O Botafogo enfrenta o desafio de equilibrar suas finanças, cenário que já impacta diretamente o planejamento para as próximas janelas de transferências. A tentativa de ajustar as contas da SAF, em meio a dúvidas sobre a gestão de John Textor no comando do Botafogo após o empréstimo catastrófico de juros altos com a GDA LUMA e Hutton Capital, deve influenciar tanto o mercado atual quanto o próximo período de negociações.
A avaliação interna é de que será necessário reduzir gastos com novas contratações. Além disso, ainda não há garantia de que a SAF conseguirá manter seus principais talentos (Danilo e Álvaro Montoro) ao longo de toda a temporada de 2026, ambos atletas só não saíram do Botafogo no fim desta primeira janela de transferências do futebol europeu, porquê o Ex-Ceo Thairo Arruda vetou. O clube busca preservar a base do elenco, mas trabalha com a possibilidade de saídas estratégicas para aliviar a folha e reforçar o caixa.
Dentro do futebol brasileiro, a estratégia tem sido estreitar laços com outros clubes para evitar a perda de titulares importantes, como ocorreu no caso de Marlon Freitas, que esteve na mira do Palmeiras. O clube paulista também ensaiou movimentos para contratar Danilo e Montoro, mas recuou. No Botafogo, por ora, a orientação é não investir em contratações que passem desta trava.
A dupla valorizada que, segundo John Textor, já teve propostas recusadas, ainda pode ser negociada após a Copa do Mundo 2026 Da Fifa que será realizada no México, EUA e Canadá.
Uma eventual venda de Danilo e Montoro seria vista como alternativa para ajudar no equilíbrio financeiro da SAF, especialmente em meio às dívidas que John Textor fez o Botafogo herdar durante o caixa único na Eagle Holdings BidCo. Internamente, o Botafogo trabalha para que Danilo e Montoro mantenham alto rendimento até a Copa Do Mundo de 2026, enquanto o grande desafio será manter o elenco comandado por Martin Anselmi e o trabalho de Mago Anselmi, intacto no segundo semestre.
No que diz respeito a reforços, o cenário é ainda mais restritivo. É considerado difícil que o Botafogo traga novos nomes, já que a prioridade é manter recursos em caixa para garantir o pagamento dos salários do elenco atual e quitar as parcelas restantes junto ao Atlanta United. Assim, contratações só devem ocorrer em condições específicas: jogadores livres no mercado ou por empréstimos nos moldes adotados em 2022.
No caso do zagueiro Marco Di Cesare do Racing, uma eventual chegada só aconteceria por um valor que não afete o orçamento limitado do clube. Já a situação de Cristian Medina dependeria de um fator externo: a operação só avançaria caso Foster Gillett queira que o seu agenciado e o próprio jogador aceite a transferência, já que todo o investimento seria custeado pelo empresário Norte-americano, principal parceiro de Cristian Medina.
Dessa forma, o Botafogo adota uma postura cautelosa no mercado, priorizando estabilidade financeira e manutenção da base, mesmo que isso limite movimentações mais ambiciosas no curto prazo.


