Em grave crise financeira, SAF do Botafogo realiza demissões em massa de 50 funcionários de diversos setores; 2 departamentos já deixaram de funcionar


O Botafogo de Futebol e Regatas, por meio de sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol), fez várias demissões em massa de funcionários nesta quinta-feira 12 de fevereiro de 2026, como parte de um plano para reduzir custos diante de uma crise financeira profunda que atinge a gestão do clube-empresa. A ação causou forte impacto interno e preocupou empregados, ex-colaboradores e especialistas em gestão esportiva. 


Algo que nós da Gazeta Botafogo trouxemos de forma exclusiva no Twitter/X logo após o pedido da demissão do agora ex-ceo Thairo Arruda. 6 dias atrás.


Quem foi afetado: setores e cargos

Segundo matérias que citaram apurações feitas pelo jornal ¨O Globo¨, as demissões atingiram profissionais de vários setores administrativos e operacionais da SAF, como parte de uma reorganização interna que inclui:


Recursos Humanos (RH): desligamento de especialistas e assistentes envolvidos nos processos de pessoal. 


Jurídico: advogados e consultores internos que atuavam na área de compliance e contratos foram desligados. 


Programa de Sócio-Torcedor: equipes responsáveis por atendimento, expansão de associados e retenção de membros do programa tiveram cortes. 


Operações de Estádio e Lojas: funcionários que atuavam na administração do Estádio Nilton Santos e nas lojas oficiais do clube foram comunicados de desligamento. 


Diretoria da SAF: além de demissões, alguns integrantes da diretoria pediram demissão voluntariamente, informaram fontes próximas à cobertura. 


Alguns departamentos já foram encerrados, como é o caso da controladoria e do setor de board (conselho). Os próximos que serão atingidos serão o futebol feminino e a base alvinegra. Por enquanto, o clube associativo não está sendo afetado pelo corte.


Em contato para a matéria, fontes internas se mostraram bastante preocupadas, falando em um cenário de "terra arrasada".


A decisão em reduzir o quadro de funcionários foi liderada por Danilo Caixeiro, que assumiu o posto de COO, sigla em inglês para Chief Operating Officer (diretor-chefe de operações, em tradução livre) Caixeiro assumiu o cargo após o português Alexandre Costa deixar o cargo em 2025. Recentemente houve a saída de Thairo Arruda, ex-CEO, para tentar equilibrar o caixa da SAF que fora prejudicado por John Charles Textor.


A quantidade de cortes foi de 50 pessoas entre funcionários e membros da diretoria, de acordo com o foi dito nos corredores do Espaço CT Lonier.


Corte de custos em meio a uma crise profunda


As demissões fazem parte de uma estratégia mais ampla da SAF para reduzir despesas administrativas e redirecionar recursos para o futebol, setor considerado prioritário pelo clube em meio à turbulência econômica.

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