O Botafogo de Futebol e Regatas, por meio de sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol), fez várias demissões em massa de funcionários nesta quinta-feira 12 de fevereiro de 2026, como parte de um plano para reduzir custos diante de uma crise financeira profunda que atinge a gestão do clube-empresa. A ação causou forte impacto interno e preocupou empregados, ex-colaboradores e especialistas em gestão esportiva.
Várias demissões em massa na SAF Botafogo, ocorrendo, isto não é um bom sinal. Isto é um aviso, que ninguém quer ser cúmplice do que Textor fez.
— Gazeta Botafogo ⭐📰 (@agazetabotafogo) February 6, 2026
Algo que nós da Gazeta Botafogo trouxemos de forma exclusiva no Twitter/X logo após o pedido da demissão do agora ex-ceo Thairo Arruda. 6 dias atrás.
Quem foi afetado: setores e cargos
Segundo matérias que citaram apurações feitas pelo jornal ¨O Globo¨, as demissões atingiram profissionais de vários setores administrativos e operacionais da SAF, como parte de uma reorganização interna que inclui:
Recursos Humanos (RH): desligamento de especialistas e assistentes envolvidos nos processos de pessoal.
Jurídico: advogados e consultores internos que atuavam na área de compliance e contratos foram desligados.
Programa de Sócio-Torcedor: equipes responsáveis por atendimento, expansão de associados e retenção de membros do programa tiveram cortes.
Operações de Estádio e Lojas: funcionários que atuavam na administração do Estádio Nilton Santos e nas lojas oficiais do clube foram comunicados de desligamento.
Diretoria da SAF: além de demissões, alguns integrantes da diretoria pediram demissão voluntariamente, informaram fontes próximas à cobertura.
Alguns departamentos já foram encerrados, como é o caso da controladoria e do setor de board (conselho). Os próximos que serão atingidos serão o futebol feminino e a base alvinegra. Por enquanto, o clube associativo não está sendo afetado pelo corte.
Em contato para a matéria, fontes internas se mostraram bastante preocupadas, falando em um cenário de "terra arrasada".
A decisão em reduzir o quadro de funcionários foi liderada por Danilo Caixeiro, que assumiu o posto de COO, sigla em inglês para Chief Operating Officer (diretor-chefe de operações, em tradução livre) Caixeiro assumiu o cargo após o português Alexandre Costa deixar o cargo em 2025. Recentemente houve a saída de Thairo Arruda, ex-CEO, para tentar equilibrar o caixa da SAF que fora prejudicado por John Charles Textor.
A quantidade de cortes foi de 50 pessoas entre funcionários e membros da diretoria, de acordo com o foi dito nos corredores do Espaço CT Lonier.
Corte de custos em meio a uma crise profunda
As demissões fazem parte de uma estratégia mais ampla da SAF para reduzir despesas administrativas e redirecionar recursos para o futebol, setor considerado prioritário pelo clube em meio à turbulência econômica.
