), como parte da estratégia de reaver o investimento.
Tomar controle direto de ativos valiosos — especialmente o Lyon, que é considerado o principal ativo financeiro do portfólio.
Situação atual de gestão da SAF Botafogo
Embora a Ares já tenha afastado Textor de posições de liderança na Eagle Holdings BidCo e tentado assumir a governança da holding, ele ainda mantém algum nível de controle, especialmente sobre a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, graças a decisões judiciais específicas no Brasil porém em caso de dívida exorbitante e mais quebras de contrato, a Ares pode intervir e pedir ao Botafogo Associativo que a liminar que mantém Textor no controle da SAF Botafogo caia. Mesmo com o Botafogo Associativo apoiando JT, em caso de dívidas e insolvência financeira, alguns textos do contrato da SAF, feitos pela consultoria da Ernest Young, contratada na época por João Moreira Salles em 2019, é clara sobre altas dívidas.
Contexto mais amplo
Esse embate não é apenas sobre o pagamento de uma dívida, é uma disputa de controle estratégico e financeiro sobre vários clubes e sobre a estrutura de multi-clube que Textor montou em 2022. Se a Ares conseguir assumir a Eagle BidCo, isso pode redefinir o comando e futuro desses times no curto prazo e médio prazo.
CENÁRIO 1 — Textor paga ou renegocia a dívida (Menos Provável)
O que acontece:
A Ares recebe integralmente ou aceita uma reestruturação.
Textor mantém o controle da Eagle.
Os clubes continuam sob sua gestão.
Impacto nos clubes:
Botafogo → Mantém estabilidade na SAF.
Olympique Lyonnais → Segue como principal ativo do grupo.
RWD Brussels → Permanece no modelo multi-clube.
Probabilidade:
Depende da capacidade de Textor levantar capital rápido (venda de participação, novo investidor ou aporte externo).
CENÁRIO 2 — Ares assume a Eagle Football Holdings BidCo (Mais provável)
Se não houver pagamento:
A Ares pode executar garantias contratuais e assumir o controle da holding.
O que muda:
Textor perde o comando estratégico.
Ares passa a decidir o futuro dos ativos.
Pode haver troca imediata de gestão executiva.
Impacto nos clubes:
Botafogo → Pode continuar operando normalmente no curto prazo, mas com novo comando financeiro.
Lyon → Alto risco de venda parcial ou total.
RWDM → Pode ser vendido rapidamente, por ser ativo menor.
CENÁRIO 3 — Venda forçada de clubes (Cenário provável)
Se a Ares assumir, o foco será recuperar os US$250 milhões:
Possibilidades:
Venda total do Lyon (ativo mais valioso).
Venda parcial do Botafogo (entrada de novo sócio).
Desmonte do modelo multi-clube.
Consequência:
Fim prático do projeto global idealizado por Textor.
CENÁRIO 4 — Batalha judicial (Menos provável)
Textor pode:
Questionar cláusulas.
Tentar bloquear execução no Brasil (especialmente no caso do Botafogo).
Buscar liminares para ganhar tempo.
Isso pode:
Prolongar a disputa.
Criar instabilidade institucional.
Afetar planejamento esportivo.
Cenário de qual clube da Eagle Holdings BidCo, está correndo mais riscos
O clube com MAIOR risco imediato: Olympique Lyonnais
Por quê? É o ativo mais valioso da holding.
Está na Europa, onde a execução de garantias financeiras tende a ser mais rápida.
Já enfrenta pressão financeira e regulatória na França.
Foi justamente a aquisição do Lyon que gerou a maior parte da dívida com a Ares.
O que pode acontecer com o Lyon:
Venda total para um novo investidor.
Venda de participação majoritária.
Entrada de fundo soberano ou investidor americano.
Reestruturação pesada com venda de jogadores.
Se a Ares assumir, o Lyon é o ativo mais provável de ser vendido primeiro para recuperar os US$ 250 milhões (R$1,5 Bilhão).
Risco intermediário: RWD Brussels
Por quê? Valor de mercado menor.
Clube menos estratégico dentro do portfólio.
Pode ser vendido rapidamente para gerar caixa imediato.
Funciona como “ativo de liquidez rápida”.
Menor risco imediato (mas não imune): Botafogo
Por que o risco é menor no curto prazo? A estrutura da SAF no Brasil cria algumas barreiras jurídicas, mas não são difíceis de não serem superadas.
Eventual mudança exigiria procedimentos no Brasil.
Há decisões judiciais anteriores que deram proteção à gestão de Textor.
Politicamente e esportivamente, o Botafogo é o ativo mais sensível. Além de ótimo potencial para crescimento, revelar e descobrir jogadores, futebol sul-americano sendo administrado com gestão séria em dólares ou euros para montar time pra ser campeão, tem um gasto menor pela moeda real e o peso serem menos valorizados em comparação ao dólar e ao euro, em contratação de jogadores de outros clubes brasileiros ou sul-americanos.
Mas atenção:
Se a Ares assumir a Eagle BidCo, ela pode:
Trocar o controlador da SAF.
Buscar novo investidor para a operação no Brasil.
Reestruturar financeiramente o clube.
O risco é mais institucional do que imediato.
