Botafogo não fará movimentação para trazer reforços como foi em 2025, e ainda avalia saídas de Danilo e Montoro depois da Copa Do Mundo 2026; Cristian Medina se vier será exceção pois quem bancará é o empresário Foster Gillett


O Botafogo enfrenta o desafio de equilibrar suas finanças, cenário que já impacta diretamente o planejamento para as próximas janelas de transferências. A tentativa de ajustar as contas da SAF, em meio a dúvidas sobre a gestão de John Textor no comando do Botafogo após o empréstimo catastrófico de juros altos com a GDA LUMA e Hutton Capital, deve influenciar tanto o mercado atual quanto o próximo período de negociações.


A avaliação interna é de que será necessário reduzir gastos com novas contratações. Além disso, ainda não há garantia de que a SAF conseguirá manter seus principais talentos (Danilo e Álvaro Montoro) ao longo de toda a temporada de 2026, ambos atletas só não saíram do Botafogo no fim desta primeira janela de transferências do futebol europeu, porquê o Ex-Ceo Thairo Arruda vetou. O clube busca preservar a base do elenco, mas trabalha com a possibilidade de saídas estratégicas para aliviar a folha e reforçar o caixa.


  
Danilo e Montoro foram importantes na vitória do Botafogo de 4 a 0 contra o Cruzeiro em 29/1 - Foto Reprodução: Vítor Silva/Botafogo

Dentro do futebol brasileiro, a estratégia tem sido estreitar laços com outros clubes para evitar a perda de titulares importantes, como ocorreu no caso de Marlon Freitas, que esteve na mira do Palmeiras. O clube paulista também ensaiou movimentos para contratar Danilo e Montoro, mas recuou. No Botafogo, por ora, a orientação é não investir em contratações que passem desta trava.


A dupla valorizada que, segundo John Textor, já teve propostas recusadas, ainda pode ser negociada após a Copa do Mundo 2026 Da Fifa que será realizada no México, EUA e Canadá. 


Uma eventual venda de Danilo e Montoro seria vista como alternativa para ajudar no equilíbrio financeiro da SAF, especialmente em meio às dívidas que John Textor fez o Botafogo herdar durante o caixa único na Eagle Holdings BidCo. Internamente, o Botafogo trabalha para que Danilo e Montoro mantenham alto rendimento até a Copa Do Mundo de 2026, enquanto o grande desafio será manter o elenco comandado por Martin Anselmi e o trabalho de Mago Anselmi, intacto no segundo semestre.


No que diz respeito a reforços, o cenário é ainda mais restritivo. É considerado difícil que o Botafogo traga novos nomes, já que a prioridade é manter recursos em caixa para garantir o pagamento dos salários do elenco atual e quitar as parcelas restantes junto ao Atlanta United. Assim, contratações só devem ocorrer em condições específicas: jogadores livres no mercado ou por empréstimos nos moldes adotados em 2022.



Medina e Foster Gillett (Foto Reprodução)

No caso do zagueiro Marco Di Cesare do Racing, uma eventual chegada só aconteceria por um valor que não afete o orçamento limitado do clube. Já a situação de Cristian Medina dependeria de um fator externo: a operação só avançaria caso Foster Gillett queira que o seu agenciado e o próprio jogador aceite a transferência, já que todo o investimento seria custeado pelo empresário Norte-americano, principal parceiro de Cristian Medina.


Dessa forma, o Botafogo adota uma postura cautelosa no mercado, priorizando estabilidade financeira e manutenção da base, mesmo que isso limite movimentações mais ambiciosas no curto prazo.


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